quarta-feira, 29 de agosto de 2012

4ª Semana - Processos Comunicacionais da Educação


Vídeo:
Documentário - Marta Kohl





Texto de estudo: 
Os impactos das tecnologias de comunicação e informação na educação: uma perspectiva vygotskyana - Débora Duran




Fórum de discussão - 23/08/2012

Tema: Mediações Humanas e Mediatizações Tecnológicas


Segundo Vygotsky, todo ser humano ou ser vivo tem uma história filogênica, ontológica, sóciogênica e microgênica, e é a sua história que define os limites ou as possibilidades de seu desenvolvimento. A comunicação (Língua/linguagem) é fundamental nesse processo, pois é através dela, que o ser humano entra em contato com o mundo de maneira abstrata, através de símbolos, e este é o fator preponderante que o diferencia dos animais. O seu contato com o mundo, as suas experiências promovem o seu desenvolvimento, ou seja, através da aprendizagem é que o ser humano se desenvolve, e não o contrário, como afirma Piaget, que o desenvolvimento determina a aprendizagem. 
Para Vigotsky, o ser humano entra em contato com o mundo através de mediações, que podem ser experiências, intervenções humanas ou instrumentos - tecnologias. Neste contexto, a intervenção pedagógica é fundamental no processo de aprendizagem e desenvolvimento da criança, e as tecnologias, por sua vez, são muito importantes como mediadores e facilitadores desse processo.
Os seus estudos, de fato, são muito importantes para que possamos entender melhor o processo de ensino aprendizagem e o papel do professor na educação, de que maneira podemos intervir de forma positiva no desenvolvimento de nossos alunos.



Minha Atividade
2ª lauda do artigo científico sobre Educação e Comunicação

A Aprendizagem e o Desenvolvimento segundo a teoria vygotskyana



3ª Semana - Processos Comunicacionais na Educação


Orientações para elaboração e apresentação de uma poesia 

Tema: Educação e Comunicação





Vídeo:
A escola - Paulo Freire




Filme:
A maior flor do mundo - José Saramago




Imagens Provocativas:





Minha Poesia:
Ser ou Não Ser, Eis a Educação


2ª Semana - Processos Comunicacionais na Educação


Livros importantes:

Extensão ou Comunicação - Paulo Freire

Por uma Pedagogia da Pergunta - Paulo Freire e Antônio Faundes

Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire


Trechos Selecionados dos Livros Citados

Extensão ou Comunicação?

Por uma Pedagogia da Pergunta


Participação do Fórum de Discussão - 15/08/2012

Tema: Educação é um ato de Comunicação 

Assim como tudo na vida, comunicação, relações interpessoais, experiências, ..., a educação também é uma troca, onde duas ou mais pessoas se interagem e trocam conhecimentos, técnicas, culura, emoções, e aprendem através de sua atuação no mundo. É como se a vida fosse um teatro, e nós os atores principais, todos estamos nos comunicando e se interagindo de alguma forma. Portanto, todos estamos ensinando e aprendendo alguma coisa. É um processo natural que faz parte da vida. Na escola, o saber é sistematizado e geralmente autoritário, a espontaneidade infelizmente não é muito frequente no sistema educacional, e isso se torna prejudicial ao ensino-aprendizagem, pois para que o aluno realmente aprenda, o conhecimento não pode ser uma coisa imposta, mas sim, proposta pelos educadores, e os educandos por sua vez, não devem se sentir pressionados, eles devem ser espontâneos, curiosos, ativos e autores de sua própria aprendizagem. Na visão de Paulo Freire, ficou bem claro que, o educador deve instigar e provocar nos alunos a curiosidade e a vontade de aprender, através de questionamentos, discussões e propostas interessantes que despertem neles a capacidade nata que todos nós seres humanos temos, que é a capacidade de aprender, através da interação e da troca de conhecimentos e experiências entre nós. Dessa forma, tanto o professor quanto os alunos aprendem e ensinam juntos, todos são atores ativos desse processo de ensino aprendizagem. Só assim, o aluno pode ser capaz de construir sua própria aprendizagem e transformar o meio em que vive.

Orientações para a elaboração de um artigo científico



Minha Atividade: 
1ª lauda - produção de um artigo cientifico sobre Educação e Comunicação






Disciplina: Processos Comunicacionais na Educação

Profª Formadora: Débora Duran

Profª Orientadora: Larissa Santos



1ª Semana



Participação do Fórum - 10/08/2012


Na verdade, definir educação e comunicação não é uma tarefa fácil, pois ambas são muito complexas, poderíamos ficar horas pesquisando e talvez não encontrássemos um conceito que englobasse a sua magnitude. Todo conceito ou definição depende muito do modo de vida e experiências que o autor tem, de sua relação com a vida, da forma com que ele percebe seu cotidiano. Concordo com o que foi descrito por esses autores, a educação é uma forma de transmitir e compartilhar conhecimentos, técnicas, ..., todos os saberes e recursos de uma cultura de geração para geração, e a comunicaçäo é parte fundamental e integrante deste processo. Porém, a comunicação e a educação são muito mais abrangentes do que isto. Eu diria que elas são a base de nossa vida. A partir do momento em que existimos, nós já estamos nos comunicando de alguma maneira, seja com os ollhos, com gestos, com um sorriso, com um comportamento, etc., e nessa interação com o mundo em que nos cerca, já estamos aprendendo. A vida é uma escola. Todos aprendemos e ensinamos alguma coisa o tempo todo.


Atividade - Diário - 13/08/2012



 Educação e Comunicação

            Para mim, educação é ensino e aprendizagem, troca de conhecimentos, experiências, cultura. Ela não ocorre apenas em um espaço organizado e sistematizado, como nas escolas e instituições de ensino, mas sim, em qualquer espaço ou tempo. Desde que nascemos, já estamos nos comunicando com o mundo que nos cerca, e a partir daí já inicia o processo de troca e  aprendizagem. O bebê, no seu ritmo, gradativamente vai conhecendo os pais e aprendendo sobre as coisas e pessoas com as quais ele tem contato, e os pais, por sua vez, vão aprendendo a cuidar do bebê e a se adaptar a essa nova situação de vida. Ou seja, todos aprendem juntos. E assim, esse processo de educação – ensino e aprendizagem ocorre durante a vida toda. A vida é uma escola. Todos nós, por mais humilde ou simples que sejamos, estamos o tempo todo ensinando e aprendendo alguma coisa.
            A comunicação também é uma troca. Para que haja comunicação deve haver um emissor e um receptor, o emissor envia a mensagem e o receptor a recebe, ambos se interagem e trocam informações e experiências. O ato de comunicar é fundamental em nossas vidas, todo ser vivo se comunica, mesmo os animais, que são considerados irracionais, existe uma forma peculiar de comunicação entre eles. A comunicação é natural e é fundamental para nossa sobrevivência, adaptação e transmissão de cultura às gerações.
            Na minha visão, educação e comunicação estão totalmente interligadas. Não existe educação sem comunicação. O processo de educar requer uma troca de conhecimentos e cultura, e para que essa troca ocorra é necessário que haja comunicação. A comunicação, por sua vez, ocorre quando há troca mensagens entre o emissor e o receptor, e não precisa necessariamente ser através da fala ou da escrita, podemos nos comunicar de diferentes formas, até mesmo através de um olhar, de gestos, sons, movimentos ou códigos.
            Atualmente vivemos no mundo globalizado, na era da informação e do conhecimento, onde as formas de se comunicar, ensinar e aprender se tornaram amplas e bastante diversificadas. Hoje, possuímos ferramentas eletrônicas e digitais importantes e muito úteis, tais como computador, softwares interativos e pedagógicos, Internet, redes sociais, celulares, e diversos aparelhos high tec, com os quais convivemos na sociedade.
            Diante desta nova realidade, a escola deve estar preparada para trabalhar com a nova geração - os “nativos digitais”. Para eles, a utilização dessas tecnologias é uma coisa natural, que está integrada em suas vidas, mas para nós, professores/educadores, não é natural, não é de nossa geração. Por isso, temos que adaptar a essas mudanças e isso requer educação, já que é uma nova cultura - a “cibercultura”, que temos que aprender e incorporar em nossa prática pedagógica e em nosso cotidiano.

Atividade - Glossário


Segundo Abbagnano (1998: 305), educação seria entendida como a forma ou modalidade que uma sociedade tem de transmitir a sua cultura, de geração para geração, entendida esta como um conjunto das técnicas de uso, comportamento e produção, as quais esta mesma sociedade criou para se perpetuar e proteger-se do ambiente físico e biológico. As sociedades civilizadas tendem a modificar, corrigir e aperfeiçoar estas técnicas, na medida em que precisa enfrentar situações novas ou em mudança. A pedagogia ocidental visa o amadurecimento do indivíduo e o seu aprimoramento, e, nela a visão de educação também incorpora não só a transmissibilidade das técnicas, mas também tende a torná-las flexíveis e corrigíveis.

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia; tradução Alfredo Bosi. 2. ed. São Paulo:
Martins Fontes, 1998.
            
Numa perspetiva teórica, a comunicação pode ser traduzida num processo de partilha, através do envio e receção de mensagens entre duas ou mais pessoas que partilham o mesmo código. Numa perspectiva social, este processo é considerado como elemento chave para a definição do humano enquanto ser social. Por outro lado, numa perspetiva comportamentalista, a comunicação é considerada uma ferramenta dinâmica que permite influenciar o comportamento de outros.

McLaughlin, S. (2006). Introduction to language development. Delmar Learning
http://terapeutadafala.wordpress.com/2011/11/28/comunicacao/

domingo, 22 de julho de 2012

Atividade 05_ISID

Texto para Reflexão:

Apontamentos sobre a questão do software livre - Débora Duran

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/Apontamentos_sobre_a_quest_o_do_software_livre.pdf

 Texto Complementar:

Inclusão digital, software livre e globalização contra- hegemônica - Sérgio Amadeu da Silveira

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/inclus_o_digital_software_livre_e_globaliza_o_contra_hegemonica.pdf


Participação do Fórum de Discussão - 06/07/2012 

 A palavra que escolhi para comentar a problemática que envolve a inclusão digital, o consumo e o software livre foi "Linux", um sistema operacional livre, que nao tem nenhum custo e pode ser modificado ou melhorado por qualquer um que possua conhecimentos de programação. Esse sistema vem substituindo aos poucos o Windows (que é muito caro) da Microssoft, especialmente nas escolas. Eu já trabalhei muito com o Linux na escola, quando era dinamizadora do laboratório de informática e eu o acho muito limitado, pois ainda não existem muitos programas feitos para ele, como existe para o windows, por ex. Além disso, muitos alunos preferem o windows, alguns porque tem em casa (a minoria), uns porque fizeram curso de informática e aprenderam a usá-lo e outros porque o utilizam no trabalho. Mas, apesar de sua rejeição, eu ainda acho louvável a utilização do Linux, bem como de quaisquer softwares ou ferramentas livres, já que os mesmos possibilitam uma maior expansão e acesso as TIC, especialmente, nas comunidades de baixa renda, facitando dessa forma a democratização das TIC e das Mídias e o processo de inclusão digital ou letramento digital. 

Sites, Softwares e Dicas Lista - tecnologias Livres:

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/tecnologias_livres_lista.pdf
http://www.softwarelivre.gov.br
http://softwarelivre.org/
http://www.softwarepublico.gov.br/
http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/plano_de_aula_orienta_es.pdf


Vídeos

http://www.youtube.com/watch?v=IJY-NIhdw_4 Video Tecnologia ou Metodologia?
http://www.youtube.com/watch?v=AJlP6aeR6Lo. Educação em Rede

Minha Atividade - Plano de aula usando tecnologias livres 

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/moddata/assignment/519/569/planodeaula_adrianadeoliveirawolf.pdf?forcedownload=1

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Atividade 04_ISID


- Leitura do 1º capítulo do livro Letramento Digital & Desenvolvimento das Afirmações às Interrogações - Débora Duran.



- Participação do Fórum - 25/06/2012.

"Supõe-se que a mediação tecnológica seja capaz de intensificar o desenvolvimento intelectual e que este, por sua vez, seja responsável por deflagrar o desenvolvimento humano/social e, em última instância, o econômico. Trata-se, grosso modo, da ideologia do progresso, de uma visão linear e objetivista que culmina numa abordagem mecanicista da realidade histórica." (DURAN, 2010)

Nas pesquisas realizadas sobre a dialética inclusão digital x exclusão social é muito comum nos depararmos com afirmações do tipo, "a inclusão digital leva a inclusão social", a inclusão digital promove o desenvolvimento pessoal e a cidadania", " o analfabeto digital é excluído da sociedade contemporânea", "a escola/estado deve promover a inclusão digital para diminuir a exclusão social", ou ainda, "a inclusão digital proporciona o desenvolvimento econômico, social e político de um país"... Neste contexto, podemos deduzir que a revolução tecnológica, bem como, a inclusão digital é vista pela sociedade como um "processo milagroso" que vem para resolver todos os problemas da humanidade.

No entanto, sabemos que isso não é possível. Como nos mostra Santaella, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam (...) Não obstante sua relevância para o estudo desse processo, veículos são meros canais, tecnologias que estariam esvaziadas de sentido não fossem as mensagens que nelas se configuram.
Portanto, não podemos afirmar que, a inclusão digital (acesso as TIC/midias) resolveria problemas como a má qualidade do ensino, o desemprego, a economia ou o índice de desenvolvimento humano (melhoria da qualidade de vida). Os processos sociais e as relações humanas que envolvem a sociedade são muito mais complexas do que se imagina, e estamos muito longe de alcançar o desenvolvimento pleno da cidadania, e a liberdade e a igualdade pregada há tanto tempo pelo neoliberalismo.
Por outro lado, podemos acreditar que, o uso das TIC de forma responsável, crítica e reflexiva, podem nos auxiliar no processo da busca pelo conhecimento e na interação com outras pessoas, possibilitando a transformação desse conhecimento em subsídios para nosso desenvolvimento pessoal e apoio em nossa prática pedagógica.
O letramento digital, nesse sentido, é de suma importância, pois como afirma Débora Duran, o letramento digital está intimamente relacionado à ideia de pluralidade, de configuração, uma vez que envolve sempre o sujeito, as tecnologias e um certo contexto de utilização. "


Exemplo de Coleção de Pérolas - Débora Duran




Minha Atividade
Coleção de Pérolas








Atividade 03_ISID

Textos:


Comitê Gestor da Internet - Brasil

http://www.cgi.br/


Mapa da Inclusão Digital do Brasil - MID

http://inclusao.ibict.br/


Inclusão Digital - Governo Federal

http://www.inclusaodigital.gov.br/


Participação do Fórum - 19/06/2012


  Analisando as informações fornecidas pela  pesquisa "TIC domincílios", podemos concluir que nos últimos anos o consumo de produtos eletrônicos e digitais (TIC ) tem aumentado no Brasil, computadores, celulares, Internet, entre outros, estão sendo adquiridos por muitos brasileiros, que até então não tinham condições de adquirí-los. Isso ocorreu devido ao incentivo do governo às empresas nacionais e multinacionais, com o objetivo de aumentar a produção de TIC e diminuir o custo para a população. Isso é um aspecto positivo, mas por outro lado, podemos observar, que embora o governo tenha feito muitas parceiras com Instituições e empresas privadas (3º setor) para expandir as TIC no Brasil e promover a inclusão digital, ainda existe uma enorme desiguadade entre as classes sociais.
          Em todos os resultados da pesquisa podemos ver claramente que as pessoas das Classes A e B são a grande maioria da população que tem acesso as TIC e possui formação para utilizá-las e interagir com o meio em que vivem. Essas pessoas, sem dúvida, são incluídas digitalmente e socialmente, tem uma boa qualidade de vida e tem muito mais chances de se desenvolver e prosperar ainda mais na sociedade atual. Porém, as pessoas da Classe C, e especialmente, das Classes D e E continuam a margem da sociedade, são, na sua grande maioria, excluídas da sociedade atual (sociedade da informação e comunicação).
            Diante disto, podemos concluir que, embora haja tantos projetos voltados para a inclusão digital sendo desenvolvidos no Brasil, a mesma não ocorre da maneira como deveria, pois essa inclusão não é feita com qualidade, as pessoas de classes mais baixas, quando muito, conseguem ter uma noção básica de como usar o pc, mas diante da complexidade do atual contexto, não é o suficiente para ser incluída socialmente, ficando, na maioria das vezes, apenas a margem da sociedade.  Uma inclusão digital que leve verdadeiramente a inclusão social requer muito mais compromisso e investimento por parte do governo e de toda a sociedade, pois não se trata só de investir na produção e expansão das TIC, mas essencialmente, na formação do cidadão e na redistribuição de renda, que está concentrada nãos mãos da minoria. Temos excelentes projetos de ID no país, inclusive com ótimas parcerias, porém, muitos desses projetos não tem continuidade e o investimento que deveria ter. A cada governo surgem novos projetos, muitas vezes, um excelente projeto que foi iniciado no governo anterior, simplesmente fica a deriva no governo atual, perde força e acaba. Além disso, o investimento nos recursos humanos (formação de profissionais para a utilização e manutenção das TIC) ainda é muito pequeno, por conta disso, há tantos laboratórios de informática em escolas sucateados e outros projetos que foram por água abaixo.
        Para que haja a inclusão social deve haver uma inclusão digital que leve a reflexão, a conscientização e promova a cidadania, a participação social e política de todas as pessoas excluídas de nossa sociedade. E as TIC são o caminho mais fácil para que isso ocorra, já que possibilita uma maior interação com os setores de nossa sociedade, que pode ser um incentivo a uma maior participação e colaboração com o  desenvolvimento  cultural, político e econômico de um povo.


Minha Atividade
Projeto de Inclusão Digital






quarta-feira, 13 de junho de 2012

Atividade 2

Textos de Circulação:


Inclusão digital como processo de Inclusão social

http://www.estadodedireito.com.br/2011/01/08/inclusao-digital-como-processo-de-inclusao-social/

A inclusão digital reduz a exclusão social?

http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/112-destaques/1643-fotografite


Textos Acadêmicos:


Inclusão digital - cada vez mais no centro da inclusão social

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/inclusao_digital_pedro_demo.pdf

Repensando a exclusão digital

http://www.cidade.usp.br/arquivo/artigos/index0902.php


Textos oficiais:


Blog do Planalto

http://blog.planalto.gov.br/nunca-antes-investir-em-inclusao-digital-para-promover-a-inclusao-social/

Prouca

http://www.uca.gov.br/institucional/

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Participação no Fórum de Discussão - 12/06/12


Inclusão digital é sinônimo de inclusão social?

          A inclusão digital por si só não garante a inclusão social, menos ainda da forma como ela é feita, a partir de uma visão reducionista, que apenas possibilita a uma parcela da população o acesso ao computador e a Internet. Isso podemos ver claramente através das escolas despreparadas (infra estrutura, recursos materiais e humanos - professores não capacitados, currículos arcaicos, pedagogia ultrapassada), dos programas e das políticas públicas voltadas para a inclusão social em nosso país, que focam substancialmente na compra de equipamentos, infra estrutura inadequada e  treinamentos/cursos de capacitação precários e insuficientes. 
          Quando se fala em inclusão digital, temos a ideia de que para ser um infoincluído basta sabermos utilizar um pc e acessarmos a Internet, mas a inclusão digital abrange muito mais que isso. Para que uma pessoa seja incluída digitalmente, ela tem que saber o básico dos aplicativos (softwares) de um sistema operacional, tem que saber utilizar a Internet em suas diferentes vertentes (pesquisas, e-mail, redes sociais, chats, etc...), ou seja, ela tem que desenvolver suas habilidades e capacidades cognitivas para utilizar as TIC, que requerem um novo código de linguagem, uma nova leitura da realidade, baseada na cibercultura, o mundo digital no qual vivemos. Neste cenário, o indivíduo deve saber discernir as informações e transformá-las em conhecimento, deve saber refletir, criticar, opinar, estar preparado para o mercado de trabalho, para a vida social e política, para enfrentar e resolver problemas da sociedade em que vive. “TIC não é uma variável externa a ser injetada de fora para produzir certos resultados numa realidade existente. Ela deve ser tecida de maneira complexa no sistema social e seus processos. Do ponto de vista político, o objetivo de usar TIC com populações carentes não é superar a exclusão digital, e sim estimular um processo de inclusão social. Para atingir este objetivo, é necessário focar na transformação, não na tecnologia”. ( Mark Warschauer)
           Somente assim, o indivíduo será capaz de interagir com seus semelhantes e com o mundo que o cerca, de forma ativa e integrada, que lhe possibilite seu desenvolvimento pessoal, profissional, econômico, social e político. Mas para que isso realmente ocorra, há uma longa estrada a percorrer, pois da forma como é feita a inclusão digital, os pobres/miseráveis  são incluídos apenas na margem da sociedade. Para que haja verdadeiramente a inclusão social, é necessário políticas públicas compromissadas com essa questão, políticas que realmente almejem e promovam a redistribuição de renda, a ascensão das classes mais baixas e a igualdade. 

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Galeria de Imagens


 Minhas imagens



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Disciplina: Inclusão Digital e Inclusão Social



Professora: DrªDébora Duran
Orientadoras: Profª. Ms. Rosemeire Reis
                     Profª. Ms. Sélvia Lima


Atividade 1


Texto:

Nativos Digitais, Imigrantes Digitais de Mark Prensky



 

Vídeo:

Na Ponta do Mouse - A Educação na Era dos Nativos Digitais



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Minha Atividade


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Participação no Fórum

Nativos e imigrantes digitais: novos desafios tecnológicos e pedagógicos

05/06/12

 
            A palavra que escolho é INTERATIVIDADE. Hoje vivemos a "mundialização", a globalização, a era da Informação e do conhecimento. Estamos no auge da Internet, das redes sociais, das informações vindas por todos os meios (TV, rádio, Internet, celulares, ipads, iphones, vídeos, filmes, músicas, etc...) e de todo canto do mundo. Por isso, é extremamente relevante que possamos vivenciar a interatividade. Esta interatividade deve ser tanto entre o homem e a máquina (o homem e as mídias - recursos digitais, TIC), como entre o homem e a sociedade. Ou seja, devemos interagir com a máquina, e mais do que nunca devemos também interagir com as pessoas, pois nunca na história da humanidade tivemos uma oportunidade tão grande de interagir com os nossos semelhantes, seja de nossa sociedade ou de qualquer nação. Hoje podemos em fração de segundos ou minutos conhecer pessoas e culturas diferentes de qualquer parte do mundo, onde se tem Internet e isso é fantástico! Podemos aprender informações, detalhes que jamais aprendemos em livros e podemos produzir nosso próprio conhecimento.
            A escola, neste contexto é fundamental, pois esta interatividade deve ocorrer para que a aprendizagem do aluno seja produtiva e eficaz. Mas, para que isso ocorra, é necessário a aplicação de políticas públicas voltadas para a educação que provoque mudanças no sistema educacional. Não basta investir em compra de equipamentos, que são enviados para as escolas e muitas vezes ficam encaixotados, ou não sãoutilizados por falta de preparo dos profissionais da educação. É de suma importância que haja mudanças na estrutura da escola, na formação dos professores e na prática pedagógica. Pois de nada adianta ter as TIC, ou até mesmo saber utilizá-las, se a forma de pensar e fazer educação continua a mesma. Primeiro há de se mudar a pedagogia, para se adaptar ao novo tempo dos "nativos digitais" e para que os mesmos possam se interagir conosco, os "imigrantes digitais" e com o mundo.

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Participação no Fórum de discussão

A inclusão digital nos proporciona a inclusão social?

11/06/12

 
             Para mim, a Inclusão digital, se for devidamente feita, com qualidade e com base em políticas públicas voltadas especialmente para as camadas mais baixas, pode sim contribuir para a inclusão social, mas não é o bastante para que todas as pessoas sejam inclusas socialmente, é apenas um dos caminhos. E é um caminho perigoso, pois se não for feita de forma coerente e compromissada, ao invés de promover a inclusão, pode aumentar ainda mais a exclusão social. Por isso, a inclusão digital na escola é importante, sem dúvida nenhuma, mas não podemos nos esquecer da distribuição de renda, que é um fator preponderante para que as pessoas sejam incluídas socialmente. Daí a importância de políticas públicas voltadas para as tecnologias, para a educação e para o desenvolvimento econômico, cultural e social, políticas voltadas essencialmente para a ascensão das classes mais baixas e desenvolvimento do país.
             Como já foi dito por muitos colegas, há muitas escolas sucateadas, o descaso começa por aí. Há de se ter um investimento maior na educação. Nenhuma nação se desenvolve, investindo tão pouco em educação. A inclusão digital é importante, mas para que ela ocorra e produza frutos, é necessário que se mude a estrutura das escolas, o sistema educacional, a pedagogia, a forma de ensinar, pois de nada adianta, ter as melhores tecnologias, se a forma de ensinar continua sendo aquela tradicional, arcaica, da época de nossos pais ou avós. Além disso, é necessário que se mude as políticas sociais, para que realmente, a distribuição de renda entre as pessoas de classes mais baixas aumente e elas tenham condições iguais de acesso a cultura, a uma educação de qualidade, lazer, etc..., para que assim, se incluam socialmente e tenham uma melhor qualidade de vida.
              Nós, como educadores, podemos fazer nossa parte, utilizando as mídias digitais como ferramentas de trabalho e ajudando nossos alunos a utilizarem as TIC, especialmente a Internet (pesquisas, redes sociais, ...) com consciência e discernimento no processo de ensino aprendizagem. Pois, os alunos são nativos digitais, eles não tem dificuldade nenhuma em aprender a utilizar as mídias, mas por outro lado, eles não tem maturidade para utilizá-las de maneira pertinente, produtiva e consciente. É aí que nós educadores entramos, precisamos orientá-los para que eles consigam construir sua própria aprendizagem, para que consigam se inserir na sociedade e também, modificar para melhor o meio onde vivem. Este é um grande desafio!!!
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Atividade 04

Relação entre dimensão estética, concepções de linguagem, subjetividade e educação.

Textos:

Escola de Frankfurt - Walter Benjamin - A Obra de Arte na Época de suas Técnicas de Reprodução.

http://antivalor.vilabol.uol.com.br/textos/frankfurt/benjamin/benjamin_06.htm



Artes visuais na cidade: relações estéticas e constituição dos sujeitos.

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?pid=S1677-11682007000200007&script=sci_arttext

Leituras complementares (Textos de livros*)


CHARTIER,Anne-Marie. Leitura e saber ou a literatura juvenil entre a ciência e ficção. In: EVANGELISTA, A. A. M.; BRANDÃO, H. M. B.; MACHADO, M. Z. V. (Orgs.). Escolarização da leitura literária, Belo Horizonte: Autêntica, 2.ª ed., 2001.

BURGARELLI, C.G. Implicação da escola com a literatura. In: PESSOA, J. de M. (Org.) Literatura e educação no conto de Bariani Ortencio. Goiânia: Ed. PUC-GO/ Kelps, 2001.

* Xerocados e distribuídos no encontro presencial.
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Minha Atividade

terça-feira, 29 de maio de 2012

Atividade 03

Textos:

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/eurico-vianna-da-sociedade-vertical-a-sociedade-horizontal/

http://www.cartacapital.com.br/internacional/a-regulacao-da-midia-nos-eua/

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/seminario-debate-experiencias-mundiais-de-regulacao-de-midia/

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/eurico-vianna-da-sociedade-vertical-a-sociedade-horizontal/

http://www.cartacapital.com.br/politica/a-imprensa-e-livre-o-que-nao-quer-dizer-que-e-boa-diz-franklin-martins/ 

http://www.cartacapital.com.br/politica/pensar-doi/


Artigo:

Imagens Projetadas do Império: o Cinema Hollywoodiano e a Construção de uma Identidade Americana para a Política da Boa Vizinhança.

http://www.usp.br/prolam/downloads/2008_1_3.pdf


Vídeos:

Midia e subjetividade:

http://www.youtube.com/watch?v=m-ihC_fX6Lw&feature=player_embedded

Controle social da mídia:

http://www.youtube.com/watch?v=ERK97L_j9Bg&feature=player_embedded


Exploração da imagem humana na mídia:
http://www.youtube.com/watch?v=Fx9Te5YjH0o&feature=player_embedded#!


Lula diz que 10 familias são donas da mídia no Brasil:
http://www.youtube.com/watch?v=AKB5kEiduBo


Além do cidadão Kane:
http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038

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Minha Atividade:

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Atividade 02

Textos:

Revolução cibernética na comunicação e ilusão democrática

http://www.compuland.com.br/delfim/delf1.htm


NOVAS CONDIÇÕES DE CIRCULAÇÃO E APROPRIAÇÃO DA INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO: questões no debate contemporâneo


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Vídeos:

Lula diz que 10 familias são donas da midia no Brasil - Leia abaixo e saiba mais

http://www.youtube.com/watch?v=AKB5kEiduBo&feature=related

 

Pelo Fim da Publicidade dirigida às crianças

http://www.youtube.com/watch?v=_Qat3RRQJ20&feature=related

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Artigo:

 O Conceito de Aldeia Global de Mc Luhan Aplicado ao Webjornalismo

http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2009/resumos/R4-1816-1.pdf


Livro:

http://libertarianismo.org/livros/rbf451.pdf

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Minha Atividade

http://libertarianismo.org/livros/rbf451.pdf


terça-feira, 8 de maio de 2012

Disciplina: Mídias Linguagens e Leitura Crítica - MLLC

 



Professor: Cristóvão Giovani Burgarelli
Orientadoras: Dérika Kyara
                     Núbia Simão

Textos:


Ensaio sobre a educação a distância no Brasil. Educação e sociedade, ano XXII, n.º 78, abril, 2002

http://www.scielo.br/pdf/es/v23n78/a08v2378.pdf


BRASIL. MEC. PCN+ Ensino Médio – Orientações curriculares complementares aos Parâmetros curriculares nacionais

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf

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Vídeos:

O Assunto é Leitura - Formação de Leitores



Anne-Marie Chartier fala sobre a leitura de textos informativos


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Minha Atividade

*Um comentário no Fórum sobre os textos e vídeos trabalhados - 26/04/2012.

O que mais me chamou atenção nas leituras que fiz, especificamente, no que foi colocado no texto de Maria Luiza Belloni, foi o fato de que vivemos em uma sociedade capitalista contemporânea e "mundializada", onde as práticas locais, cotidianas, tradicionais são permanentemente influenciadas pelas informações globais, baseadas numa cultura pseudocientífica. Neste contexto, a generalização do acesso à informação midiática tende a transformar o indivíduo em um ser mais racional, mais reflexivo e menos intuitivo. A publicidade comercial e política constrói suas mensagens com base nesta cultura mundializada, que ela ajuda a criar e recriar constantemente, e destina-se ao indivíduo "reflexivo", típico das sociedades globalizadas, radicalmente modernas. O modelo neoliberal adotado nos países perífericos, como o Brasil, sustentado por agências internacionais, geralmente, favorece apenas a expansão de iniciativas mercadológicas de larga escala, e a escola, por sua vez, acaba sendo vista como uma nova fatia de mercado extremamente promissora, na qual o avanço técnico em telecomunicações permite uma expansão globalizada e altas taxas de retorno para investimentos privativos transnacionais. Então perguntamos, nessas atuais condições em que nossa sociedade se encontra, a escola é capaz de educar e socializar as novas gerações? Vivemos uma revolução tecnológica, econômica e cultural, que influencia totalmente a nossa maneira de pensar, perceber e compreender o mundo. Na atual "sociedade da informação" em que nos situamos devido aos avanços tecnológicos, especialmente, a Internet, agora, mais do que nunca, precisamos saber discernir e interpretar criticamente tudo aquilo que nos envolve em nosso cotidiano, para não caírmos no erro de sermos manipulados pelo "sistema". Temos que ser pessoas livres, críticas, conscientes e capazes de fazer escolhas, que proporcionem o nosso desenvolvimento pessoal e da sociedade. Para isso, devemos saber interpretar criticamente todas essas mudanças, e essa nova cultura e sociedade a qual vivemos, e como educadores, devemos ensinar os nossos alunos a refletir, analisar, criticar, contestar e construir se próprio conhecimento. Neste contexto, a leitura e a interpretação, de uma maneira geral, seja através de livros impressos, Internet, gestos, dramatizações, diálogos, debates,  artefatos tecnológicos, ..., é fundamental para que possamos comprender o nosso mundo. Daí a importância de desenvolver a pedagogia, juntamente, com a tecnologia e a arte, nessa busca de conhecimento, cultura, socialização e desenvolvimento humano. Isto tudo está relacionado com esta disciplina e com a ementa do curso, já que os mesmos tem como finalidade nos estimular a ler criticamente e discutir as linguagens das mídias no mundo atual, no que se refere a linguagem, comunicação, educação e cultura. 


Webconferência

17/04/2012




http://webconf.rnp.br/p54509697/




* Encerramento da disciplina Políticas Públicas das Tecnologias.

Atividade 04

Ensino a Distância - Jornal Nacional



Tecnologias Digitais na Educação


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Tecnologias da Informação e Comunicação e Formação de Professores: sobre redes e escolas. Educação e Sociedade



Políticas e Gestão da Educação Superior a Distância: novos marcos regulatórios? Educação e Sociedade



As tecnologias na Política Nacional de Formação de Professores a Distância: entre a expansão e a redução

http://www.scielo.br/pdf/es/v29n104/a1329104.pdf


Políticas públicas educacionais no mundo contemporâneo

http://www.ibict.br/liinc/viewarticle.php?id=23


Educação e inovação tecnológica: um olhar sobre as políticas brasileiras. UFBA

http://www2.ufba.br/~pretto/textos/rbe11.htm


O papel das Novas Tecnologias da Comunicação e da Educação a Distância para responder à crise global na oferta e formação de professores: uma análise da experiência e pesquisa e desenvolvimento. Educ. Soc.



A Educação a Distância e a Formação de Professores. Soc. Educ.



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Minha Atividade

https://docs.google.com/document/d/1ORVXq3UI1aKG989GvbXR59JHmwE9juiPOJw08CrVYXU/edit


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Atividade 03

Analogia cômica da dificuldade de uso de novas tecnologias




Você não pode ser meu professor



História da EAD no Brasil – Jornal Nacional



DOWBOU, Ladislau. Entrevista. Rede Viva


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Textos:

Desafios para a Inclusão Digital no Brasil




Entrevista com Léa Fagundes sobre inclusão digital. Revista Nova Escola


Inclusão digital: desafios maiores que as simples boas intenções


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Minha Atividade: Carta ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante




segunda-feira, 26 de março de 2012

História da EAD no Brasil











Legislação da EAD no Brasil

 

Documentos importantes sobre a EAD no Brasil



 

 

 

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ATIVIDADE 2

Disciplina: Políticas Públicas das Tecnologias.

I - A legislação da EaD favorece o (a):
( x) definição de um conceito de educação a distancia
( x) definição de concepção teórico-metodológica dessa modalidade
( x) organização da sistemas de EaD no Brasil
( x) regulação e institucionalização da EaD e das TICs na educação
( x) regulação, supervisão e avaliação adequada de cursos e instituições
( x) credenciamento de instituições e autorização de cursos de modo
qualificado
( x) realização de cursos de formação inicial e continuada de boa qualidade,
reduzindo o número de professores sem qualificação
( x) uso de multimeios (textos, imagem, sons) nos cursos e programas
( x) inovação no processo de ensino-aprendizagem
( ) pagamento de bolsa aos estudantes, tutores e docentes
( x) flexibilidade dos cursos
( x) padronização de cursos e programas de EaD
( x) articulação entre ensino presencial e a distancia

IIA Política de EaD/TICs favore o (a):
( ) oferta e expansão indiscriminada da EaD
( x) democratização do acesso ao conhecimento (em todo o Brasil)
( x) melhoria da qualidade da educação básica
( x) aprimoramento dos conhecimentos dos professores
( x) desenvolvimento sócio-econômico e cultural do País
( x) crescimento de cursos e instituições privadas
( ) mercantilização da EaD
( x) ampliação da educação digital .
                                                   EaD no Brasil

Para falar sobre a EaD (Educação a Distância) no Brasil, faz -se necessário, primeiramente, entender o seu conceito e sua história.
De acordo com o artigo do Capítulo 1 - Disposições Gerais da lei 5.622 de dezembro de 2005, a educação a distância caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
Desde os tempos primórdios, quando o homem ainda era nômade, houve a necessidade de se agrupar e de se comunicar. No intuito de suprir suas necessidades básicas de alimentação e abrigo, entre outras, os homens foram se fixando em determinadas regiões, onde seus conhecimentos eram transmitidos de geração a geração, surgindo assim o ensino presencial, que com o tempo evoluiu e se tornou sistematizado em instituições educacionais que abrangem os ensinos básico e superior.
Com o crescimento populacional e a expansão geográfica, bem como as dificuldades de locomoção e a necessidade de instrução, devido às exigências do mercado de trabalho, surge um novo modelo de educação, no qual as pessoas adquirem conhecimentos e desenvolvem sua aprendizagem fora dos parâmetros convencionais de uma escola com ensino presencial.
O Ensino a distância no Brasil teve início na primeira metade do século XX, com a criação do Instituto Universal Brasileiro (IUB). Nesta época se utilizava o papel impresso, e havia anúncios em jornais dos primeiros cursos por correspondência, como por ex., o curso profissionalizante em datilografia.
Em 1947 o SENAC e o SESC transmitiam as primeiras aulas através de emissoras de TV. No início da década de 60 houve uma ação sistematizada do governo federal em relação à educação a distância, que contribuiu para seu desenvolvimento, com a instalação de emissoras de TV Educativa no Brasil.
Em 1970, a transmissão de programas educativos pela TV passa a ser obrigatória e gratuita, surgindo assim, vários projetos, entre eles, o projeto Minerva, e mais tarde a geração de Telecurso (1977) e o Telecurso grau (1978). E em 1979 foi criado o programa de alfabetização MOBRAL, que era transmitido pela TV e abrangia todas as capitais do território nacional.
No período de 1979 a 1983, com a chegada dos computadores e a inserção das novas tecnologias, houve a preocupação em capacitar os professores para o uso das TIC. Com isso, houve um aumento na oferta de cursos de EaD, e para atender a demanda foi implantado o Pós-Grad (Cursos de Pós Graduação Tutorial a distância) pelo CAPES/MEC. Devido a sua expansão, houve a necessidade de avaliação de sua qualidade, a qual passou a ser reconhecida e garantida pelo poder público através dos artigos 205 e 207 da Constituição Brasileira de 1988.
Na década de 90 houve o desenvolvimento das redes de comunicaçãoInternet, e especificamente, em 1995 foi criada a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED). Em 1996 a LDB cita a EaD em seu art. 80 da Lei 9.394, que incentiva o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada, bem como o credenciamento feito pela União das instituições que querem oferecer essa modalidade de ensino. E em 1997 foram introduzidos os primeiros Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVAS).
Em 2001 o Plano Nacional de Educação (PNE) reforça a necessidade da EaD no Brasil, incentivando assim o aumento de ofertas de cursos, bem como, a criação de políticas de regulamentação, supervisão e avaliação, que tornam-se concretas através de decretos e portarias instituídos em 2002. Em 2007 foi criada a Universidade Aberta do Brasil (UAB), um projeto do governo federal, que inicialmente, tinha o propósito de levar a educação a regiões, onde as pessoas tinham apenas a formação básica. Em 2010 houve discussões da CONAE (Conferência Nacional de Educação) abordando o diagnóstico, as diretrizes e metas para a EaeadD e tecnologias educacionais para os próximos 10 anos. E neste mesmo ano, havia 210 Instituições de Ensino Superior credenciadas.
Enfim, no Brasil a Educação a distância é uma realidade que abrange todo o território nacional, levando a educação formal para todos os brasileiros que anseiam por conhecimento, formação e aperfeiçoamento. Observe nos gráficos abaixo o grande aumento da oferta e da procura pela modalidade de EaD na última década.

1. Crescimento do de cursos e matrículas na EaD.

  1. O aumento do nº de matrículas no Curso Superior a Distância.
Gráfico 2: Fonte INEP/MEC

Devido ao aumento da oferta e da procura da EaD no Brasil, houve um crescimento não somente das instituições públicas, mas também das instituições privadas, interessadas em oferecer essa modalidade de ensino. Para que não haja a mercantilização da EaD e sua expansão de forma indiscriminada, as instituições de ensino que querem promover esse tipo de educação devem se credenciar e obter autorização do MEC e outros órgãos competentes, mantendo os critérios de qualidade, supervisão e avaliação, que são amparados pelo Decreto 5.622 de dezembro de 2005.
Tendo o estudante como centro do processo educacional, um dos pilares para garantir a qualidade de um curso a distância é a interatividade entre professores, tutores e estudantes. Hoje, um processo muito facilitado pelo avanço das TIC (hipertextos, imagens, áudio – pesquisas na Internet, comunicação por e-mails, chats, fóruns, web conferência, tele aulas, e outras ferramentas digitais) e parcerias que são feitas entre o MEC e algumas instituições de Ensino Superior, que recebem bolsas do governo para os professores, tutores e estudantes, já que não existe um artigo específico que regulamenta o pagamento de bolsas para EaD.
Mas, não um modelo único de educação à distância. Os programas podem apresentar diferentes desenhos e múltiplas combinações de linguagens e recursos educacionais e tecnológicos. A natureza do curso e as reais condições do cotidiano e necessidades dos estudantes são os elementos que irão definir a melhor tecnologia e metodologia a ser utilizada, bem com, a definição dos momentos presenciais necessários e obrigatórios, previstos em lei, estágios supervisionados, práticas em laboratórios de ensino, trabalhos de conclusão de curso, quando for o caso, tutoriais presenciais nos pólos descentralizados de apoio presencial e outras estratégias.
O uso inovador da tecnologia aplicado à educação, e mais especificamente, à educação a distância deve estar apoiado em uma filosofia de aprendizagem que proporcione aos estudantes a oportunidade de interagir, de desenvolver projetos compartilhados, de reconhecer e respeitar diferentes culturas e de construir o conhecimento, proporcionando o seu desenvolvimento como cidadão ativo e crítico, capaz de contribuir para o fortalecimento cultural, social, político e econômico de nosso país.




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