sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Curso de Especialização em Mídias na Educação






Disciplina: Sociedade, Cultura e Tecnologia


Prof. Formador: Dr. Cleomar de Sousa Rocha.
Profª Orientadora: Daniella Carolina Reis Aguiar.


Atividade 1

Texto: Da Cultura das Mídias à Cibercultura: O advento do pós humano. (Lúcia Santaella)

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/revistafamecos/article/viewFile/3229/2493


- Quais são as categorias listadas pela autora e como estã caracterizadas.
- Em que categoria estamos atualmente - acrescente exemplo.


      Segundo a autora Lúcia Santaella, as eras culturais existentes na sociedade podem ser divididas em 6 tipos de formações: Cultura oral, Cultura escrita, cultura impressa, Cultura de Massas, Cultura das Mídias e Cultura digital.
      Embora haja uma grande mistura entre essas culturas e vários equívocos cometidos em relação a elas em nossa sociedade, a autora em questão, deixa claro as diferenças existentes entre elas, e com base no que foi observado, podemos considerar algumas características próprias de cada uma dessas culturas.
      Começando pela cultura oral e escrita, vale destacar que, embora elas se originem de eras antigas, as linguagens e códigos engendrados nelas foram incorporando e se adaptando a sociedade conforme as prioridades da época. Hoje, tanto a cultura oral como a escrita continuam com muita ênfase a fazer parte de nosso cotidiano, agora de forma globalizada, com linguagens e códigos muito mais avançados. Cito como exemplos as teleconferências, reuniões e palestras realizadas a distância, e com utilização de recursos midiáticos, tais como: microfone, webcam, chat, etc., e também, o trabalho realizado por um webdesigner, que com sua arte de escrever e utilizar códigos, cria e hospeda páginas na web, nas quais podemos adquirir todo tipo de informação e conhecimento, compartilhando idéias com um imenso nº de pessoas pela rede mundial de computadores.
      Já a cultura impressa foi antecedida pela cultura da escrita não alfabética. Segundo Lúcia Santaella: “(…) A memória dessas escritas trouxe grandes contribuições para a visualidade da arte moderna. Ela sobrevive na imaginação visual da profusão dos tipos gráficos hoje existentes. (...)”.
         1 Com o desenvolvimento das técnicas de impressão, a linguagem escrita pôde ser amplamente disseminada, influenciando várias áreas do saber e do fazer humanos. As religiões, a filosofia, a literatura, a ciência, enfim, toda a concepção de mundo ocidental está intimamente ligada à língua escrita, ao livro considerado como sua expressão essencial. Além de um apanhado físico, um "todo" feito de folhas de papel impressas e organizadas linearmente, o livro pode ser considerado um modelo mais abstrato e mais profundo de anseios, ritmos e pensamentos humanos, durante os últimos quatro séculos. Perceber o livro como um produto de uma tecnologia específica, cultural, social e historicamente determinada e determinante é um fator fundamental para a compreensão do seu papel e da técnica de transmissão de informação dentro da construção da sociedade.
      2 A cultura de massas, por sua vez, surgiu no início do século XX, provocada pelo desenvolvimento industrial, dos meios de comunicação e pelo crescimento urbano. É considerada      Cultura de massas a grande variedade de produtos que abrange os setores, moda, lazer (cinema, esportes,...), a imprensa (TV, rádio, jornais, revistas), espetáculos públicos, literatura, música, que influenciam o estilo de vida da sociedade, tendo como objetivo a obtenção de lucro.

      Já a cultura das Mídias é uma cultura intermediária entre a cultura de massas e a cultura virtual. Para Lúcia Santaella, “(...) novas sementes começaram a brotar no campo das Mídias com o surgimento de equipamentos e dispositivos que possibilitavam o aparecimento de uma cultura do disponível e transitório: fotocopiadoras, videocassetes e aparelhos para gravação de vídeos, equipamentos do tipo walkman e walktalk, acompanhados de uma remarcável indústria de videoclips e videogames, juntamente com a expansiva indústria de filmes em vídeo (...). Essas tecnologias, equipamentos e as linguagens criadas para circularem neles têm como principal característica propiciar a escolha e consumo individualizados, em oposição ao consumo massivo.” são esses processos comunicativos que a autora considera como constitutivos de uma cultura das Mídias. E é através desses meios e processos de recepção, que os usuários são preparados para a chegada dos meios digitais, que se concentra na busca individualizada da mensagem, e da informação.
      3 Na visão do teórico norte-americano Douglas Kellner (2001, 2006), a própria constituição dos modos de ser e viver são hoje em grande parte condicionados pelos padrões e modelos fornecidos pela cultura da Mídia, levando-o a considerá-la como hegemônica na atualidade. Referindo-se ao conceito frankfurtiano de indústria cultural, o autor esclarece que a Mídia funciona segundo o modelo industrial, cujos produtos são mercadorias criadas para atingir aos interesses de seus controladores: gigantescos conglomerados transnacionais, hoje dominantes.
      A partir da coexistência e interação entre a cultura de massas e a cultura das Mídias, surge a cultura digital, marcada pelo nível de exacerbação, que a produção e circulação da informação atingiu nos dias atuais.
      É nessa era que vivemos atualmente, “Era digital”, também chamada de “Cultura de acesso”, pois o acesso a informação se torna cada vez maior e mais rápido. Com a globalização, a cultura das Mídias e a cultura digital se intensificaram muito, e a tendência é fortalecer ainda mais, visto que, a tecnologia dos computadores tende a se tornar mais barata a cada dia. Estamos vivendo uma “revolução tecnológica”, a “era da informação”, onde se retira informação de toda parte e de forma muito rápida, e de onde se destacam os filmes digitais, a TV, a música eletrônica, os efeitos especiais digitais, os jogos de computadores, as multimídias, as manifestações artísticas e culturais, a Internet – as redes sociais, a informação compartilhada, também em tempo real, e a interação entre os povos de todas as nações.

Informação adicional

      O Brasil já é o 4º país em uso do Facebook e o que mais cresceu em 2011. O país registra o aumento de 300% em número de usuários ativos no site, que saltaram de 9 milhões para 35 milhões em apenas um ano. Para ler toda a matéria, acesse o site http://www.culturadigital.br/
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Fontes:
1. http://vsites.unb.br/fac/ncint/site/parte22.htm
3. Rose Rocha e Gisela Castro. Cultura da Mídia, Cultura do Consumo: imagem e espetáculo no discurso pós moderno. www.logos.uerj.br/PDFS/30/04_logos30_RoseGisela.pdf
 

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