terça-feira, 6 de março de 2012

Disciplina: Políticas Públicas das Tecnologias



Professor: João Ferreira de Oliveira.
Orientadores: Nilva Ferreira e Vinícius Borges.



_________________________________________________________

ATIVIDADE 1


O homem é a medida de todas as coisas”.
(PITÁGORAS)


O Brasil é um país emergente, que tem se desenvolvido muito economicamente nos últimos anos. Isso ninguém duvida. Porém, na Educação e em outras áreas da sociedade, como saúde, segurança, por ex., o Brasil, sem sobra de dúvida, está muito atrasado e precisa se desenvolver amplamente.
A sociedade clama por mudanças, por melhorias em todas as áreas, mas no que diz respeito à educação, parece que as pessoas se acomodaram ao modelo adotado pelo sistema capitalista, onde os alunos, bem como, as demais pessoas da sociedade são tratados como produtos, que visam lucro. O que importa realmente nesse processo, não é a capacidade que o indivíduo tem de criar suas próprias idéias, obter respostas variadas para as soluções de problemas/desafios e construir seu próprio conhecimento, a partir de suas experiências (realidade), que vem de encontro com suas verdadeiras necessidades e expectativas de vida. Na verdade, o que se torna relevante aqui, é a capacidade que o aluno deve ter de “reproduzir” o modelo já fixado na sociedade. Isso é mostrado claramente no vídeo “Changing Paradigms” (Quebrando Paradigmas na Educação), de Ken Robson.
A escola, neste cenário, é vista como uma empresa, onde infelizmente, o aluno é tratado como um “robozinho”, programado para repetir tudo o que o professor transmite de conhecimento. Infelizmente, o que mais importa, que são as habilidades natas e os potenciais que podem ser desenvolvidos, não são muito levados em consideração pelo sistema, que pelo contrário, ao vez de promover o desenvolvimento, acaba por podar a criatividade e as habilidades dos alunos.
Isso é um problema grave, que vem se prolongando desde o século passado, com a revolução industrial e o surgimento da escola pública, criada para atender o modelo industrial do sistema capitalista, com base em idéias iluministas da época.
Por ser um problema de tão longa data, não é nada fácil nossa missão de educador do século XXI, pois para mudarmos essa concepção precisaríamos de uma outra revolução.
Por isso mesmo, não podemos nos acomodar jamais. Pelo contrário, devemos agir. Para isso, podemos contar com as tecnologias, especialmente os computadores, a Internet e os demais dispositivos eletrônicos digitais. Pois, isso já é um grande avanço. O acesso livre a informação, que temos hoje, só nos foi possível graças a uma revolução, ocorrida na década de 70, contrária a cultura dominante na época, que detinha o poder da informação apenas nas mãos da elite (militar e industrial).
Hoje, temos uma parte desse poder nas mãos, e temos que lutar com o que temos, com determinação e amor por nossa profissão. Não podemos mais adotar aquele modelo de apenas “transmitir conhecimento” para que os alunos reproduzam. Precisamos fazer o contrário, estimular em nossos alunos a curiosidade, a motivação pela pesquisa, o discernimento, a capacidade de reflexão e crítica, a busca e a produção de seu próprio conhecimento, ou seja, sua aprendizagem, e além disso, prover o desenvolvimento de sua criatividade e de suas potencialidades (capacidades, habilidades), de sua inteligência tanto cognitiva quanto emocional, enfim, de sua formação plena como indivíduo, possibilitando-lhes dessa forma condições de estar preparados para a vida.
Estamos muito longe disso, mas como diz o próprio ministro da Educação, ALOIZIO MERCADANTE, em seu discurso de posse:

Só uma política de Estado que reconheça o potencial da educação será capaz de superar as contradições e as barreiras que continuam a impedir a construção de uma sociedade mais ampla e inclusiva. É preciso que todas as mentes desse país, conscientes de suas responsabilidades perante um quadro anacrônico que ainda nos oprime, construam, pela efetivação de uma educação básica de qualidade, os marcos que ajudem a resgatar uma dívida social antiga e projetem o país em direção a cenários mais promissores em termos de democracia e modernidade social.

Somente uma educação de qualidade pode promover verdadeiramente o desenvolvimento e o progresso de uma nação. Países desenvolvidos como os Estados Unidos, a Alemanha, A Suíça e outros países do “1º mundo”, sabem disso, e dão o devido valor que a educação merece. No Brasil, ainda estamos “engatinhando” na busca de uma boa educação. Além da miséria social, temos que combater a miséria da ignorância.
Já foi comprovado através de pesquisas e experiências, que o uso adequado das tecnologias estimula o aprendizado e facilita a processo de desenvolvimento e formação do aluno. Daí justifica, os grandes investimentos feitos pelo Japão, Coreia do Sul, União Européia e outros países desenvolvidos, no uso das novas tecnologias nas escolas.
Assim, como estes países, se quisermos ser realmente “desenvolvidos”, temos que adotar outro modelo de educação, e temos que investir em tudo que possa contribuir para isso, inclusive, nas tecnologias, que são ótimas ferramentas, que jamais irão substituir o trabalho do professor, mas que tão somente o ajudará no processo de construção do conhecimento, bem como no desenvolvimento de nossa sociedade.
Para Mercadante, o Brasil deve redobrar os esforços destinados à superação da divisão digital, que tende a reproduzir e acentuar as desigualdades sociais e regionais. O Ministério da Educação, bem como outros órgãos públicos devem ampliar e intensificar esforços para introduzir as novas tecnologias nas escolas públicas, não só através da oferta de equipamentos (computadores, laptops, ...), mas também por meio da oferta de conteúdos pedagógicos adequados ao meios digitais.
Segundo o ministro:
Quando um aluno pobre dos rincões da Amazônia ou do Nordeste tiver acesso, graças a essas tecnologias, aos mesmos conteúdos pedagógicos, às mesmas aulas, aos mesmos recursos educacionais que um estudante de um bairro nobre de São Paulo, o Brasil terá dado um passo gigantesco para a melhoria do seu sistema educacional e para a democratização das oportunidades.

Isso significa, que através dessa política, voltada às tecnologias e a melhoria da educação, podemos ter a possibilidade de minimizar a “miséria da ignorância”, e ao mesmo tempo, diminuir a desigualdade social e regional entre nossos alunos.

Educar para inovar e inovar para educar. Esse é o grande desafio que o país tem de enfrentar.” (ALOIZIO MERCADANTE)



 





         





Nenhum comentário:

Postar um comentário