Profª Formadora: Drª Núbia Ferreira Ribeiro.
Profª Orientadora: Jeisa Cristine da Silva Queiroz.
Unidade 1 - A Aventura do Conhecimento
Vídeos recomendados:
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Canal Futura - Campanha Publicitária - E se ...
Documentário BBC
A História da Ciência
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Fórum de Discussão
21/09/2012
Apresente as suas impressões sobre o documentário e sobre as chamadas do canal futura (postado em vídeos recomendados). Tenha como referência que a necessidade humana e a dúvida sobre quem somos e para onde vamos impulsiona a produção do conhecimento.
Aguardo vocês. Boas reflexões! Jeisa Queiroz.
Desde o início do mundo como conhecemos, o ser humano carrega dentro de si várias dúvidas e questionamentos, tais como: Quem somos? De onde viemos? Porque estamos aqui? Para onde iremos? O que é a morte, é o fim de tudo ou existe vida após a morte? Qual é a verdadeira origem do mundo? O que é Deus? Como funciona o universo? Essas e outras questões nunca deixaram de estar presentes em nossas vidas. E são justamente as dúvidas e os questionamentos que levam o ser humano a pesquisar, estudar, investigar e fazer experiências e descobertas para chegar as respostas e soluções para muitos problemas e questões que fazem parte de nosso cotidiano. E não são apenas os cientistas ou pesquisadores que fazem isso, todos nós, mesmo que inconscientemente, estamos o tempo todo buscando respostas, faz parte de nossa vida. Já que possuímos a razão e pensamos, é natural que queiramos saber nossa origem, bem como, a origem do mundo em que vivemos e tudo que faz parte do universo e de nossas vidas. A dúvida e a curiosidade jamais poderão acabar, pois é através delas e da busca pelas respostas, que encontraremos a verdade.
22/09/2012
Cada um busca o conhecimento que lhe é oportuno. Vejam:
postado por: Jeisa Queiroz.

De acordo com o ponto de vista, ou podemos dizer, o olhar de cada um, todos nós temos respostas variadas sobre muitas coisas que julgamos conhecer/saber. Porém, estas respostas, na maioria das vezes, não são fundamentadas, mas baseadas em "achismos", incertezas. De respostas o mundo está cheio, mas o que nós precisamos mesmo é de perguntas (questionamentos), pois é através delas que vamos estar sempre fazendo novas descobertas, trazendo progresso, desenvolvimento e evolução para nós e o mundo em que vivemos.
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Cultura do Olhar - Imagens
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Poema - A Eterna Novidade do Mundo
(Alberto Caeiro)
O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender..
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza, não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar.
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Atividade 2 - Debate sobre os filmes
Reflexão que antecede: (presencial)
Com o objetivo iniciarmos nossos trabalhos na “aventura do conhecimento” selecionamos dois filmes – Entrevista com o vampiro (dirigido por Neil Jordan) e O paciente Inglês – (dirigido por Anthony Minghella) – por meio dos quais pretendemos discutir as particularidades do olhar, isto é, do sujeito que olha. Para além daquilo que é imediatamente perceptível, isto é, a situação bizarra de ser um morto/vivo no caso do vampiro e de sobreviver aos horrores da guerra no caso do paciente, os filmes apresentam narrativas construídas a partir do olhar das personagens principais. Ao narrarem suas experiências é possível perceber um deslocamento epistemológico no modo de interpretar e estar-ser no mundo. Exploram as mudanças no modo de ver e ser o/no mundo À diversidade do mundo que se apresenta ao olhar impõe-se um recorte seletivo, isto é, “uma cultura do olhar”. Do nosso ponto de vista, o olhar não é simplesmente uma questão subjetiva, é, antes de tudo, uma questão antropológica, o olhar representa saberes instituídos e está carregado de intencionalidade. Relacionar essas múltiplas significações das particularidades do olhar, do sujeito que olha, é fundamental para o processo de apreensão da realidade objetiva. As personagens principais dos filmes em debate tomaram distância de suas vidas, do cotidiano e passaram a interrogarem-se sobre si mesmos, desejando conhecerem-se mais. A decisão de estranhar – no sentido antropológico e filosófico do termo -, de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos é o que impulsionou e impulsiona a humanidade na aventura do conhecimento. Os filmes nos apresentam também alguns instrumentos ou técnicas de pesquisa: a entrevista, o registro de viagem, a memória entre outros.
Sugestão para o debate
Poema: A Eterna Novidade do Mundo – Alberto Caeiro – (FP);
Questão norteadora: quando eu estranho o que faço cotidianamente, seja no trabalho ou na vida de modo geral?
Atividade 2
RELATÓRIO:
FILME “INTERVIEW WITH THE VAMPIRE” -
ENTREVISTA COM O
VAMPIRO
O
filme “Entrevista com o Vampiro” é um filme americano de suspense, baseado no
livro homônimo da escritora Anne Rice.
As personagens principais são Louis – interpretado por Brad Pitt, Lestat –
interpretado por Tom Cruise e Claudia – interpretado por Kirsten Dunst. O
elenco também conta com Antônio Banderas, que interpretou o vampiro Armand e
Christian Slater, que interpretou o repórter, o qual entrevista Louis no
decorrer do filme.
O
filme começa com Louis (Brad Pitt), em um apartamento em San Francisco,
California, EUA, dando uma entrevista a um repórter (Cristian Slater). Louis,
no intuito de compartilhar o que já havia vivido e encontrar um pouco de paz, começa
a contar a sua história para o repórter, que tinha como hobby entrevistar as pessoas
e colecionar histórias de vida.
Então, Louis
começa a lhe contar a sua história ... Tudo começa na França, em 1746, século
XVIII. Louis era um homem rico,
proprietário de terras, que perde a esposa e a filha, e desde então se enterra
numa melancolia profunda, desejando apenas a morte, para aliviar seu
sofrimento. Nesse estado de melancolia, tristeza e sofrimento, Louis acaba
atraindo para sua vida Lestat, um vampiro frio e cruel, que deseja transformar
um humano em vampiro para ser seu companheiro pela eternidade. Lestat dá apenas
duas opções para Louis, a de morrer simplesmente, como ele desejava, ou a de se
tornar um vampiro como ele. Louis sem muitas opções, já que não encontrava mais
sentido em sua vida, escolhe ser vampiro, e então Lestat transforma Louis em
vampiro.
A
partir daí, Louis se torna imortal e adquire alguns poderes, tais como, ver a
matéria e tudo o que constitui o mundo de uma forma diferente dos mortais. Ele
passa a ver a magia e a beleza das coisas, como se elas adquirissem vida, e
tudo se tornasse mais intenso, como a noite, os sons, as estátuas, etc. Por
outro lado, percebe que a comida que os mortais - seres humanos - comem já não o
satisfaz mais, ele precisa se alimentar de sangue para garantir sua
sobrevivência.
Lestat,
no intuito de ensinar Louis a ser um vampiro como ele, diz a Louis que ele precisa
se alimentar de sangue humano. Lestat fazia isso o tempo todo e matava os
humanos com a maior naturalidade e frieza, mas para Louis isso não era
possível, ele tinha um bom coração, e no início, se alimentava apenas do sangue
de animais, como ratos, galinhas e outros.
Mas, um dia
Louis encontrou uma garotinha, chamada Claudia, que estava acompanhada de sua
mãe muito doente, e implorava por ajuda. Ao abraçar Claudia, se compadecendo de
seu sofrimento, Louis não resistiu, mordeu o seu pescoço e tomou de seu sangue.
Quando percebeu o que havia feito, ficou transtornado e arrependido, e levou
Claudia e sua mãe para casa. Ao chegar em casa, Lestat ficou feliz em ver que
Louis finalmente havia cedido e tomado sangue humano. Além disso, Lestat se
empolgou com a possibilidade de transformar Claudia em vampira, para que ela
fizesse companhia a ele, já que se sentia sozinho, pois Louis não era o
parceiro ideal como ele desejou, tinha muitas crises existenciais e se mostrava
arrependido por não ter escolhido a morte, já que desde que se tornara um
vampiro estava vivendo um verdadeiro inferno. Então Lestat matou a mãe de Claudia
e depois transformou Claudia em vampiro. Louis no início resistiu, ele não
queria isso, mas não via outra alternativa. Como aconteceu com ele, Claudia só
tinha duas opções, morrer ou se tornar vampira, então ele cedeu ao desejo de
Lestat.
A partir daí,
Louis, Lestat e Claudia se tornaram uma família e viveram muitas aventuras
juntos. Porém, Louis continuava tendo suas crises existenciais, pois jamais se
habituou a tomar sangue humano e nunca quis ferir e matar as pessoas. Ele
sofria muito com essa situação e tinha o desejo de entender o que ele realmente
se tornara, um vampiro, um ser imortal. Louis e Claudia, com o tempo se
tornaram muito ligados e afeiçoados um com o outro. Lestat, por sua vez,
ensinou a Claudia a ser uma vampira cruel como ele, e ela aprendeu direitinho e
aceitou muito bem a sua condição de vampira, até que um dia ela percebeu, que
já havia se passado muitos anos e embora, ela tivesse bastante conhecimento e
tivesse se tornado mentalmente madura, seu corpo não havia se desenvolvido, como
acontecia com as outras mulheres. Então, Claudia percebe o quanto era ruim ser
imortal e não poder viver o que os seres humanos sentiam. Ela se revolta contra
Louis e Lestat, que haviam lhe transformado em vampira, e a partir daí, sua
vida muda completamente.
Claudia
perdoa Louis, pois o amava, apesar de tudo, e entendeu a sua condição, mas por
outro lado, odiava Lestat e decidiu matá-lo. Na sua primeira tentativa, corta o
seu pescoço, deixando esgotar seu sangue e depois, com a ajuda de Louis, joga
seu corpo no rio. Depois ela e Louis decidem viajar pela europa, em busca de
conhecimento, de entender a sua espécie e a sua origem. Mas ao embarcar no
navio, eles encontram Lestat, que não havia morrido, e dessa vez, Louis coloca
fogo em toda a embarcação, para acabar de vez com Lestat e foge com Claudia
para Paris.
Em Paris,
Louis e Claudia conhecem Armand (Antonio Banderas), o líder de um grupo de
vampiros. Com ele, Louis espera encontrar as repostas para todas a suas
perguntas. Claudia, porém, sente medo de perder Louis, pois ao conhecer Armand
percebe que o vampiro quer muito ter Louis como seu companheiro, já que o
considera um vampiro extraordinário, imortal, mas ao mesmo tempo com um coração
humano, que tem sentimentos como os seres humanos. Por isso, Claudia encontra
uma mulher desiludida pela perda de sua filha, e a leva para casa, para Louis
transformá-la em vampira, para que ela possa fazer o papel de sua mãe, sua
companheira, como forma de substituir Louis, o qual amava tanto. Louis, a
contra gosto, percebe o desespero de Claudia e cede a sua vontade,
transformando a mulher em vampira.
Pouco
tempo depois, o grupo de vampiros prende Louis dentro de um caixão, e Claudia e
a mulher num calabouço, para que morressem ao amanhecer do dia, atingidos pelos
raios solares. Armand salva Louis, que por sua vez, tenta salvar Claudia e a
mulher, mas já era tarde, pois ambas já tinham virado pó.
Louis
fica totalmente transtornado e se vinga do grupo de vampiros, colocando fogo no
local onde dormiam, e matando todos eles. Depois, diz a Armand, que ele não
poderia dar as respostas que ele desejava e partiu em busca delas, viajando por
todo o mundo.
Já
havia se passado dois séculos, até Louis encontrar o repórter, para o qual
relatou sua história. Durante todo esse tempo, Louis viveu o que jamais nenhum
mortal havia vivido. Ele vivenciou revoluções, guerras, transformações
históricas, sociais, políticas, econômicas, culturais, ... O mundo se
modificou, as pessoas se modificaram, e o conhecimento quer Louis adquiriu durante
esse tempo era extraordinário, nenhum humano havia vivido tal proeza.
Ao
ouvir isso, o repórter ficou maravilhado e quis se tornar também um vampiro,
para vivenciar todas as aventuras, experiências e conhecimentos que Louis havia
adquirido. Mais uma vez, Louis ficou decepcionado, pois o repórter não o
entendeu, como ele gostaria. Então Louis vai embora, e no final do filme,
Lestat aparece e transforma o repórter em vampiro, como ele desejava, tornando-o
assim um novo companheiro para a eternidade.
_________
*__________
Relacionando
o filme com o tema estudado, pode-se dizer que, o conhecimento é uma dádiva, é
ele que nos faz diferentes dos animais. O ser humano possui a razão, e através
da razão produz conhecimento, que o torna distinto de todas as raças de nosso
planeta, e que o faz evoluir. Assim como no filme, onde os vampiros são
diferentes dos humanos, por serem imortais, nós somos diferentes dos animais,
porque possuimos a capacidade de raciocinar, conhecer, criar e recriar. Através
do conhecimento, criamos o nosso mundo, a nossa realidade, construímos,
reconstruímos e vivenciamos nossa cultura, e a compartilhamos com outras
gerações. De geração em geração, o homem através do conhecimento, vai
modificando a sua cultura e a sua realidade, promovendo a evolução da raça
humana e do mundo material, o qual conhecemos.
No
filme, os vampiros, por serem imortais, adquirem o conhecimento através de suas
experiências diretas com o mundo, vivenciando na íntegra a passagem de tempo e
as mudanças ocorridas na humanidade e em sua realidade concreta. Já nós seres
humanos, mortais, percebemos e transformamos o mundo, através de nossas
experiências e do conhecimento construído e transmitido, através dos tempos,
pelas outras gerações - nossos antepassados. Não é possível evoluir, sem esse
conhecimento.
Assim
como no filme, que mostra Claudia e Louis indo em busca da verdade sobre sua
espécie e origem, nós também buscamos a verdade. Através do conhecimento,
rompemos barreiras, comprovamos teorias e descobrimos as respostas para muitas
de nossas dúvidas e questionamentos em relação a nossa espécie e origem, e a
formação e transformação do mundo, no qual vivemos. Como Louis, ainda não
descobrimos toda a verdade, e também não sabemos se um dia vamos descobrir, mas
como ele, continuamos nossa busca, através do conhecimento, pois é ele que nos
liberta e nós faz sentir seres humanos, vivos e conscientes. Podemos relacionar
a imortalidade dos vampiros mostrados no filme com o conhecimento, pois o
conhecimento é imortal. O homem, desde que é homem, sempre produziu
conhecimento, e sempre o produzirá por toda a eternidade.
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Atividade 3 - Leitura dos textos
Se buscarmos a palavra francesa connaissance, podemos observar que conhecimento é nascer (naissance) com (con). Os homens se marcam como diferentes dos outros seres exatamente pela capacidade de conhecer. Diferentemente dos outros animais, os homens são os únicos seres que possuem razão, capacidade de relacionar, ir além da realidade imediata. Os homens interpretam essa realidade e se mostram nessa interpretação. E quando expressam o que souberam, nascem. O conhecimento é uma forma de estar no mundo. E o processo do conhecimento mostra aos homens que eles jamais são prontos, na medida em que estão sempre nascendo de novo.
* Ler os textos indicados observando como cada autor problematiza o tema apresentado, para isso crie uma ficha-resumo;
* Escreva uma lauda para cada um dos textos estudados.
Minhas Atividades
Ficha
Resumo dos Textos:
1.
“A atitude Científica”, de Marilena
Chaui;
2.
“Sobre a Produção do Conhecimento”,
de Dirce Eleonora Nigro Solis.
Texto 1
No
texto do capítulo 1 “A atitude científica”, do livro “Convite à Filosofia”,
Marilena Chaui conceitua senso comum e conhecimento científico (atitude
científica), e mostra suas principais características e diferenças.
Segundo
a autora, o Senso Comum possui as seguintes características:
são subjetivos;
qualitativos;
heterogêneos;
individualizadores (por serem qualitativos
e heterogêneos);
generalizadores;
tendem a estabelecer relações de causa e
efeito;
admiram o “miraculoso”, mas não aquilo
que é regular, constante.
Tendem a identificar a investigação
científica com a magia;
tendem a projetar no mundo, sentimentos
de medo diante do desconhecido,
É
mostrado que sob quase todos os aspectos, o conhecimento científico
opõe-se às características do senso
comum.
São
Características do conhecimento científico:
-
é objetivo (procura as estruturas
universais e necessárias das coisas investigadas);
-
é quantitativo (busca medidas, padrões,
critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem ser diferentes);
-
é homogêneo (busca as leis gerais de
funcionamento dos fenômenos p/ fatos que parecem diferentes – Ex. Lei Universal
da Gravitação);
-
é generalizador (reúne individualidades,
percebidas como diferentes, sob as mesmas leis);
-
são diferenciadores (não reúnem, nem
generalizam por semelhanças aparentes, mas distinguem os que parecem iguais);
-
só estabelecem relações causais depois
de investigar a natureza ou estrutura do fato estudado e suas relações com
outros semelhantes ou diferentes;
-
surpreendem-se com a regularidade, a
repetição e a diferença das coisas, e procura mostrar que o “milagroso” é um
caso particular do que é regular. Ex.: um eclipse;
-
distingue-se da magia;
-
afirma que, pelo conhecimento, o homem
pode libertar-se do medo e das superstições, deixando de projetá-las no mundo e
nos outros;
-
procura renovar-se e modificar-se
continuamente, evitando a transformação das teorias em doutrinas e destas, em
preconceitos sociais.
É
colocado que a investigação científica distingue-se do
senso comum porque ela baseia-se em pesquisas, investigações metódicas e
sistemáticas, que buscam teorias que descrevem, explicam os fenômenos, que
ocorrem em nossa realidade; enquanto que, o senso comum, por não compreender o
trabalho científico, é uma opinião baseada em hábitos e tradições que
cristalizam-se em preconceitos, com os quais passamos a interpretar toda a
realidade que nos cerca.
REFERÊNCIA
CHAUI. Marilena.
Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994. (Capítulo 1– A atitude científica.
pp. 247 -251).
Texto
2
Fala-se
que não existe produção “inata” ou “natural” do conhecimento. A produção do
conhecimento se dá a partir do concreto, do real, da atividade social, ou seja,
das relações mais simples e empíricas do homem com a natureza e com o social,
até suas relações mais complexas.
Coloca-se
também que, o conhecimento é produzido a partir do contexto sócio-histórico em
que o homem está situado, e essa produção de conhecimento corresponde à
aquisição de consciência humana.
Afirma-se
que, a consciência representa de forma abstrata e sintética (a nível de idéias)
a realidade concreta, e que sua produção é uma parte específica da produção
social, global e histórica.
É
mostrado que o conhecimento não é um processo resultante de uma interação
passiva, mas sim a intervenção subjetiva do sujeito social no objeto. E que, a
relação de conhecimento é um processo dialético, onde o sujeito nega-se
enquanto sujeito e o objeto é negado enquanto dado para se tornar objeto de
conhecimento (de reprodução do concreto pelo pensamento), que é unidade da
diversidade (múltiplas contradições).
É exposto
que, o objeto de conhecimento é para o pensamento um resultado, e não um ponto
de partida. Elé é um processo de apropriação do real e não a formação do real.
A correspondência entre objeto real e objeto de conhecimento é fruto da relação
entre teoria e prática. E que o conhecimento produzido a partir da relação
dialética (sujeito/objeto) corresponde a diferentes graus de aquisição de
consciência na história da humanidade – Exs.:mito, filosofia, ciência.
É
colocado que, o homem distingue-se dos animais não apenas pela sua
racionalidade (capacidade de pensar), mas também pela sua capacidade de
produzir e reproduzir as suas condições de existência, ou seja, sua cultura e
sua história.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Sobre a produção do conhecimento.
In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e
técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000. pp.41-44.
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Lauda dos Textos:
1. “A atitude Científica”, de Marilena
Chaui;
2. “Sobre a Produção do Conhecimento”, de
Dirce Eleonora Nigro Solis.
Texto 1
O Senso Comum e a
Atitude Científica
Desde a antiguidade que o homem
tenta entender a si mesmo e o mundo que o cerca, os fenômenos da natureza e
tudo aquilo que lhe parece estranho, extraordinário, mágico.
Vários questionamentos tem sido
feitos no decorrer da humanidade, tais como: quem somos, de onde viemos, para
onde vamos, se estamos sozinhos neste mundo, se existe uma inteligência
superior e leis que governam o universo, etc. Da curiosidade, das dúvidas, do
desejo de entender e encontrar as respostas surge o senso comum, as religiões
(seitas e crenças diversas) e a ciência.
As religiões, são formas que o homem
encontrou de tentar explicar tudo aquilo que é “milagroso”, místico, que parece
estranho, extraordinário, surpreendente. As religiões fazem parte do senso
comum.
O senso comum é tudo aquilo que
exprime sentimentos, ideias comuns, costumes, hábitos, tradições, preconceitos
enraizados em uma cultura. São conhecimentos empíricos, uma maneira de
interpretar a realidade, ou seja, conhecimentos que não são fundamentados
cientificamente, mas que são aceitos por grupos sociais, ou pela sociedade,
como forma de explicar fatos/fenômenos estranhos ou comuns que ocorrem em nosso
cotidiano.
E a ciência, por sua vez, é baseada
em estudos racionais, pesquisas e investigações metódicas e sistemáticas, na
busca de teorias científicas que comprovem a realidade.
A teoria científica permite que uma
multiplicidade empírica de fatos aparentemente muito diferentes sejam
compreendidos como semelhantes e submetidas às mesmas leis; e vice-versa,
permite compreender por que fatos aparentemente semelhantes são diferentes e
submetidos a leis diferentes. (CHAUI, 1994) Já o senso comum, costuma rotular e
colocar tudo o que é considerado comum e semelhante num determinado grupo, e
tudo o que considerado estranho, diferente é separado deste grupo e
caracterizado como um fenômeno extraordinário.
No senso comum, aquilo que é
“diferente” é que causa espanto, admiração. Para a ciência, tanto as coisas
aparentemente “estranhas” como as “comuns” causam admiração, merecem a mesma atenção
e precisam ser estudadas minuciosamente. Os fatos/acontecimentos para que
possam ser submetidas a grupos, é necessário antes que se forneça teorias e
leis que comprovem e sustentem a sua veracidade.
REFERÊNCIA
CHAUI.
Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994. (Capítulo 1– A atitude
científica. pp. 247 -251)
Texto 2
A Relação Homem e Natureza e a Produção do Conhecimento
Desde a
antiguidade que o homem tem a necessidade de entender e dominar a natureza para
satisfazer suas necessidades básicas e garantir a sua sobrevivência.
O ser humano se distingue dos
animais porque é capaz de pensar, produzir e reproduzir conhecimento, cultura.
A cultura, por sua vez, é passada de geração em geração, sendo reconstruída/moldada
de acordo com as necessidades e interesses da época – contexto histórico-social.
E assim, é construída a história da humanidade.
A produção do
conhecimento, não é inata, mas é feita a partir das relações entre homem e
natureza/meio social em que vive. O conhecimento é um processo de apropriação
do real, e a correspondência entre o objeto real (concreto) e objeto do
conhecimento (concreto pensado) ocorre na relação entre a teoria e a prática. O
conhecimento é produzido a partir da relação dialética entre sujeito e objeto e
corresponde a diferentes graus de aquisição de consciência na história da
humanidade. Exs.: o mito, a filosofia e a ciência. (SOLIS, 2000)
A consciência, por sua
vez, é a forma com que o homem entende o mundo que o cerca, ou seja, é a forma
abstrata (pensamento/idéias) de representar a realidade concreta. Essa realidade
se modifica na medida em que o homem entra em contato com seu meio, formula
teorias, hipotéses, adquire experiências, constrói e reconstrói conhecimento.
Assim, o homem a partir
de suas relações, sejam elas simples ou complexas, produz conhecimento e
adquire consciência, domina a natureza e modifica o meio em que vive, ou seja,
constrói sua própria realidade, a sua cultura, o seu mundo, a sua história.
E quanto mais o homem
produz conhecimento, mais ele adquire consciência de si mesmo e de sua realidade
concreta. Poderíamos dizer que, o conhecimento liberta o homem de seu cárcere,
permite que ele expanda sua consciência e descubra a verdade sobre sua origem e
espécie, sobre o mundo e tudo o que constitui o universo.
Através do conhecimento
a sociedade se desenvolve e a humanidade evolui. Não existe evolução humana sem
conhecimento. E esse conhecimento é adquirido a partir do momento em que o
homem pensa, duvida, questiona, pesquisa, investiga e vai em busca de
respostas/soluções. É nessa busca, que ele se interage com o mundo,
experimenta, faz descobertas, formula teorias, cria, inventa e reinventa as
coisas.
Por isso, o conhecimento
não é uma coisa acabada, mas sim, o ponto de partida, pois o homem por ser
racional, nunca para de pensar, de questionar e de buscar a verdade.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Sobre a
produção do conhecimento. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica:
cadernos de textos e técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000. pp.41-44.
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Unidade 2 - O Problema do Método
Atividade 1
Ler os textos abaixo indicados observando como cada autor problematiza o tema apresentado, para isso crie uma ficha-resumo;
1) SOLIS. Dirce Eleonora N. Introdução ao Estudo do método científico à Luz de Diferentes Posições Epistemológicas. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000.pp. 171-186.
2) MARX. K. O Capital: criticada economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Economistas). Prefácio da Segunda Edição. pp.15-21.
Minha Atividade
Texto: “Introdução ao Estudo do Método Científico”
a Luz de Diferentes Posições Epistemológicas - Autora: Dirce
Eleonora Nigro Soli.
FICHA
– RESUMO
No texto: “Introdução ao Estudo do Método Científico” à Luz de Diferentes
Posições Epistemológicas, a
autora apresenta alguns elementos de caráter filosófico e suas implicações
epistemológicas no campo da análise e produção científicas, considerando os
vários tipos de abordagens e metodologias existentes na área de ciências.
Coloca-se que, as ciências são produtos
das condições sociais, baseadas na práxis humana (teoria e prática), fruto de
interesses da ideologia da época.
Fala-se que, não se pode analisar o
método científico em abstrato, fora do contexto no qual ele é utilizado, e que
as práticas científicas mudaram, elas não tem mais o caráter contemplativo da
“ciência clássica”, que tinha como finalidade apenas interpretar a realidade,
mas sim, um caráter de “intervenção” (operatório) na natureza e na sociedade,
com o objetivo de transformá-la.
Afirma-se que, a prática científica é
uma das práticas sociais que se articula com o todo, mediante suas funções, e
que por isso, ela é um instrumento de poder, isto é, ela pode ser
transformadora, se for crítica, ou simplesmente conservadora/defensora, se
atende aos interesses do sistema vigente, da classe dominante.
Coloca-se que, a prática científica tem
um compromisso com a objetividade. A ciência deve transcender a “crença” das
pessoas, e analisar a realidade de modo objetivo e concreto, levando em
consideração as intenções daqueles que elaboram a “política” científica e
orientam a pesquisa. Contudo, não deve-se ignorar a intenção subjetiva do
cientista, já que é ela que impulsiona a busca pelo conhecimento.
Fala-se que, as práticas científicas,
por serem realidades históricas, refletem os conflitos e as crises sociais, e
por isso, estão em constante mudança, e que, para assegurar a objetividade é
necessário que os cientistas mantenham sempre a visão crítica em relação ao
objeto estudado, estudando-o e analisando-o sempre dentro de um contexto
sócio-histórico.
São apresentadas três tendências básicas
na delimitação de um projeto metodológico nas ciências: as posições empiristas e de cunho positivista, as posições racionalistas e a
abordagem do materialismo histórico dialético.
Afirma-se que, as posições empiristas e de cunho positivista são baseadas na
experiência controlada pela razão e por testes empíricos. Acredita-se na
“evidência” dos fatos. A essência do conhecimento está no objeto, que é
observado/estudado a partir da percepção simples do real. Para os empiristas, o
objeto de conhecimento deve ser esgotado, deve ser feito o maior número
possível de testes, até que sejam extraídas teorias/fórmulas que comprovem a
sua veracidade, ou seja, a partir do real é que se chega a razão. Neste
contexto, o método científico é o “indutivo”, no qual constrói-se uma teoria de
caráter universal, a partir de casos “isoladamente” verificáveis. Ex.: teorias
de Newton.
Coloca-se que, as posições racionalistas têm uma postura crítica em relação ao
empirismo e ao positivismo. Para eles, não cabe ao conhecimento científico
apenas descrever aquilo que vê (o real/objeto concreto), pelo contrário, o
objeto de conhecimento é um objeto de pensamento, que deve ser teoricamente
construído (lógica e matematicamente) pela razão. A Relação Sujeito/Objeto se
faz a partir do sujeito, e não do objeto, como é feita no empirismo. Rompe-se
com a técnica usual e a simples apresentação dos dados colocadas pelos
empiristas. A relação teoria/prática é feita com base na dialética do erro, os
obstáculos são superados e o conhecimentos sancionados. Contra o Positivismo, a
maioria dos racionalistas, especialmente os de linha bachelardiana, acreditam
que o conhecimento científico deve ser estudado desde o seu início, rompendo
assim o conhecimento ideológico anterior – ruptura epistemológica -, ou seja,
não existe produção científica pronta e acabada, toda teoria científica é
apenas uma hipótese que pode ser derrubada ou enriquecida a partir de outras
teorias que poderão vir, posteriormente.
Afirma-se que, o materialismo histórico dialético fundamenta-se num trabalho
científico e político. Portanto, o ponto de partida do conhecimento científico
é o concreto (real), que é visto dialeticamente. A partir dessa visão, o método
pode ser resumido em duas teses: 1. Primado do Ser sobre o Pensar (do real
sobre o seu conhecimento); 2. Distinção entre o real (ser-concreto) e seu
conhecimento.
É dito que, para os materialistas dessa
linhagem, o objeto de conhecimento é para o pensamento um processo de síntese –
um resultado. O método científico consiste em apropriar-se do real, e não de
construir/formar o real, e a correspondência entre o objeto real (concreto) e o
objeto de conhecimento (concreto pensado) se dá na relação teoria/prática.
Diferentemente do racionalismo, o método diáletico não evidencia uma
reformulação teórica dos erros, mas procura superar as “contradições”, que se
evidenciam na história do real, nas práticas sociais e que são produzidas pelo
pensamento. Esse método também difere-se do adotado pelo empirismo, pois o
concreto (real), apesar de conter dados empíricos, não é visto de maneira
simples e óbvia, mas sim, em toda a sua complexidade.
A autora conclui o texto dizendo que a
“ideologia acadêmica” da neutralidade científica desaparece cada vez mais, já
que não se pode separar as funções da ciência de suas práticas efetivas
(ciência vinculada ao domínio da produção e do consumo na sociedade). Segundo a
autora, não se deve perder tempo em discutir-se sobre a necessidade de
assegurar a neutralidade, mas sim, preocupar-se com a responsabilidade social
dos cientistas, isto é, despertar nos cientistas em geral, independentemente de
sua posição teórica, a importância de desenvolver trabalhos científicos
voltados para promover melhorias para a sociedade, na qual estão inseridos, ou
seja, buscar a transformação do todo.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Introdução ao Estudo do
método científico à Luz de Diferentes Posições Epistemológicas. In: HÜHNE.
Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e
técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000.pp. 171-186.
Texto: O Capital – Crítica da Economia Política - Autor: Karl Marx
FICHA
– RESUMO
Fala-se que, desde 1848, a produção
capitalista tem crescido na Alemanha, mas que a Economia Política continua
sendo, até hoje, uma ciência estrangeira, pois não condiz com a realidade
alemã.
Coloca-se que, a ordem capitalista
deve ser compreendida como um estágio historicamente transitório de evolução, e
não como configuração última e absoluta da produção social. A Economia Política
só pode permanecer como ciência enquanto a luta de classes permanecer latente
ou só se manifestar em episódios isolados.
Afirma-se que, desde que a burguesia
conquistou o poder político na França e na Inglaterra, a luta de classes se
tornou cada vez mais explícita e ameaçadora, tanto na teoria quanto na prática,
e no lugar da pesquisa científica desinteressada, imparcial, entrou a intenção
mercenária, baseada nos interesses da burguesia dominante.
Coloca-se que, a revolução de 1848
também repercurtiu na Inglaterra, e que os cientistas, que tinham uma
preocupação social e que queriam ser algo mais que meros sofistas das classes
dominantes, procuraram sintonizar a Economia Política do Capital com as
reinvindicações do proletariado. Daí surge o sincretismo, cujo maior
representante é Stuart Mill, e a declaração de falência da economia burguesa,
já evidenciada pelo erudito, crítico russo N. Tchernichveski em sua obra
“Delineamentos da Economia Política Segundo Mill”.
Relata-se que, após as lutas
históricas travadas na França e na Inglaterra, tornou-se impossível fixar na
Alemanha a ciência burguesa da Economia Política, visto que, o modo de produção
capitalista se tornou maduro e o proletariado alemão já possuía uma consciência
teórica de classe muito mais decidida do que a burguesia alemã. Assim, os
estudiosos, críticos se dividiram em dois grupos: o grupo dos ambiciosos e
pragmáticos, liderados por Bastiat, representante da economia apologética, que
atendia apenas os interesses da burguesia; e o grupo dos ciosos da catedrática
científica, que seguiam J. St. Mill, no intuito de olhar pelos proletariados, reconciliar
e apaziguar as contradições geradas pelos conflitos sociais, e tentar estabelecer
a ciência da Economia Política, que condiz com a realidade alemã, já que, desde
a época clássica da economia burguesa até a sua decadência, os alemães
permaneceram meros discípulos, repetidores da política econômica estrangeira.
Fala-se que, os representantes
eruditos e não eruditos da burguesia alemã procuraram aniquilar, através do
silêncio, o livro “O Capital”, como já haviam feito com escritos anteriores de
Marx, mas como essa tática não funcionou, devido as circunstâncias daquele
período, eles começaram então a criticar seu livro instruções “Para
tranquilizar a consciência burguesa”. Porém, não obtiveram êxito, já que o
mesmo foi defendido pela imprensa operária daquela época.
Coloca-se que, o método aplicado no
livro “O Capital” foi pouco entendido e por isso, criticado por muitos, entre
eles, podemos citar o francês Revue, representante do positivismo, que publicou
uma curta resenha criticando o volume I de O Capital. Por outro lado, o seu
trabalho foi defendido por estudiosos, como, Sieber e Engels, e outros.
Marx afirma que as leis abstratas
não existem e que as leis gerais da vida econômica não são sempre as mesmas,
pelo contrário, cada período histórico possui suas próprias leis, cada estágio
de desenvolvimento tem uma lei demográfica própria, e na medida que o desenvolvimento
da força produtiva se diferencia, modificam-se também as circunstâncias e as
leis que a regem.
Afirma-se que, Marx a partir da
perspectiva de esclarecer a ordenação econômica do capitalismo, formula, com
todo rigor científico, a meta que deve ter qualquer investigação exata da vida
econômica; o valor científico de tal pesquisa reside no entendimento das leis
específicas que regulam nascimento, existência, desenvolvimento e morte da dado
organismo social e a sua substituição por outro, superior; e que apesar da
teoria dialética de Marx ter sido moda alemã, em sua forma mistificada, por
outro lado, em sua configuração racional, é um incômodo para a burguesia e seus
representantes, ou seja, na sua essência, a teoria de Marx é verdadeiramente
crítica e revolucionária.
REFERÊNCIA
MARX.
K. O Capital: criticada economia política. São Paulo: Abril
Cultural, 1983. (Os Economistas). Prefácio da Segunda Edição. pp.15-21.
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Atividade 2
Escrever relatório a partir da leitura e do debate realizados.
Minha Atividade
RELATÓRIO
Fórum de discussão (debate)
Referindo-se
a ciência, foram feitas as seguintes colocações:
“(...) ela não pode responder a todas as
interrogações e nem resolver todos os problemas
que o ser humano necessita. (...)” (Deuseni);
“A ciência analisa, interpreta e busca
compreender os acontecimentos de todos os seres e objetos. E o desenvolvimento
desta, precisa da compreensão da sociedade e da interação entre elas. Esta não
consegue sozinha resolver todos os acontecimentos e fatos, mesmo assim a
sociedade pensa que ela é detentora de toda a verdade. Pode-se dizer que a
ciência não consegue solucionar tudo, pois estamos em constante evolução.”
(João Ferreira).
“Por se tratar de um método científico que
se vale da objetividade e não de um conjunto de crenças( como ocorre no senso
comum). A ciência acaba sendo mitificada, uma vez que coloca o fato observado
como verdade absoluta, sem que haja a preocupação com os princípios
pré-estabelecidos,tanto social quanto histórico. Sendo ainda a ciência caracterizada
pela busca( pesquisa), a neutralidade acaba por mitificar muitas vezes esse
"processo científico",pois deixa de avaliar o caráter
"mutativo" desse processo.” (Cinthia)
“Surgindo como única forma
válida de conhecimento, a ciência moderna adquire tal relevância em nossa
sociedade que é impossível pensarmos, hoje, em uma forma diferente de descrição
da realidade. A ciência é
mitificada a partir do momento em que ela é imparcial, não dando importância
aos processos sociais e históricos.
A ciência é um instrumento de poder porque ela é uma prática social. Apresenta um conhecimento estável e que tido como
verdade, não dá possibilidades de questionamento, reflexão e produção contínua
de conhecimentos. A
ciência concordará, dependendo da postura crítica do cientista, de como ele vê
e considera a realidade, a qual está inserida. A ciência
está intrinsecamente ligada àqueles que a produzem e estes, por sua vez,
ligados aos grupos sociais dos quais fazem parte.” (Alcione)
“A mitificação da ciência ocorre através dos diversos
experimentos realizados, porém não suficientes para esgotar o fato em si,
diferentemente do senso comum. A ciência tem que transcender as crenças das
pessoas para dar conta do concreto. Ela é de caráter social e elemento
fundamental do poder.Há uma articulação forte entre a ciência e o contexto
social, embora sendo distintos, um mediatiza o outro.” (Silmene)
“A ciência pode ser mitificada pelos homens quando mesmo
depois de muitos estudos, não conseguem encontrar a resposta para seus problemas.
A mitificação da ciência é vista através do senso comum, da busca para
responder as interrogações que a ciência, por sua vez, não pôde solucionar. A
ciência é produto da realidade social, ela serve à sociedade explicando com
objetividade as coisas reais e concretas, na
medida em que a ciência se pauta nas relações de poder da sociedade, ela busca
a prática da reflexão, da identidade do cientista, podendo ser transformadora
ou conservadora, assim, a ciência se encontra ligada à relação de poder, servindo
a parte dominante da sociedade ou se colocando contra os interesses da mesma.”
(Liliene)
De fato, a
ciência não consegue dar conta de toda a realidade, mesmo porque esta realidade
está em constante mudança. Na medida em que o homem pensa, ele cria, constrói
conhecimento e sua realidade concreta. E esta realidade (cultura, sociedade,
etc.) vai sendo transformada quando o homem evolui seus pensamentos, adquire
experiências e expande sua consciência. Através da práxis humana, o homem
interfere e muda a natureza, o mundo. A ciência por ser uma das práticas
sociais existentes na sociedade, também modifica-se, de acordo com o contexto
sócio-histórico, os interesses e necessidades da época, a qual está inserida.
Assim, a
ciência ocupa um papel relevante na sociedade. Ela não só interpreta a
realidade (Ciência clássica), como também pode transformá-la (Ciência moderna).
Ela é um instrumento de poder, que pode ser usado contra ou a favor do sistema
vigente, ou seja, ela pode contribuir para a transformação de uma sociedade ou
pode simplesmente, colaborar com a manutenção/conservação, quando tem como
princípio antender os interesses da classe dominante. Tudo vai depender da
postura/visão crítica dos cientistas, estudiosos e críticos da época, a qual
estão situados.
A ciência é
fruto da sociedade, sua ideologia e história. Portanto, está sempre em
constante mudança e não pode ser estudada fora do contexto histórico-social, se
não, poderemos correr o risco de mitificá-la, colocando-a como “verdade
absoluta”- como ocorre no senso comum -, sem levar em consideração os processos
sociais, econômicos e históricos que constituem a realidade a qual está
inserida. Assim, não há estudo científico acabado, todo estudo pode, a qualquer
momento, ser modificado, ao mesmo tempo que pode ser enriquecido e ter sua
veracidade comprovada, pode ser “desmascarado”, isto é, ser considerado
“falso”, “irreal”.
_______________________________________________________________________________
Unidade 3 - Processo de Investigação Científica
Leia os textos abaixo indicados e crie um quadro (esquema) para classificar as pesquisas e as técnicas de investigação científica.
SEVERINO. Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 27.ed. São Paulo: Cortez, 2007. pp. 117-126.
MENDONÇA. Alzino Furtado et. al. Trabalhos Acadêmicos: planejamento, execução e avaliação. Goiânia – GO: Faculdade ALFA, 2008. pp.35-40 e 49-54.
MINAYO. Maria Cecília de S.. Trabalho de Campo: contexto de observação, interação e descoberta. In: MYNAYO. Maria Cecília de S.(organizadora). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. pp. 61
Minha Atividade
PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA: ASPECTOS
TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
| ||||
MODALIDADES
DE PESQUISAS
| ||||
Quanto
à finalidade
|
a)
Pesquisa básica
|
Objetivos
/ Finalidades
| ||
Gerar
conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência, sem se preocupar com
aplicações práticas, visando interesses universais.
| ||||
b)
Pesquisa aplicada
|
Gerar
conhecimentos para aplicação prática e solução de problemas específicos.
| |||
Quanto
ao objetivo
|
a)
Pesquisa exploratória
(pesquisa
bibliográfica - trabalho preparatório para outro tipo de pesquisa)
|
Obter
maiores informações sobre determinado assunto, para delimitar o tema de um
trabalho, definir seus objetivos, descobrir um novo tipo de enfoque.
| ||
b)
Pesquisa descritiva
(coleta
de dados realizada pela observação sistemática e uso de questionários)
|
Observar,
registrar e descrever os fatos, sem que o pesquisador interfira neles.
| |||
c)
Pesquisa explicativa
(o
tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade)
|
Classificar,
analisar e interpretar os fatores que determinam ou contribuem para a
ocorrência dos fenômenos.
| |||
Quanto
à abordagem do problema
|
a)
Pesquisa quantitativa
|
Traduzir,
em números, opiniões e informações para classificá-las e analisá-las,
utilizando-se de recursos e técnicas estatísticas.
| ||
b)
Pesquisa qualitativa
|
Interpretar
os fenômenos, a atribuição de significados, a descoberta de relações até
então ocultas e as inter-relações estabelecidas, com utilização de técnicas
de observação e descrição de fenômenos em seu ambiente natural.
| |||
Quanto
às técnicas e procedimentos utilizados
|
a)
Pesquisa bibliográfica
|
Explorar
o assunto através de material já elaborado e disponível na forma de livros,
artigos científicos, jornais, revistas, mídias digitais (Internet, ...), etc.
| ||
b)
Pesquisa documental
|
Revelar/detectar
opiniões, crenças, formas de atuar, de viver e de pensar de uma sociedade
(conjuntura política e social), a partir de material que ainda não foi
analisado - documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e
instituições privadas. Exs.: atas, diários, regulamentos, fotos, vídeos,
artefatos, etc.
| |||
c)
Pesquisa experimental
(pode
ser realizada em ambientes reais ou artificiais, fechados ou abertos, ou em
laboratório). Obs: Certos
fenômenos, devido a sua complexidade, só podem ser estudados em situações
naturais, no contexto em que ocorrem. Ex.:
Objetos sociais (pessoas, instituições).
|
Testar
relações de causa e efeito; descrever e analisar o que ocorre em situações
muito bem controladas, com instrumental específico e em ambientes preparados;
generalizar os resultados.
| |||
d)
Levantamento
|
Coletar
informações obtidas diretamente com pessoas envolvidas na situação por meio
de outras fontes. Ex. Censo
Populacional.
| |||
e)
Pesquisa participante
(empregada
no estudo de comunidades constituída por minorias)
|
Evidenciar
valores, formas de resistência, padrões de comportamento, costumes e hábitos
de uma sociedade.
| |||
f)
Pesquisa ação
(há
um grande envolvimento do pesquisador e das pessoas envolvidas com a situação
analisada)
|
Equacionar
os problemas encontrados, acompanhar e avaliar as ações desencadeadas, e
planejar ações de caráter social, educacional ou técnico na solução desses
problemas.
| |||
g)
Estudo de caso
(
investigação de uma pessoa, grupo de pessoas, comunidade, organização, etc.).
Obs.:Essa modalidade de pesquisa é
a mais indicada, quando o fenômeno é complexo, porém possui limitações - as
dificuldades de generalização dos resultados obtidos)
|
Investigar
uma situação específica, procurando responder questões do tipo “como” e
“porque” ocorrem tais fenômenos, e descobrir o que há nela de essencial e
característico, considerando suas singularidades.
| |||
__________________________________________________________________________________
Unidade 4 - O Projeto de Pesquisa
Atividade 1:
Ler os textos abaixo indicados e a partir deles preparar questões que contribuam para a solução de dúvidas quanto a elaboração do projeto de pesquisa.
DESLANDES. Suely Ferreira. O Projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual. MYNAYO. Maria Cecília de S.(organizadora). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. pp. 31-60.
SEVERINO. Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 27.ed. São Paulo: Cortez, 2007.
ANTUNES. Adriana Maria. Guia para apresentação de trabalhos de conclusão de curso. Goiânia, GO: mimeo, 2012.
Minha Atividade
Perguntas
referentes aos textos lidos
- Em relação a estrutura do projeto
enquanto texto, o que seriam exatamente as
categorias ou instrumentos lógico-categoriais colocados por
Severino, que devem ser expostos na construção do quadro teórico?
- Quanto as citações de autores
estudados, eu posso simplesmente fechar um parágrafo com uma citação para
reforçar a idéia colocada ou tenho sempre que explicar em seguida, com
minhas palavras o seu significado?
- Todo parágrafo tem que ter
necessariamente introdução, desenvolvimento e conclusão, ou dependendo do
estilo, tamanho, etc... pode-se sair dessa regra?
* Por enquanto, só
tenho essas perguntas, mas tenho certeza de que surgirão várias no decorrer do
desenvolvimento do trabalho.
__________________________________________________________________________________ Atividade 2 - Projeto de Pesquisa
__________________________________________________________________________________
Guia de Formatação do Pré-Projeto
Projeto de Pesquisa - Estrutura e Formação
Citações Segundo a ABNT
__________________________________________________________________________________
Unidade 5 - Direitos Autorais
Sensibilização: nem todos têm a mesma sorte... ou sensibilidade
Tom Zé e Plágio
Texto: Plágio Volta a Assombrar a Política Alemã
_________________________________________________________________________________
Material de Estudo
Introdução aos Direitos Autorais
Lei 9610
__________________________________________________________________________________
Atividades
Para a discussão neste fórum, veja o vídeo que segue:
Via Legal - Propriedade Legal
Fórum de Discussão - 18/11/2012
Concordo plenamente com minhas colegas, o plágio é uma questão muito difícil de resolver... Mas uma das formas de tentar minimizar o problema, seria orientação/informação, que é o que estamos recebendo no decorrer do curso, especialmente nesta disciplina. A punição para quem comete plágio, na minha opinião, é necessária para que não motive outras pessoas a cometerem o mesmo erro, porém, é relevante, primeiramente, que os alunos/autores do trabalho a ser escrito recebam todas orientações possíveis referentes ao plágio e as regras a serem seguidas, pois muitas pessoas às vezes, cometem plágio sem mesmo saberem, por falta de conhecimento e orientaçāo adequada, e outras por sua vez, o cometem por pura e simples malandragem. Isso deve ficar bem claro, mas nem sempre é visível. Além dos softwares que auxiliam na verificação do plágio, há de se ter boa percepção e entedimento sobre o aluno, coerência, e acima de tudo prudência. O professor, seja ele do ensino básico ou do meio acadêmico deve conhecer o seu aluno e estar totalmente envolvido com o seu trabalho, a ser orientado por ele, para que realmente, o aluno/autor obtenha sucesso na realização de sua obra.
__________________________________________________________________________________
Informações Importantes
Segue abaixo um lista de softwares utilizados pelos professores e que também podem ser utilizados pelos alunos antes de enviarem os seus trabalhos acadêmicos.
Detectores de plágio:
Ferramentas que detectam plágio: 1 - Turnitin
O site Turnitin oferece o programa de identificação de plágio em mais de 12 idiomas, inclusive o português e é usado por mais de 1 milhão de professores em todo mundo.
Ferramentas que detectam plágio: 2 - iThenticate
Ferramentas que detectam plágio: 3 - Plagiarism detect
Ferramentas que detectam plágio: 4 - Plagius
O software Plagius consegue detectar cópias em arquivos de diversos formatos como Word, Pdf, OpenOffice, HTML e texto simples.
Ferramentas que detectam plágio: 5 - Ephorus
Ferramentas que detectam plágio: 6 - Farejador de Plágio
Ferramentas que detectam plágio: 7 - JPlag
O programa JPlag não rastreia conteúdos online, mas procura similaridades entre os trabalhos dos estudantes.
Ferramentas que detectam plágio: 8 - DOC Cop
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Minha Atividade - Dê o seu Veredito
TAREFA: DÊ O SEU VEREDITO:
ISTO É LEGAL?
1. QUESTÕES
O domínio da escrita científica é
fundamental para não incorrer em plágio. Saber citar e parafrasear é demandatório
para evitar problemas legais e éticos.
Apresentamos a seguir diferentes situações
hipotéticas de formas de apropriações de trecho original de obra de terceiro.
Apesar de hipotéticas, essas situações são comumente encontradas em trabalhos
acadêmicos e científicos. Avalie as situações e responda às questões
apresentadas no quadro abaixo.
Os trechos originais que embasam as situações são
das autoras Duran (2010, p.58) e Santos (2011, não paginado), conforme reproduzidos a seguir:
“Segundo
Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de
recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da
reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.”
DURAN, Débora. Letramento Digital e desenvolvimento: as afirmações às
interrogações. São Paulo: 2010.
“O segredo do bom ensino é o entusiasmo
pessoal do professor que vem de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
SANTOS, Sandra Carvalho dos. O processo
ensino-aprendizagem e a relação professor-aluno: a aplicação dos “sete
princípios para a boa prática na educação de ensino superior”. Caderno de Pesquisa em Administração. V.8 , n.1, Jan./mar. 2011. Disponível em <http://www.ead.fea.usp.br/Cad-pesq/arquivos/v08-1art07.pdf>.
Acesso em: 20 de out. 2012.
a) Quadro:
“Situações hipotéticas de apropriações de textos de terceiros”
Imaginem que ao examinar os trabalhos de
seus alunos, vocês se deparem com os seguintes parágrafos relacionados aos
trechos das obras acima informados:
Situação 1: O aluno 1 escreveu no seu trabalho:
Segundo Skinner, a
melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos
financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do
sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que?
É plágio. O
aluno citou o trecho de uma obra de Débora Duran, sem atribuir os créditos a
autora. O trecho citado trata-se de uma citação de Skinner feita por Débora
Duran. É uma citação de citação.
iii.
Como
corrigir?
Orientar o aluno a colocar a citação entre aspas, por se
tratar de uma citação direta, com apenas 3 linhas; dar créditos a autora do
trecho citado (Débora Duran), e relembrá-lo da importância de ler sempre a
obra original, fazer citação de citação, somente não for possível o acesso a
obra original.
“Segundo Skinner, a melhoria
da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros,
da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da
melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 2: Em
um segundo trabalho, o mesmo trecho foi inserido conforme abaixo:
A
melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos
financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do
sistema, mas da melhoria do próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010,
p.58)
i.
Isso
é Legal? Não.
Por que? O
aluno colocou os créditos corretamente, mencionando Skinner e usando o termo
apud, para demonstrar que o trecho foi citado pela autora Débora Duran em sua
obra. (Citação de citação). Porém, copiou literalmente o trecho original,
omitindo apenas as palavras “segundo Skinner”.
ii.
Como
corrigir?
Qualquer trecho transcrito na íntegra, até 3 linhas, deve
ser colocado entre aspas; Evitar fazer citação de citação, desde que seja
possível consultar a obra original; Por ser uma citação de citação, deve-se
colocar a fonte consultada, informando o nome do autor, o ano e a página da
obra onde o trecho foi encontrado;
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não
dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política
educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio
ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 3: O terceiro aluno transcreveu tomou
emprestado as ideias de Duran e Santos assim:
Condições
contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos
financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam
à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio
ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58). Como desdobramento dessa colocação, pode-se
argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor
que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? Está correta a primeira parte, na qual o aluno
fez uma paráfrase e atribuiu os créditos aos autores. Porém, na segunda parte, o aluno plagiou, pois ele simplesmente copiou
o trecho colocado por Santos, literalmente transcreveu quase tudo, trocando
apenas a palavra “vem” pela palavra “brota”, e não atribuiu créditos a
autora.
iii.
Como
corrigir?
Elogiar o aluno por ter feito a citação corretamente na primeira
parte, e orientá-lo para corrigir a segunda parte, a qual deve colocar o
trecho citado entre aspas, por se tratar de uma citação direta e curta, e
citar a fonte, atribuindo créditos aos autores. Reforçar que, qualquer que
seja a citação (direta ou indireta), a fonte sempre deve ser devidamente
citada.
Condições contextuais
extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros,
política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria
de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino
(SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58).
Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo
do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à
ciência e aos seus alunos.(SANTOS, 2011, sp.).
Situação 4: O
quarto aluno cita o trecho conforme abaixo:
Segundo
Skinner (apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é
alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria,
portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política
educacional ou da reorganização do sistema.
O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante
na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2011), deriva “de seu amor à
ciência e aos seus alunos.”
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? No primeirao parágrafo, o aluno citou
corretamente a fonte, mencionando (apud Duran), porém ele transcreveu
praticamente todo o trecho da obra citada, mudando apenas as frases de lugar
(inversão) .
iii.
Como
corrigir?
Relembrar o aluno que, se o
trecho for transcrito na íntegra e tiver até 3 linhas, o mesmo deve ser
citado entre aspas; Na citação direta, deve ser citada corretamente a fonte,
colocando o nome do autora, o ano e a página (quando houver) – sistema
auto-data. Quando não houver a página, colocar a expressão “não
paginado/s.p.”; A citação de citação (apud) somente deve ser usado, caso não
haja possibilidade de consultar a obra original;
Segundo Skinner (1972 apud
DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando
se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do
aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da
reorganização do sistema. O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante
na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2011), deriva “de seu amor à
ciência e aos seus alunos.”
Situação 5: Suponhamos que
Duran, a autora do texto original tenha usado o mesmo trecho informado
anteriormente, sem nenhuma alteração como transcrito abaixo.
Segundo
Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de
recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da
reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? Se o trecho citado pela autora for de sua
autoria, mas foi usado em outro trabalho, a autora deve seguir as mesmas
regras da ABNT para citar a fonte correspondente, pois se trata de obras
diferentes, publicadas em datas diferentes.
iii.
Como
corrigir?
Fazer a citação,
conforme as normas da ABNT. Se for uma citação direta e curta, colocar entre
aspas e colocar a fonte, e se for uma citação indireta, citar a fonte e não
colocar entre aspas.
“Segundo Skinner, a melhoria
da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros,
da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da
melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
b)
Com base nas suas análises das situações acima
façam uma síntese sobre como evitar os diferentes tipos plágio.
Com
a globalização e a chegada da tecnologia, especialmente a Internet, o plágio
tem aumentado muito no meio escolar e acadêmico. Hoje se tornou muito comum
copiar trabalhos/obras ou até mesmo pagar para fazer monografias e outros
trabalhos do meio educacional. Por isso, ao escrever um trabalho, principalmente,
se for um trabalho acadêmico, deve-se estar sempre atento as regras
estabelecidas pela ABNT, citando sempre o nome do autor ou autores, ano de
publicação e página (quando existir) da obra original ou quaisquer obras de
onde são retiradas frases, trechos e/ citações.
Caso
as regras não sejam seguidas, pode-se originar plágio ou até mesmo contrafação,
que são crimes punidos pela justiça, conforme a lei 9.610, de 19 de fevereiro
de 1998, e que podem também gerar muitos transtornos no meio acadêmico, podendo
o aluno ser reprovado, ou até mesmo, ter seu título de mestre ou doutor
destituído, caso seja comprovado o crime.
Por
isso, deve-se ter uma clareza muito grande em relação as citações e normas a
serem seguidas. Independente do tipo de citação (direta, indireta, citação de
citação, citação de vários autores/obras, etc.), o aluno tem que ter
consciência que jamais poderá se apropriar de uma idéia que não seja sua, e
portanto as fontes deverão sempre ser devidamente citadas.
Além
das fontes colocadas nas citações, deve-se segundo a ABNT, colocar as
referências bibliográficas de tudo o que foi citado, lido ou visto pelo aluno
para o seu entendimento e desenvolvimento de seu trabalho/obra. Essas
referências podem ser de revistas, monografias, palestras, vídeos, teses,
livros, artigos científicos, etc.
São
diversas as fontes que o aluno pode recorrer. Utilizar trechos, palavras,
frases e idéias de outros autores é perfeitamente legal e louvável, desde que os
autores sejam devidamente citados. Pois caso contrário, estaremos não só
cometendo crimes contra os direitos autorais, mas também desrespeitando os
autores no que tange a moral e a ética no mundo acadêmico e no meio
educacional.
REFERÊNCIAS:
GOMES Suely Henrique
de Aquino;SANTOS Andréia Pereira dos; CARVALHO Lívia Ferreira de. Introdução
aos Direitos Autorais. Curso de Formação de Professores Autores. 2012, Goiânia.
Disponível em: http://ead.fe.ufg.br/file.php/122/material_estudo_1.pdf
. Acesso em: 18 nov. de
2012.
PROGRAMA VIA LEGAL.
Vídeo: Via Legal – Propriedade Intelectual. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=cV3MynI9zyc
. Acesso em: 18 nov. de 2012.
____________________________________________________________________________
Situação 1: O aluno 1 escreveu no seu trabalho:
Segundo Skinner, a
melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos
financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do
sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que?
É plágio. O
aluno citou o trecho de uma obra de Débora Duran, sem atribuir os créditos a
autora. O trecho citado trata-se de uma citação de Skinner feita por Débora
Duran. É uma citação de citação.
iii.
Como
corrigir?
Orientar o aluno a colocar a citação entre aspas, por se
tratar de uma citação direta, com apenas 3 linhas; dar créditos a autora do
trecho citado (Débora Duran), e relembrá-lo da importância de ler sempre a
obra original, fazer citação de citação, somente não for possível o acesso a
obra original.
“Segundo Skinner, a melhoria
da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros,
da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da
melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 2: Em
um segundo trabalho, o mesmo trecho foi inserido conforme abaixo:
A
melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos
financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do
sistema, mas da melhoria do próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010,
p.58)
i.
Isso
é Legal? Não.
Por que? O
aluno colocou os créditos corretamente, mencionando Skinner e usando o termo
apud, para demonstrar que o trecho foi citado pela autora Débora Duran em sua
obra. (Citação de citação). Porém, copiou literalmente o trecho original,
omitindo apenas as palavras “segundo Skinner”.
ii.
Como
corrigir?
Qualquer trecho transcrito na íntegra, até 3 linhas, deve
ser colocado entre aspas; Evitar fazer citação de citação, desde que seja
possível consultar a obra original; Por ser uma citação de citação, deve-se
colocar a fonte consultada, informando o nome do autor, o ano e a página da
obra onde o trecho foi encontrado;
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não
dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política
educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio
ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 3: O terceiro aluno transcreveu tomou
emprestado as ideias de Duran e Santos assim:
Condições
contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos
financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam
à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio
ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58). Como desdobramento dessa colocação, pode-se
argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor
que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? Está correta a primeira parte, na qual o aluno
fez uma paráfrase e atribuiu os créditos aos autores. Porém, na segunda parte, o aluno plagiou, pois ele simplesmente copiou
o trecho colocado por Santos, literalmente transcreveu quase tudo, trocando
apenas a palavra “vem” pela palavra “brota”, e não atribuiu créditos a
autora.
iii.
Como
corrigir?
Elogiar o aluno por ter feito a citação corretamente na primeira
parte, e orientá-lo para corrigir a segunda parte, a qual deve colocar o
trecho citado entre aspas, por se tratar de uma citação direta e curta, e
citar a fonte, atribuindo créditos aos autores. Reforçar que, qualquer que
seja a citação (direta ou indireta), a fonte sempre deve ser devidamente
citada.
Condições contextuais
extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros,
política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria
de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino
(SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58).
Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo
do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à
ciência e aos seus alunos.(SANTOS, 2011, sp.).
Situação 4: O
quarto aluno cita o trecho conforme abaixo:
Segundo
Skinner (apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é
alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria,
portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política
educacional ou da reorganização do sistema.
O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante
na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2011), deriva “de seu amor à
ciência e aos seus alunos.”
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? No primeirao parágrafo, o aluno citou
corretamente a fonte, mencionando (apud Duran), porém ele transcreveu
praticamente todo o trecho da obra citada, mudando apenas as frases de lugar
(inversão) .
iii.
Como
corrigir?
Relembrar o aluno que, se o
trecho for transcrito na íntegra e tiver até 3 linhas, o mesmo deve ser
citado entre aspas; Na citação direta, deve ser citada corretamente a fonte,
colocando o nome do autora, o ano e a página (quando houver) – sistema
auto-data. Quando não houver a página, colocar a expressão “não
paginado/s.p.”; A citação de citação (apud) somente deve ser usado, caso não
haja possibilidade de consultar a obra original;
Segundo Skinner (1972 apud
DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando
se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do
aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da
reorganização do sistema. O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante
na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2011), deriva “de seu amor à
ciência e aos seus alunos.”
Situação 5: Suponhamos que
Duran, a autora do texto original tenha usado o mesmo trecho informado
anteriormente, sem nenhuma alteração como transcrito abaixo.
Segundo
Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de
recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da
reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.
Isso
é Legal? Não.
ii.
Por
que? Se o trecho citado pela autora for de sua
autoria, mas foi usado em outro trabalho, a autora deve seguir as mesmas
regras da ABNT para citar a fonte correspondente, pois se trata de obras
diferentes, publicadas em datas diferentes.
iii.
Como
corrigir?
Fazer a citação,
conforme as normas da ABNT. Se for uma citação direta e curta, colocar entre
aspas e colocar a fonte, e se for uma citação indireta, citar a fonte e não
colocar entre aspas.
“Segundo Skinner, a melhoria
da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros,
da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da
melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
COMENTÁRIOS SOBRE A ATIVIDADE: DÊ O SEU VEREDITO
TRECHO ORIGINAL
|
Como o aluno escreveu
|
ISSO É LEGAL?
|
POR QUE?
|
COMO CORRIGIR
|
1)
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino” (DURAN, 2010)
2)
“O segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que vem de seu amor à ciência e aos seus alunos.” (SANTOS, 2001)
|
Situação 1:
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
|
Não.
|
Esse é um tipo de plágio bem fácil de ser detectado.
A transcrição literal de parte de uma obra sem a atribuição de créditos.
|
Orientar o aluno quanto as formas de citação:
· toda transcrição literal, com menos de 3 linhas, deve estar entre aspas.
· Lembrar ao aluno que o uso demasiado de citações diretas empobrece o texto
· Fazer menção à Duran
· Se Skinner for fundamental para o trabalho do aluno, incentivá-lo a ler a obra em primeira mão;
|
Situação 2:
A melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
|
Não
|
Apesar do aluno ter citado corretamente o trabalho (apud), essa citação é praticamente uma transcrição literal do trecho original. A única diferença é que o aluno omitiu “segundo Skinner”.
|
Orientar o aluno quanto:
· Não basta citar, se o trecho for transcrito na íntegra deve, com menos de 3 linhas, deve estar entre aspas.
· Evitar apud. Se houver oportunidade, consultar a obra em primeira mão.
· como se trata de uma citação de citação, deve-se indicar a fonte consultada, no caso o livro de Duran, informando a página onde o trecho pode ser localizado.
· O uso do apud - que indica citação de citação - está correto, porque mesmo que Duran tenha parafraseado Skinner, a ideia ainda não é dela.Ela a tomou emprestado daquele autor.Daí a necessidade de usar o apud.
| |
Situação 3:
Condições contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58). Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.
|
Não
|
A primeira parte o aluno fez uma boa paráfrase. Mas na segunda, o aluno fez uma transcrição quase literal do texto de Santos, alterando pouquíssima coisa.
|
Parabenizar o aluno quanto o acerto na primeira parte e orientá-lo para fazer o mesmo na segunda citação, ou colocar o trecho entre aspas e citar a fonte.
Reforçar que não é porque traduziu o pensamento do autor para suas próprias palavras que aquelas ideias são suas.
| |
Situação 4:
Segundo Skinner (apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema.
O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2001), deriva “de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
|
Não
|
No primeiro parágrafo, o aluno citou corretamente a fonte consultada (apud DURAN...), no entanto, o texto é praticamente o mesmo da obra citada. O aluno só fez uma inversão de frases.
Comparar com a paráfrase da primeira sentença da questão anterior.
O segundo parágrafo está correto, a transcrição literal está entre aspas e o autor é devidamente citado, faltando apenas a página onde a parte da obra se localiza.
|
Reforçar
· Não basta citar, se o trecho for transcrito na íntegra e tiver menos de 3 linhas deve estar entre aspas.
· Evitar apud. Se houver oportunidade, consultar a obra em primeira mão.
· Na citação direta, informar a página. Se o documento não for paginado, informação essa condição, usando a expressão “não paginado”.
| |
Situação 5:
Suponhamos que Duran, a autora do texto original tenha usado o mesmo trecho informado anteriormente, sem nenhuma alteração como transcrito abaixo.
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
|
Não
|
Mesmo sendo a autora, são obras diferentes, publicadas em momentos diferentes,
portanto, deve ser citada, observando-se as regras vigentes.
|
Fazer a citação e, caso seja feita a transcrição literal, usar aspas.
|
Regras simples:
Para citações diretas de até 3 linha use aspas;
Para citações de mais de três linhas; faça um recuo de 4 cm, diminua a fonte e espaço entrelinhas e faça menção à obra consultada;
No caso de citação de citação, use o termo apud e faça menção à obra efetivamente consultada;
Para as autocitações também há necessidade de informar a fonte;
Mesmo traduzindo a ideia de terceiros com suas próprias palavras (paráfrase), há necessidade de mencionar a fonte.
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Unidade 5 - Citações e Referências Segundo a ABNT
Sensibilização: citar é legal, é moral e não engorda!
Um Conto Sobre Plágio
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Textos para Estudo - Citações e Referências
Curso de Formação de Professores Autores
Textos Complementares
As normas da ABNT estão disponíveis online para a comunidade da UFG. Para ter acesso a elas, entre em contato com a Biblioteca Central.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação – Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
______. NBR 10520: Citação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.
________________________________________________________________________________
Minha Atividade: Citar e Referenciar
TAREFA: Citar e Referenciar:
é só começar!
Nome:
QUESTÕES : Citação e Referências
Saber citar e
referenciar é uma das exigências para evitar problemas legais e éticos. O exercício da semana anterior mostrou que
não basta citar, é preciso saber como citar. Além disso, deve-se apresentar nas
referências a lista das obras citadas, em conformidade com algum padrão
normativo.
A tarefa da
semana consiste em exercitar as formas de citação e referência, privilegiando o
sistema autor-data, em conformidade com as normas da ABNT para citação e
referência. Para cada questão, considere
o trecho da obra informado e responda o que se pede.
1)
a) Faça uma citação direta;
Resposta:
Seria conveniente definir de outro modo
a noção de subjetividade renunciando totalmente à idéia de que a sociedade, os
fenômenos de expressão social são a resultante de um simples aglomerado, de uma
simples somatória de subjetividades individuais. Penso, ao contrário, que é a
subjetividade individual que resulta de um entrecruzamento de determinações
coletivas de várias espécies, não só sociais, mas econômicas, tecnológicas, de
mídia, etc. (GUATTARI; ROLNIK, 1986 apud MIRANDA, 2005, p.40)
b) Faça uma citação indireta;
Resposta:
É
relevante definir a subjetividade de uma forma diferente, deixando de lado a
idéia de que é o conjunto de subjetividades individuais que originam a
sociedade, quando na verdade, é o contrário, é a subjetividade individual que
resulta de ações coletivas interligadas, sejam elas sociais, econômicas,
tecnológicas, de mídia, etc. (GUATTARI; ROLNIK, 1986, apud MIRANDA, 2005, p.40)
c) Faça a referência da
obra em que consta o trecho citado.
Dados da obra: O
livro “Subjetividade em questão:
a infância como crítica da cultura”, em sua segunda edição, foi organizado por Solange Jobim e Souza,
publicado em 2005 pela Editora 7 Letras
que fica no Rio de Janeiro. O prefácio da obra é de Maria Luiza
Magalhães Bastos Oswald.
O trecho encontra-se na
página 40, do capítulo “Subjetividade: a (des)contrução de um conceito”, de
autoria de Luciana Lobo Miranda.
Resposta:
MIRANDA, Luciana
Lobo. Subjetividade: a (des)construção de um conceito. In: SOUZA, Solange Jobim
(org). Subjetividade em questão: a
infância como crítica da cultura. Prefácio de Maria Luiza Magalhães Bastos
Oswald. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora 7 Letras, 2005. p.29 - 46.
2)
a)
Faça uma citação direta
com mais de três linhas do artigo da lei;
Resposta:
Art. 4º Para os efeitos desta Lei,
considera-se:
I – informação: dados, processados ou
não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento,
contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
II – documento:unidade de registro de
informações, qualquer que seja o suporte ou formato;
III – informação sigilosa: aquela
submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua
imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
IV – informação pessoal: aquela
relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;
V – tratamento da informação: conjunto
de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, acesso,
reprodução, transporte, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação,
avaliação, destinação ou controle da informação. (BRASIL, 2011).
b)
Faça uma citação
indireta do artigo da lei;
Resposta:
Nos
art. 4º e 5º, da lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, fica bem clara a
definição de informação, como dados, que podem ser utilizados para produção e
transmissão de conhecimentos contidos em qualquer meio, e os diferentes tipos
de informações que podemos utilizar na sociedade, bem como suas especificidades
e garantias asseguradas pelo Estado de forma franqueada, transparente e em
linguagem de fácil compreensão. (BRASIL, 2011)
c)
Faça a referência do material.
Dados: LEI Nº 12.527,
DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011 que “regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o,
no inciso II do § 3odo art. 37 e no § 2o do
art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112,
de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5
de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de
janeiro de 1991; e dá outras providências.”
A lei se encontra no seguinte endereço eletrônico: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12527.htm
Resposta:
BRASIL.
lei Nº 12.527, de 18 de novembro
de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art.
5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no §
2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112,
de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5
de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de
janeiro de 1991; e dá outras providências. Diário
Oficial da União, Edição nº 221-A, de 18 de novembro de 2011 – Seção 1.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12527.htm>
Acesso em: 24 de novembro de 2012.
3) Elaborar a
referência do vídeo “Um conto sobre o plágio”, disponibilizado em http://www.youtube.com/watch?v=d0iGFwqif5c
Resposta:
UM CONTO sobre Plágio. Direção de Stian Raestad;
Jade Haerem Akcnsnes. Produção de Ina Remme; Jan Ingar Grindheim. Tradução de
Lorena Tárcia; Simão Pedro P. Marinho. Realização da Biblioteca da Universidade
de Bergen, 2010. Vídeo on line 5’:25’’. Título original ET Plagieringseventyr. Disponível
em: <http://www.youtube.com/watch?v=d0iGFwqif5c>.
Acesso em: 24/11/2012.
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