quinta-feira, 28 de junho de 2012

Atividade 04_ISID


- Leitura do 1º capítulo do livro Letramento Digital & Desenvolvimento das Afirmações às Interrogações - Débora Duran.



- Participação do Fórum - 25/06/2012.

"Supõe-se que a mediação tecnológica seja capaz de intensificar o desenvolvimento intelectual e que este, por sua vez, seja responsável por deflagrar o desenvolvimento humano/social e, em última instância, o econômico. Trata-se, grosso modo, da ideologia do progresso, de uma visão linear e objetivista que culmina numa abordagem mecanicista da realidade histórica." (DURAN, 2010)

Nas pesquisas realizadas sobre a dialética inclusão digital x exclusão social é muito comum nos depararmos com afirmações do tipo, "a inclusão digital leva a inclusão social", a inclusão digital promove o desenvolvimento pessoal e a cidadania", " o analfabeto digital é excluído da sociedade contemporânea", "a escola/estado deve promover a inclusão digital para diminuir a exclusão social", ou ainda, "a inclusão digital proporciona o desenvolvimento econômico, social e político de um país"... Neste contexto, podemos deduzir que a revolução tecnológica, bem como, a inclusão digital é vista pela sociedade como um "processo milagroso" que vem para resolver todos os problemas da humanidade.

No entanto, sabemos que isso não é possível. Como nos mostra Santaella, mídias são meios, e meios, como o próprio nome diz, são simplesmente meios, isto é, suportes materiais, canais físicos, nos quais as linguagens se corporificam e através dos quais transitam (...) Não obstante sua relevância para o estudo desse processo, veículos são meros canais, tecnologias que estariam esvaziadas de sentido não fossem as mensagens que nelas se configuram.
Portanto, não podemos afirmar que, a inclusão digital (acesso as TIC/midias) resolveria problemas como a má qualidade do ensino, o desemprego, a economia ou o índice de desenvolvimento humano (melhoria da qualidade de vida). Os processos sociais e as relações humanas que envolvem a sociedade são muito mais complexas do que se imagina, e estamos muito longe de alcançar o desenvolvimento pleno da cidadania, e a liberdade e a igualdade pregada há tanto tempo pelo neoliberalismo.
Por outro lado, podemos acreditar que, o uso das TIC de forma responsável, crítica e reflexiva, podem nos auxiliar no processo da busca pelo conhecimento e na interação com outras pessoas, possibilitando a transformação desse conhecimento em subsídios para nosso desenvolvimento pessoal e apoio em nossa prática pedagógica.
O letramento digital, nesse sentido, é de suma importância, pois como afirma Débora Duran, o letramento digital está intimamente relacionado à ideia de pluralidade, de configuração, uma vez que envolve sempre o sujeito, as tecnologias e um certo contexto de utilização. "


Exemplo de Coleção de Pérolas - Débora Duran




Minha Atividade
Coleção de Pérolas








Atividade 03_ISID

Textos:


Comitê Gestor da Internet - Brasil

http://www.cgi.br/


Mapa da Inclusão Digital do Brasil - MID

http://inclusao.ibict.br/


Inclusão Digital - Governo Federal

http://www.inclusaodigital.gov.br/


Participação do Fórum - 19/06/2012


  Analisando as informações fornecidas pela  pesquisa "TIC domincílios", podemos concluir que nos últimos anos o consumo de produtos eletrônicos e digitais (TIC ) tem aumentado no Brasil, computadores, celulares, Internet, entre outros, estão sendo adquiridos por muitos brasileiros, que até então não tinham condições de adquirí-los. Isso ocorreu devido ao incentivo do governo às empresas nacionais e multinacionais, com o objetivo de aumentar a produção de TIC e diminuir o custo para a população. Isso é um aspecto positivo, mas por outro lado, podemos observar, que embora o governo tenha feito muitas parceiras com Instituições e empresas privadas (3º setor) para expandir as TIC no Brasil e promover a inclusão digital, ainda existe uma enorme desiguadade entre as classes sociais.
          Em todos os resultados da pesquisa podemos ver claramente que as pessoas das Classes A e B são a grande maioria da população que tem acesso as TIC e possui formação para utilizá-las e interagir com o meio em que vivem. Essas pessoas, sem dúvida, são incluídas digitalmente e socialmente, tem uma boa qualidade de vida e tem muito mais chances de se desenvolver e prosperar ainda mais na sociedade atual. Porém, as pessoas da Classe C, e especialmente, das Classes D e E continuam a margem da sociedade, são, na sua grande maioria, excluídas da sociedade atual (sociedade da informação e comunicação).
            Diante disto, podemos concluir que, embora haja tantos projetos voltados para a inclusão digital sendo desenvolvidos no Brasil, a mesma não ocorre da maneira como deveria, pois essa inclusão não é feita com qualidade, as pessoas de classes mais baixas, quando muito, conseguem ter uma noção básica de como usar o pc, mas diante da complexidade do atual contexto, não é o suficiente para ser incluída socialmente, ficando, na maioria das vezes, apenas a margem da sociedade.  Uma inclusão digital que leve verdadeiramente a inclusão social requer muito mais compromisso e investimento por parte do governo e de toda a sociedade, pois não se trata só de investir na produção e expansão das TIC, mas essencialmente, na formação do cidadão e na redistribuição de renda, que está concentrada nãos mãos da minoria. Temos excelentes projetos de ID no país, inclusive com ótimas parcerias, porém, muitos desses projetos não tem continuidade e o investimento que deveria ter. A cada governo surgem novos projetos, muitas vezes, um excelente projeto que foi iniciado no governo anterior, simplesmente fica a deriva no governo atual, perde força e acaba. Além disso, o investimento nos recursos humanos (formação de profissionais para a utilização e manutenção das TIC) ainda é muito pequeno, por conta disso, há tantos laboratórios de informática em escolas sucateados e outros projetos que foram por água abaixo.
        Para que haja a inclusão social deve haver uma inclusão digital que leve a reflexão, a conscientização e promova a cidadania, a participação social e política de todas as pessoas excluídas de nossa sociedade. E as TIC são o caminho mais fácil para que isso ocorra, já que possibilita uma maior interação com os setores de nossa sociedade, que pode ser um incentivo a uma maior participação e colaboração com o  desenvolvimento  cultural, político e econômico de um povo.


Minha Atividade
Projeto de Inclusão Digital






quarta-feira, 13 de junho de 2012

Atividade 2

Textos de Circulação:


Inclusão digital como processo de Inclusão social

http://www.estadodedireito.com.br/2011/01/08/inclusao-digital-como-processo-de-inclusao-social/

A inclusão digital reduz a exclusão social?

http://www.arede.inf.br/inclusao/component/content/article/112-destaques/1643-fotografite


Textos Acadêmicos:


Inclusão digital - cada vez mais no centro da inclusão social

http://ead.fe.ufg.br/file.php/88/inclusao_digital_pedro_demo.pdf

Repensando a exclusão digital

http://www.cidade.usp.br/arquivo/artigos/index0902.php


Textos oficiais:


Blog do Planalto

http://blog.planalto.gov.br/nunca-antes-investir-em-inclusao-digital-para-promover-a-inclusao-social/

Prouca

http://www.uca.gov.br/institucional/

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Participação no Fórum de Discussão - 12/06/12


Inclusão digital é sinônimo de inclusão social?

          A inclusão digital por si só não garante a inclusão social, menos ainda da forma como ela é feita, a partir de uma visão reducionista, que apenas possibilita a uma parcela da população o acesso ao computador e a Internet. Isso podemos ver claramente através das escolas despreparadas (infra estrutura, recursos materiais e humanos - professores não capacitados, currículos arcaicos, pedagogia ultrapassada), dos programas e das políticas públicas voltadas para a inclusão social em nosso país, que focam substancialmente na compra de equipamentos, infra estrutura inadequada e  treinamentos/cursos de capacitação precários e insuficientes. 
          Quando se fala em inclusão digital, temos a ideia de que para ser um infoincluído basta sabermos utilizar um pc e acessarmos a Internet, mas a inclusão digital abrange muito mais que isso. Para que uma pessoa seja incluída digitalmente, ela tem que saber o básico dos aplicativos (softwares) de um sistema operacional, tem que saber utilizar a Internet em suas diferentes vertentes (pesquisas, e-mail, redes sociais, chats, etc...), ou seja, ela tem que desenvolver suas habilidades e capacidades cognitivas para utilizar as TIC, que requerem um novo código de linguagem, uma nova leitura da realidade, baseada na cibercultura, o mundo digital no qual vivemos. Neste cenário, o indivíduo deve saber discernir as informações e transformá-las em conhecimento, deve saber refletir, criticar, opinar, estar preparado para o mercado de trabalho, para a vida social e política, para enfrentar e resolver problemas da sociedade em que vive. “TIC não é uma variável externa a ser injetada de fora para produzir certos resultados numa realidade existente. Ela deve ser tecida de maneira complexa no sistema social e seus processos. Do ponto de vista político, o objetivo de usar TIC com populações carentes não é superar a exclusão digital, e sim estimular um processo de inclusão social. Para atingir este objetivo, é necessário focar na transformação, não na tecnologia”. ( Mark Warschauer)
           Somente assim, o indivíduo será capaz de interagir com seus semelhantes e com o mundo que o cerca, de forma ativa e integrada, que lhe possibilite seu desenvolvimento pessoal, profissional, econômico, social e político. Mas para que isso realmente ocorra, há uma longa estrada a percorrer, pois da forma como é feita a inclusão digital, os pobres/miseráveis  são incluídos apenas na margem da sociedade. Para que haja verdadeiramente a inclusão social, é necessário políticas públicas compromissadas com essa questão, políticas que realmente almejem e promovam a redistribuição de renda, a ascensão das classes mais baixas e a igualdade. 

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Galeria de Imagens


 Minhas imagens



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Disciplina: Inclusão Digital e Inclusão Social



Professora: DrªDébora Duran
Orientadoras: Profª. Ms. Rosemeire Reis
                     Profª. Ms. Sélvia Lima


Atividade 1


Texto:

Nativos Digitais, Imigrantes Digitais de Mark Prensky



 

Vídeo:

Na Ponta do Mouse - A Educação na Era dos Nativos Digitais



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Minha Atividade


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Participação no Fórum

Nativos e imigrantes digitais: novos desafios tecnológicos e pedagógicos

05/06/12

 
            A palavra que escolho é INTERATIVIDADE. Hoje vivemos a "mundialização", a globalização, a era da Informação e do conhecimento. Estamos no auge da Internet, das redes sociais, das informações vindas por todos os meios (TV, rádio, Internet, celulares, ipads, iphones, vídeos, filmes, músicas, etc...) e de todo canto do mundo. Por isso, é extremamente relevante que possamos vivenciar a interatividade. Esta interatividade deve ser tanto entre o homem e a máquina (o homem e as mídias - recursos digitais, TIC), como entre o homem e a sociedade. Ou seja, devemos interagir com a máquina, e mais do que nunca devemos também interagir com as pessoas, pois nunca na história da humanidade tivemos uma oportunidade tão grande de interagir com os nossos semelhantes, seja de nossa sociedade ou de qualquer nação. Hoje podemos em fração de segundos ou minutos conhecer pessoas e culturas diferentes de qualquer parte do mundo, onde se tem Internet e isso é fantástico! Podemos aprender informações, detalhes que jamais aprendemos em livros e podemos produzir nosso próprio conhecimento.
            A escola, neste contexto é fundamental, pois esta interatividade deve ocorrer para que a aprendizagem do aluno seja produtiva e eficaz. Mas, para que isso ocorra, é necessário a aplicação de políticas públicas voltadas para a educação que provoque mudanças no sistema educacional. Não basta investir em compra de equipamentos, que são enviados para as escolas e muitas vezes ficam encaixotados, ou não sãoutilizados por falta de preparo dos profissionais da educação. É de suma importância que haja mudanças na estrutura da escola, na formação dos professores e na prática pedagógica. Pois de nada adianta ter as TIC, ou até mesmo saber utilizá-las, se a forma de pensar e fazer educação continua a mesma. Primeiro há de se mudar a pedagogia, para se adaptar ao novo tempo dos "nativos digitais" e para que os mesmos possam se interagir conosco, os "imigrantes digitais" e com o mundo.

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Participação no Fórum de discussão

A inclusão digital nos proporciona a inclusão social?

11/06/12

 
             Para mim, a Inclusão digital, se for devidamente feita, com qualidade e com base em políticas públicas voltadas especialmente para as camadas mais baixas, pode sim contribuir para a inclusão social, mas não é o bastante para que todas as pessoas sejam inclusas socialmente, é apenas um dos caminhos. E é um caminho perigoso, pois se não for feita de forma coerente e compromissada, ao invés de promover a inclusão, pode aumentar ainda mais a exclusão social. Por isso, a inclusão digital na escola é importante, sem dúvida nenhuma, mas não podemos nos esquecer da distribuição de renda, que é um fator preponderante para que as pessoas sejam incluídas socialmente. Daí a importância de políticas públicas voltadas para as tecnologias, para a educação e para o desenvolvimento econômico, cultural e social, políticas voltadas essencialmente para a ascensão das classes mais baixas e desenvolvimento do país.
             Como já foi dito por muitos colegas, há muitas escolas sucateadas, o descaso começa por aí. Há de se ter um investimento maior na educação. Nenhuma nação se desenvolve, investindo tão pouco em educação. A inclusão digital é importante, mas para que ela ocorra e produza frutos, é necessário que se mude a estrutura das escolas, o sistema educacional, a pedagogia, a forma de ensinar, pois de nada adianta, ter as melhores tecnologias, se a forma de ensinar continua sendo aquela tradicional, arcaica, da época de nossos pais ou avós. Além disso, é necessário que se mude as políticas sociais, para que realmente, a distribuição de renda entre as pessoas de classes mais baixas aumente e elas tenham condições iguais de acesso a cultura, a uma educação de qualidade, lazer, etc..., para que assim, se incluam socialmente e tenham uma melhor qualidade de vida.
              Nós, como educadores, podemos fazer nossa parte, utilizando as mídias digitais como ferramentas de trabalho e ajudando nossos alunos a utilizarem as TIC, especialmente a Internet (pesquisas, redes sociais, ...) com consciência e discernimento no processo de ensino aprendizagem. Pois, os alunos são nativos digitais, eles não tem dificuldade nenhuma em aprender a utilizar as mídias, mas por outro lado, eles não tem maturidade para utilizá-las de maneira pertinente, produtiva e consciente. É aí que nós educadores entramos, precisamos orientá-los para que eles consigam construir sua própria aprendizagem, para que consigam se inserir na sociedade e também, modificar para melhor o meio onde vivem. Este é um grande desafio!!!
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