quarta-feira, 13 de junho de 2012

Atividade 2

Textos de Circulação:


Inclusão digital como processo de Inclusão social

http://www.estadodedireito.com.br/2011/01/08/inclusao-digital-como-processo-de-inclusao-social/

A inclusão digital reduz a exclusão social?

http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/112-destaques/1643-fotografite


Textos Acadêmicos:


Inclusão digital - cada vez mais no centro da inclusão social

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/inclusao_digital_pedro_demo.pdf

Repensando a exclusão digital

http://www.cidade.usp.br/arquivo/artigos/index0902.php


Textos oficiais:


Blog do Planalto

http://blog.planalto.gov.br/nunca-antes-investir-em-inclusao-digital-para-promover-a-inclusao-social/

Prouca

http://www.uca.gov.br/institucional/

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Participação no Fórum de Discussão - 12/06/12


Inclusão digital é sinônimo de inclusão social?

          A inclusão digital por si só não garante a inclusão social, menos ainda da forma como ela é feita, a partir de uma visão reducionista, que apenas possibilita a uma parcela da população o acesso ao computador e a Internet. Isso podemos ver claramente através das escolas despreparadas (infra estrutura, recursos materiais e humanos - professores não capacitados, currículos arcaicos, pedagogia ultrapassada), dos programas e das políticas públicas voltadas para a inclusão social em nosso país, que focam substancialmente na compra de equipamentos, infra estrutura inadequada e  treinamentos/cursos de capacitação precários e insuficientes. 
          Quando se fala em inclusão digital, temos a ideia de que para ser um infoincluído basta sabermos utilizar um pc e acessarmos a Internet, mas a inclusão digital abrange muito mais que isso. Para que uma pessoa seja incluída digitalmente, ela tem que saber o básico dos aplicativos (softwares) de um sistema operacional, tem que saber utilizar a Internet em suas diferentes vertentes (pesquisas, e-mail, redes sociais, chats, etc...), ou seja, ela tem que desenvolver suas habilidades e capacidades cognitivas para utilizar as TIC, que requerem um novo código de linguagem, uma nova leitura da realidade, baseada na cibercultura, o mundo digital no qual vivemos. Neste cenário, o indivíduo deve saber discernir as informações e transformá-las em conhecimento, deve saber refletir, criticar, opinar, estar preparado para o mercado de trabalho, para a vida social e política, para enfrentar e resolver problemas da sociedade em que vive. “TIC não é uma variável externa a ser injetada de fora para produzir certos resultados numa realidade existente. Ela deve ser tecida de maneira complexa no sistema social e seus processos. Do ponto de vista político, o objetivo de usar TIC com populações carentes não é superar a exclusão digital, e sim estimular um processo de inclusão social. Para atingir este objetivo, é necessário focar na transformação, não na tecnologia”. ( Mark Warschauer)
           Somente assim, o indivíduo será capaz de interagir com seus semelhantes e com o mundo que o cerca, de forma ativa e integrada, que lhe possibilite seu desenvolvimento pessoal, profissional, econômico, social e político. Mas para que isso realmente ocorra, há uma longa estrada a percorrer, pois da forma como é feita a inclusão digital, os pobres/miseráveis  são incluídos apenas na margem da sociedade. Para que haja verdadeiramente a inclusão social, é necessário políticas públicas compromissadas com essa questão, políticas que realmente almejem e promovam a redistribuição de renda, a ascensão das classes mais baixas e a igualdade. 

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