terça-feira, 17 de setembro de 2013

Disciplina: Metodologia de Pesquisa



Profª Formadora: Drª Núbia Ferreira Ribeiro.

Profª Orientadora: Jeisa Cristine da Silva Queiroz.


Unidade 1 - A Aventura do Conhecimento


Vídeos recomendados:

                                                             Comercial Futura 2




                                          Canal Futura - Campanha Publicitária - E se ...



Documentário BBC
A História da Ciência


_________________________________________________________________________________

Fórum de Discussão

21/09/2012


Apresente as suas impressões sobre o documentário e sobre as chamadas do canal futura (postado em vídeos recomendados). Tenha como referência que a necessidade humana e a dúvida sobre quem somos e para onde vamos impulsiona a produção do conhecimento.
Aguardo vocês. Boas reflexões!  Jeisa Queiroz.

Desde o início do mundo como conhecemos, o ser humano carrega dentro de si várias dúvidas e questionamentos, tais como: Quem somos? De onde viemos? Porque estamos aqui? Para onde iremos? O que é a morte, é o fim de tudo ou existe vida após a morte? Qual é a verdadeira origem do mundo? O que é Deus? Como funciona o universo? Essas e outras questões nunca deixaram de estar presentes em nossas vidas. E são justamente as dúvidas e os questionamentos que levam o ser humano a pesquisar, estudar, investigar e fazer experiências e descobertas para chegar as respostas e soluções para muitos problemas e questões que fazem parte de nosso cotidiano. E não são apenas os cientistas ou pesquisadores que fazem isso, todos nós, mesmo que inconscientemente, estamos o tempo todo buscando respostas, faz parte de nossa vida. Já que possuímos a razão e pensamos, é natural que queiramos saber nossa origem, bem como, a origem do mundo em que vivemos e tudo que faz parte do universo e de nossas vidas. A dúvida e a curiosidade jamais poderão acabar, pois é através delas e da busca pelas respostas, que encontraremos a verdade.

22/09/2012


Cada um busca o conhecimento que lhe é oportuno. Vejam:
postado por: Jeisa Queiroz.
leitura

De acordo com o ponto de vista, ou podemos dizer, o olhar de cada um, todos nós temos respostas variadas sobre muitas coisas que julgamos conhecer/saber. Porém, estas respostas, na maioria das vezes, não são fundamentadas, mas baseadas em "achismos", incertezas. De respostas o mundo está cheio, mas o que nós precisamos mesmo é de perguntas (questionamentos), pois é através delas que vamos estar sempre fazendo novas descobertas, trazendo progresso, desenvolvimento e evolução para nós e o mundo em que vivemos.
_________________________________________________________________________________

Cultura do Olhar - Imagens


__________________________________________________________________________________

Poema - A Eterna Novidade do Mundo

(Alberto Caeiro)


O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender..
O mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia, tenho sentidos...
Se falo na Natureza, não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar.
_________________________________________________________________________________

Atividade 2 - Debate sobre os filmes

Reflexão que antecede: (presencial)

Com o objetivo iniciarmos nossos trabalhos na “aventura do conhecimento” selecionamos dois filmes – Entrevista com o vampiro (dirigido por Neil Jordan) e O paciente Inglês – (dirigido por Anthony Minghella) – por meio dos quais pretendemos discutir as particularidades do olhar, isto é, do sujeito que olha. Para além daquilo que é imediatamente perceptível, isto é, a situação bizarra de ser um morto/vivo no caso do vampiro e de sobreviver aos horrores da guerra no caso do paciente, os filmes apresentam narrativas construídas a partir do olhar das personagens principais. Ao narrarem suas experiências é possível perceber um deslocamento epistemológico no modo de interpretar e estar-ser no mundo. Exploram as mudanças no modo de ver e ser o/no mundo À diversidade do mundo que se apresenta ao olhar impõe-se um recorte seletivo, isto é, “uma cultura do olhar”. Do nosso ponto de vista, o olhar não é simplesmente uma questão subjetiva, é, antes de tudo, uma questão antropológica, o olhar representa saberes instituídos e está carregado de intencionalidade. Relacionar essas múltiplas significações das particularidades do olhar, do sujeito que olha, é fundamental para o processo de apreensão da realidade objetiva. As personagens principais dos filmes em debate tomaram distância de suas vidas, do cotidiano e passaram a interrogarem-se sobre si mesmos, desejando conhecerem-se mais. A decisão de estranhar – no sentido antropológico e filosófico do termo -, de não aceitar como óbvias e evidentes as coisas, as ideias, os fatos, as situações, os valores, os comportamentos é o que impulsionou e impulsiona a humanidade na aventura do conhecimento. Os filmes nos apresentam também alguns instrumentos ou técnicas de pesquisa: a entrevista, o registro de viagem, a memória entre outros.

Sugestão para o debate

Poema: A Eterna Novidade do Mundo – Alberto Caeiro – (FP); 

Questão norteadora: quando eu estranho o que faço cotidianamente, seja no trabalho ou na vida de modo geral?

Atividade 2

RELATÓRIO:
FILME “INTERVIEW  WITH THE VAMPIRE” -
ENTREVISTA COM O VAMPIRO
           
            O filme “Entrevista com o Vampiro” é um filme americano de suspense, baseado no livro  homônimo da escritora Anne Rice. As personagens principais são Louis – interpretado por Brad Pitt, Lestat – interpretado por Tom Cruise e Claudia – interpretado por Kirsten Dunst. O elenco também conta com Antônio Banderas, que interpretou o vampiro Armand e Christian Slater, que interpretou o repórter, o qual entrevista Louis no decorrer do filme.
            O filme começa com Louis (Brad Pitt), em um apartamento em San Francisco, California, EUA, dando uma entrevista a um repórter (Cristian Slater). Louis, no intuito de compartilhar o que já havia vivido e encontrar um pouco de paz, começa a contar a sua história para o repórter, que tinha como hobby entrevistar as pessoas e colecionar histórias de vida.
Então, Louis começa a lhe contar a sua história ... Tudo começa na França, em 1746, século XVIII. Louis era um  homem rico, proprietário de terras, que perde a esposa e a filha, e desde então se enterra numa melancolia profunda, desejando apenas a morte, para aliviar seu sofrimento. Nesse estado de melancolia, tristeza e sofrimento, Louis acaba atraindo para sua vida Lestat, um vampiro frio e cruel, que deseja transformar um humano em vampiro para ser seu companheiro pela eternidade. Lestat dá apenas duas opções para Louis, a de morrer simplesmente, como ele desejava, ou a de se tornar um vampiro como ele. Louis sem muitas opções, já que não encontrava mais sentido em sua vida, escolhe ser vampiro, e então Lestat transforma Louis em vampiro.
            A partir daí, Louis se torna imortal e adquire alguns poderes, tais como, ver a matéria e tudo o que constitui o mundo de uma forma diferente dos mortais. Ele passa a ver a magia e a beleza das coisas, como se elas adquirissem vida, e tudo se tornasse mais intenso, como a noite, os sons, as estátuas, etc. Por outro lado, percebe que a comida que os mortais - seres humanos - comem já não o satisfaz mais, ele precisa se alimentar de sangue para garantir sua sobrevivência.
            Lestat, no intuito de ensinar Louis a ser um vampiro como ele, diz a Louis que ele precisa se alimentar de sangue humano. Lestat fazia isso o tempo todo e matava os humanos com a maior naturalidade e frieza, mas para Louis isso não era possível, ele tinha um bom coração, e no início, se alimentava apenas do sangue de animais, como ratos, galinhas e outros.
Mas, um dia Louis encontrou uma garotinha, chamada Claudia, que estava acompanhada de sua mãe muito doente, e implorava por ajuda. Ao abraçar Claudia, se compadecendo de seu sofrimento, Louis não resistiu, mordeu o seu pescoço e tomou de seu sangue. Quando percebeu o que havia feito, ficou transtornado e arrependido, e levou Claudia e sua mãe para casa. Ao chegar em casa, Lestat ficou feliz em ver que Louis finalmente havia cedido e tomado sangue humano. Além disso, Lestat se empolgou com a possibilidade de transformar Claudia em vampira, para que ela fizesse companhia a ele, já que se sentia sozinho, pois Louis não era o parceiro ideal como ele desejou, tinha muitas crises existenciais e se mostrava arrependido por não ter escolhido a morte, já que desde que se tornara um vampiro estava vivendo um verdadeiro inferno. Então Lestat matou a mãe de Claudia e depois transformou Claudia em vampiro. Louis no início resistiu, ele não queria isso, mas não via outra alternativa. Como aconteceu com ele, Claudia só tinha duas opções, morrer ou se tornar vampira, então ele cedeu ao desejo de Lestat.
A partir daí, Louis, Lestat e Claudia se tornaram uma família e viveram muitas aventuras juntos. Porém, Louis continuava tendo suas crises existenciais, pois jamais se habituou a tomar sangue humano e nunca quis ferir e matar as pessoas. Ele sofria muito com essa situação e tinha o desejo de entender o que ele realmente se tornara, um vampiro, um ser imortal. Louis e Claudia, com o tempo se tornaram muito ligados e afeiçoados um com o outro. Lestat, por sua vez, ensinou a Claudia a ser uma vampira cruel como ele, e ela aprendeu direitinho e aceitou muito bem a sua condição de vampira, até que um dia ela percebeu, que já havia se passado muitos anos e embora, ela tivesse bastante conhecimento e tivesse se tornado mentalmente madura, seu corpo não havia se desenvolvido, como acontecia com as outras mulheres. Então, Claudia percebe o quanto era ruim ser imortal e não poder viver o que os seres humanos sentiam. Ela se revolta contra Louis e Lestat, que haviam lhe transformado em vampira, e a partir daí, sua vida muda completamente.
Claudia perdoa Louis, pois o amava, apesar de tudo, e entendeu a sua condição, mas por outro lado, odiava Lestat e decidiu matá-lo. Na sua primeira tentativa, corta o seu pescoço, deixando esgotar seu sangue e depois, com a ajuda de Louis, joga seu corpo no rio. Depois ela e Louis decidem viajar pela europa, em busca de conhecimento, de entender a sua espécie e a sua origem. Mas ao embarcar no navio, eles encontram Lestat, que não havia morrido, e dessa vez, Louis coloca fogo em toda a embarcação, para acabar de vez com Lestat e foge com Claudia para Paris.
Em Paris, Louis e Claudia conhecem Armand (Antonio Banderas), o líder de um grupo de vampiros. Com ele, Louis espera encontrar as repostas para todas a suas perguntas. Claudia, porém, sente medo de perder Louis, pois ao conhecer Armand percebe que o vampiro quer muito ter Louis como seu companheiro, já que o considera um vampiro extraordinário, imortal, mas ao mesmo tempo com um coração humano, que tem sentimentos como os seres humanos. Por isso, Claudia encontra uma mulher desiludida pela perda de sua filha, e a leva para casa, para Louis transformá-la em vampira, para que ela possa fazer o papel de sua mãe, sua companheira, como forma de substituir Louis, o qual amava tanto. Louis, a contra gosto, percebe o desespero de Claudia e cede a sua vontade, transformando a mulher em vampira.
            Pouco tempo depois, o grupo de vampiros prende Louis dentro de um caixão, e Claudia e a mulher num calabouço, para que morressem ao amanhecer do dia, atingidos pelos raios solares. Armand salva Louis, que por sua vez, tenta salvar Claudia e a mulher, mas já era tarde, pois ambas já tinham virado pó.
            Louis fica totalmente transtornado e se vinga do grupo de vampiros, colocando fogo no local onde dormiam, e matando todos eles. Depois, diz a Armand, que ele não poderia dar as respostas que ele desejava e partiu em busca delas, viajando por todo o mundo.
            Já havia se passado dois séculos, até Louis encontrar o repórter, para o qual relatou sua história. Durante todo esse tempo, Louis viveu o que jamais nenhum mortal havia vivido. Ele vivenciou revoluções, guerras, transformações históricas, sociais, políticas, econômicas, culturais, ... O mundo se modificou, as pessoas se modificaram, e o conhecimento quer Louis adquiriu durante esse tempo era extraordinário, nenhum humano havia vivido tal proeza.
            Ao ouvir isso, o repórter ficou maravilhado e quis se tornar também um vampiro, para vivenciar todas as aventuras, experiências e conhecimentos que Louis havia adquirido. Mais uma vez, Louis ficou decepcionado, pois o repórter não o entendeu, como ele gostaria. Então Louis vai embora, e no final do filme, Lestat aparece e transforma o repórter em vampiro, como ele desejava, tornando-o assim um novo companheiro para a eternidade.
­_________ *__________
            Relacionando o filme com o tema estudado, pode-se dizer que, o conhecimento é uma dádiva, é ele que nos faz diferentes dos animais. O ser humano possui a razão, e através da razão produz conhecimento, que o torna distinto de todas as raças de nosso planeta, e que o faz evoluir. Assim como no filme, onde os vampiros são diferentes dos humanos, por serem imortais, nós somos diferentes dos animais, porque possuimos a capacidade de raciocinar, conhecer, criar e recriar. Através do conhecimento, criamos o nosso mundo, a nossa realidade, construímos, reconstruímos e vivenciamos nossa cultura, e a compartilhamos com outras gerações. De geração em geração, o homem através do conhecimento, vai modificando a sua cultura e a sua realidade, promovendo a evolução da raça humana e do mundo material, o qual conhecemos.
            No filme, os vampiros, por serem imortais, adquirem o conhecimento através de suas experiências diretas com o mundo, vivenciando na íntegra a passagem de tempo e as mudanças ocorridas na humanidade e em sua realidade concreta. Já nós seres humanos, mortais, percebemos e transformamos o mundo, através de nossas experiências e do conhecimento construído e transmitido, através dos tempos, pelas outras gerações - nossos antepassados. Não é possível evoluir, sem esse conhecimento.
            Assim como no filme, que mostra Claudia e Louis indo em busca da verdade sobre sua espécie e origem, nós também buscamos a verdade. Através do conhecimento, rompemos barreiras, comprovamos teorias e descobrimos as respostas para muitas de nossas dúvidas e questionamentos em relação a nossa espécie e origem, e a formação e transformação do mundo, no qual vivemos. Como Louis, ainda não descobrimos toda a verdade, e também não sabemos se um dia vamos descobrir, mas como ele, continuamos nossa busca, através do conhecimento, pois é ele que nos liberta e nós faz sentir seres humanos, vivos e conscientes. Podemos relacionar a imortalidade dos vampiros mostrados no filme com o conhecimento, pois o conhecimento é imortal. O homem, desde que é homem, sempre produziu conhecimento, e sempre o produzirá por toda a eternidade.
           
_________________________________________________________________________________

 Atividade 3 - Leitura dos textos

Se buscarmos a palavra francesa connaissance, podemos observar que conhecimento é nascer (naissance) com (con). Os homens se marcam como diferentes dos outros seres exatamente pela capacidade de conhecer. Diferentemente dos outros animais, os homens são os únicos seres que possuem razão, capacidade de relacionar, ir além da realidade imediata. Os homens interpretam essa realidade e se mostram nessa interpretação. E quando expressam o que souberam, nascem. O conhecimento é uma forma de estar no mundo. E o processo do conhecimento mostra aos homens que eles jamais são prontos, na medida em que estão sempre nascendo de novo.

* Ler os textos indicados observando como cada autor problematiza o tema apresentado, para isso crie uma ficha-resumo;

* Escreva uma lauda para cada um dos textos estudados.

Minhas Atividades

Ficha Resumo dos Textos:
1. “A atitude Científica”, de Marilena Chaui;
2. “Sobre a Produção do Conhecimento”, de Dirce Eleonora Nigro Solis.
Texto 1
            No texto do capítulo 1 “A atitude científica”, do livro “Convite à Filosofia”, Marilena Chaui conceitua senso comum e conhecimento científico (atitude científica), e mostra suas principais características e diferenças.
            Segundo a autora, o Senso Comum possui as seguintes características:
são subjetivos;
qualitativos;
heterogêneos;
individualizadores (por serem qualitativos e heterogêneos);
generalizadores;
tendem a estabelecer relações de causa e efeito;
admiram o “miraculoso”, mas não aquilo que  é regular, constante.
Tendem a identificar a investigação científica com a magia;
tendem a projetar no mundo, sentimentos de medo diante do desconhecido,
            É mostrado que sob quase todos os aspectos, o conhecimento científico opõe-se  às características do senso comum.
            São Características do conhecimento científico:
-        é objetivo (procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas);
-        é quantitativo (busca medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem ser diferentes);
-        é homogêneo (busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos p/ fatos que parecem diferentes – Ex. Lei Universal da Gravitação);
-        é generalizador (reúne individualidades, percebidas como diferentes, sob as mesmas leis);
-        são diferenciadores (não reúnem, nem generalizam por semelhanças aparentes, mas distinguem os que parecem iguais);
-        só estabelecem relações causais depois de investigar a natureza ou estrutura do fato estudado e suas relações com outros semelhantes ou diferentes;    
-        surpreendem-se com a regularidade, a repetição e a diferença das coisas, e procura mostrar que o “milagroso” é um caso particular do que é regular. Ex.: um eclipse;
-        distingue-se da magia;
-        afirma que, pelo conhecimento, o homem pode libertar-se do medo e das superstições, deixando de projetá-las no mundo e nos outros;
-        procura renovar-se e modificar-se continuamente, evitando a transformação das teorias em doutrinas e destas, em preconceitos sociais.
            É colocado que a investigação científica distingue-se do senso comum porque ela baseia-se em pesquisas, investigações metódicas e sistemáticas, que buscam teorias que descrevem, explicam os fenômenos, que ocorrem em nossa realidade; enquanto que, o senso comum, por não compreender o trabalho científico, é uma opinião baseada em hábitos e tradições que cristalizam-se em preconceitos, com os quais passamos a interpretar toda a realidade que nos cerca.
REFERÊNCIA
CHAUI. Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994. (Capítulo 1– A atitude científica. pp. 247 -251).
Texto 2
            Fala-se que não existe produção “inata” ou “natural” do conhecimento. A produção do conhecimento se dá a partir do concreto, do real, da atividade social, ou seja, das relações mais simples e empíricas do homem com a natureza e com o social, até suas relações mais complexas.
            Coloca-se também que, o conhecimento é produzido a partir do contexto sócio-histórico em que o homem está situado, e essa produção de conhecimento corresponde à aquisição de consciência humana.
            Afirma-se que, a consciência representa de forma abstrata e sintética (a nível de idéias) a realidade concreta, e que sua produção é uma parte específica da produção social, global e histórica.
            É mostrado que o conhecimento não é um processo resultante de uma interação passiva, mas sim a intervenção subjetiva do sujeito social no objeto. E que, a relação de conhecimento é um processo dialético, onde o sujeito nega-se enquanto sujeito e o objeto é negado enquanto dado para se tornar objeto de conhecimento (de reprodução do concreto pelo pensamento), que é unidade da diversidade (múltiplas contradições).
            É exposto que, o objeto de conhecimento é para o pensamento um resultado, e não um ponto de partida. Elé é um processo de apropriação do real e não a formação do real. A correspondência entre objeto real e objeto de conhecimento é fruto da relação entre teoria e prática. E que o conhecimento produzido a partir da relação dialética (sujeito/objeto) corresponde a diferentes graus de aquisição de consciência na história da humanidade – Exs.:mito, filosofia, ciência.
            É colocado que, o homem distingue-se dos animais não apenas pela sua racionalidade (capacidade de pensar), mas também pela sua capacidade de produzir e reproduzir as suas condições de existência, ou seja, sua cultura e sua história.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Sobre a produção do conhecimento. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e técnica. Rio de  Janeiro: Agir, 2000. pp.41-44.
_____________________________________________________________________________
Lauda dos Textos:


1. “A atitude Científica”, de Marilena Chaui;


2. “Sobre a Produção do Conhecimento”, de Dirce Eleonora Nigro Solis.



Texto 1


O Senso Comum e a Atitude Científica


            Desde a antiguidade que o homem tenta entender a si mesmo e o mundo que o cerca, os fenômenos da natureza e tudo aquilo que lhe parece estranho, extraordinário, mágico.

            Vários questionamentos tem sido feitos no decorrer da humanidade, tais como: quem somos, de onde viemos, para onde vamos, se estamos sozinhos neste mundo, se existe uma inteligência superior e leis que governam o universo, etc. Da curiosidade, das dúvidas, do desejo de entender e encontrar as respostas surge o senso comum, as religiões (seitas e crenças diversas) e a ciência.

            As religiões, são formas que o homem encontrou de tentar explicar tudo aquilo que é “milagroso”, místico, que parece estranho, extraordinário, surpreendente. As religiões fazem parte do senso comum.

            O senso comum é tudo aquilo que exprime sentimentos, ideias comuns, costumes, hábitos, tradições, preconceitos enraizados em uma cultura. São conhecimentos empíricos, uma maneira de interpretar a realidade, ou seja, conhecimentos que não são fundamentados cientificamente, mas que são aceitos por grupos sociais, ou pela sociedade, como forma de explicar fatos/fenômenos estranhos ou comuns que ocorrem em nosso cotidiano.

            E a ciência, por sua vez, é baseada em estudos racionais, pesquisas e investigações metódicas e sistemáticas, na busca de teorias científicas que comprovem a realidade.

            A teoria científica permite que uma multiplicidade empírica de fatos aparentemente muito diferentes sejam compreendidos como semelhantes e submetidas às mesmas leis; e vice-versa, permite compreender por que fatos aparentemente semelhantes são diferentes e submetidos a leis diferentes. (CHAUI, 1994) Já o senso comum, costuma rotular e colocar tudo o que é considerado comum e semelhante num determinado grupo, e tudo o que considerado estranho, diferente é separado deste grupo e caracterizado como um fenômeno extraordinário.

            No senso comum, aquilo que é “diferente” é que causa espanto, admiração. Para a ciência, tanto as coisas aparentemente “estranhas” como as “comuns” causam admiração, merecem a mesma atenção e precisam ser estudadas minuciosamente. Os fatos/acontecimentos para que possam ser submetidas a grupos, é necessário antes que se forneça teorias e leis que comprovem e sustentem a sua veracidade.

REFERÊNCIA
CHAUI. Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 1994. (Capítulo 1– A atitude científica. pp. 247 -251)
Texto 2
A Relação Homem e Natureza e a Produção do Conhecimento
Desde a antiguidade que o homem tem a necessidade de entender e dominar a natureza para satisfazer suas necessidades básicas e garantir a sua sobrevivência.
            O ser humano se distingue dos animais porque é capaz de pensar, produzir e reproduzir conhecimento, cultura. A cultura, por sua vez, é passada de geração em geração, sendo reconstruída/moldada de acordo com as necessidades e interesses da época – contexto histórico-social. E assim, é construída a história da humanidade.
            A produção do conhecimento, não é inata, mas é feita a partir das relações entre homem e natureza/meio social em que vive. O conhecimento é um processo de apropriação do real, e a correspondência entre o objeto real (concreto) e objeto do conhecimento (concreto pensado) ocorre na relação entre a teoria e a prática. O conhecimento é produzido a partir da relação dialética entre sujeito e objeto e corresponde a diferentes graus de aquisição de consciência na história da humanidade. Exs.: o mito, a filosofia e a ciência. (SOLIS, 2000)
            A consciência, por sua vez, é a forma com que o homem entende o mundo que o cerca, ou seja, é a forma abstrata (pensamento/idéias) de representar a realidade concreta. Essa realidade se modifica na medida em que o homem entra em contato com seu meio, formula teorias, hipotéses, adquire experiências, constrói e reconstrói conhecimento.
            Assim, o homem a partir de suas relações, sejam elas simples ou complexas, produz conhecimento e adquire consciência, domina a natureza e modifica o meio em que vive, ou seja, constrói sua própria realidade, a sua cultura, o seu mundo, a sua história.
            E quanto mais o homem produz conhecimento, mais ele adquire consciência de si mesmo e de sua realidade concreta. Poderíamos dizer que, o conhecimento liberta o homem de seu cárcere, permite que ele expanda sua consciência e descubra a verdade sobre sua origem e espécie, sobre o mundo e tudo o que constitui o universo.
            Através do conhecimento a sociedade se desenvolve e a humanidade evolui. Não existe evolução humana sem conhecimento. E esse conhecimento é adquirido a partir do momento em que o homem pensa, duvida, questiona, pesquisa, investiga e vai em busca de respostas/soluções. É nessa busca, que ele se interage com o mundo, experimenta, faz descobertas, formula teorias, cria, inventa e reinventa as coisas.
            Por isso, o conhecimento não é uma coisa acabada, mas sim, o ponto de partida, pois o homem por ser racional, nunca para de pensar, de questionar e de buscar a verdade.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Sobre a produção do conhecimento. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e técnica. Rio de  Janeiro: Agir, 2000. pp.41-44.
_______________________________________________________________________________

 Unidade 2 - O Problema do Método

 Atividade 1

Ler os textos abaixo indicados observando como cada autor problematiza o tema apresentado, para isso crie uma ficha-resumo;

1) SOLIS. Dirce Eleonora N. Introdução ao Estudo do método científico à Luz de Diferentes Posições Epistemológicas. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000.pp. 171-186.
2) MARX. K. O Capital: criticada economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Economistas). Prefácio da Segunda Edição. pp.15-21.

 Minha Atividade

Texto: “Introdução ao Estudo do Método Científico” a Luz de Diferentes Posições Epistemológicas -  Autora: Dirce Eleonora Nigro Soli.
FICHA – RESUMO
No texto: “Introdução ao Estudo do Método Científico” à Luz de Diferentes Posições Epistemológicas, a autora apresenta alguns elementos de caráter filosófico e suas implicações epistemológicas no campo da análise e produção científicas, considerando os vários tipos de abordagens e metodologias existentes na área de ciências.
Coloca-se que, as ciências são produtos das condições sociais, baseadas na práxis humana (teoria e prática), fruto de interesses da ideologia da época.
Fala-se que, não se pode analisar o método científico em abstrato, fora do contexto no qual ele é utilizado, e que as práticas científicas mudaram, elas não tem mais o caráter contemplativo da “ciência clássica”, que tinha como finalidade apenas interpretar a realidade, mas sim, um caráter de “intervenção” (operatório) na natureza e na sociedade, com o objetivo de transformá-la.
Afirma-se que, a prática científica é uma das práticas sociais que se articula com o todo, mediante suas funções, e que por isso, ela é um instrumento de poder, isto é, ela pode ser transformadora, se for crítica, ou simplesmente conservadora/defensora, se atende aos interesses do sistema vigente, da classe dominante.
Coloca-se que, a prática científica tem um compromisso com a objetividade. A ciência deve transcender a “crença” das pessoas, e analisar a realidade de modo objetivo e concreto, levando em consideração as intenções daqueles que elaboram a “política” científica e orientam a pesquisa. Contudo, não deve-se ignorar a intenção subjetiva do cientista, já que é ela que impulsiona a busca pelo conhecimento.
Fala-se que, as práticas científicas, por serem realidades históricas, refletem os conflitos e as crises sociais, e por isso, estão em constante mudança, e que, para assegurar a objetividade é necessário que os cientistas mantenham sempre a visão crítica em relação ao objeto estudado, estudando-o e analisando-o sempre dentro de um contexto sócio-histórico.
São apresentadas três tendências básicas na delimitação de um projeto metodológico nas ciências: as posições empiristas e de cunho positivista, as posições racionalistas e a abordagem do materialismo histórico dialético.
Afirma-se que, as posições empiristas e de cunho positivista são baseadas na experiência controlada pela razão e por testes empíricos. Acredita-se na “evidência” dos fatos. A essência do conhecimento está no objeto, que é observado/estudado a partir da percepção simples do real. Para os empiristas, o objeto de conhecimento deve ser esgotado, deve ser feito o maior número possível de testes, até que sejam extraídas teorias/fórmulas que comprovem a sua veracidade, ou seja, a partir do real é que se chega a razão. Neste contexto, o método científico é o “indutivo”, no qual constrói-se uma teoria de caráter universal, a partir de casos “isoladamente” verificáveis. Ex.: teorias de Newton.
Coloca-se que, as posições racionalistas têm uma postura crítica em relação ao empirismo e ao positivismo. Para eles, não cabe ao conhecimento científico apenas descrever aquilo que vê (o real/objeto concreto), pelo contrário, o objeto de conhecimento é um objeto de pensamento, que deve ser teoricamente construído (lógica e matematicamente) pela razão. A Relação Sujeito/Objeto se faz a partir do sujeito, e não do objeto, como é feita no empirismo. Rompe-se com a técnica usual e a simples apresentação dos dados colocadas pelos empiristas. A relação teoria/prática é feita com base na dialética do erro, os obstáculos são superados e o conhecimentos sancionados. Contra o Positivismo, a maioria dos racionalistas, especialmente os de linha bachelardiana, acreditam que o conhecimento científico deve ser estudado desde o seu início, rompendo assim o conhecimento ideológico anterior – ruptura epistemológica -, ou seja, não existe produção científica pronta e acabada, toda teoria científica é apenas uma hipótese que pode ser derrubada ou enriquecida a partir de outras teorias que poderão vir, posteriormente.
Afirma-se que, o materialismo histórico dialético fundamenta-se num trabalho científico e político. Portanto, o ponto de partida do conhecimento científico é o concreto (real), que é visto dialeticamente. A partir dessa visão, o método pode ser resumido em duas teses: 1. Primado do Ser sobre o Pensar (do real sobre o seu conhecimento); 2. Distinção entre o real (ser-concreto) e seu conhecimento.
É dito que, para os materialistas dessa linhagem, o objeto de conhecimento é para o pensamento um processo de síntese – um resultado. O método científico consiste em apropriar-se do real, e não de construir/formar o real, e a correspondência entre o objeto real (concreto) e o objeto de conhecimento (concreto pensado) se dá na relação teoria/prática. Diferentemente do racionalismo, o método diáletico não evidencia uma reformulação teórica dos erros, mas procura superar as “contradições”, que se evidenciam na história do real, nas práticas sociais e que são produzidas pelo pensamento. Esse método também difere-se do adotado pelo empirismo, pois o concreto (real), apesar de conter dados empíricos, não é visto de maneira simples e óbvia, mas sim, em toda a sua complexidade.
A autora conclui o texto dizendo que a “ideologia acadêmica” da neutralidade científica desaparece cada vez mais, já que não se pode separar as funções da ciência de suas práticas efetivas (ciência vinculada ao domínio da produção e do consumo na sociedade). Segundo a autora, não se deve perder tempo em discutir-se sobre a necessidade de assegurar a neutralidade, mas sim, preocupar-se com a responsabilidade social dos cientistas, isto é, despertar nos cientistas em geral, independentemente de sua posição teórica, a importância de desenvolver trabalhos científicos voltados para promover melhorias para a sociedade, na qual estão inseridos, ou seja, buscar a transformação do todo.
REFERÊNCIA
SOLIS. Dirce Eleonora N. Introdução ao Estudo do método científico à Luz de Diferentes Posições Epistemológicas. In: HÜHNE. Leda Miranda. Metodologia Científica: cadernos de textos e técnica. Rio de Janeiro: Agir, 2000.pp. 171-186.
Texto: O Capital – Crítica da Economia Política - Autor: Karl Marx
FICHA – RESUMO
            Fala-se que, desde 1848, a produção capitalista tem crescido na Alemanha, mas que a Economia Política continua sendo, até hoje, uma ciência estrangeira, pois não condiz com a realidade alemã.
            Coloca-se que, a ordem capitalista deve ser compreendida como um estágio historicamente transitório de evolução, e não como configuração última e absoluta da produção social. A Economia Política só pode permanecer como ciência enquanto a luta de classes permanecer latente ou só se manifestar em episódios isolados.
            Afirma-se que, desde que a burguesia conquistou o poder político na França e na Inglaterra, a luta de classes se tornou cada vez mais explícita e ameaçadora, tanto na teoria quanto na prática, e no lugar da pesquisa científica desinteressada, imparcial, entrou a intenção mercenária, baseada nos interesses da burguesia dominante.
            Coloca-se que, a revolução de 1848 também repercurtiu na Inglaterra, e que os cientistas, que tinham uma preocupação social e que queriam ser algo mais que meros sofistas das classes dominantes, procuraram sintonizar a Economia Política do Capital com as reinvindicações do proletariado. Daí surge o sincretismo, cujo maior representante é Stuart Mill, e a declaração de falência da economia burguesa, já evidenciada pelo erudito, crítico russo N. Tchernichveski em sua obra “Delineamentos da Economia Política Segundo Mill”.
            Relata-se que, após as lutas históricas travadas na França e na Inglaterra, tornou-se impossível fixar na Alemanha a ciência burguesa da Economia Política, visto que, o modo de produção capitalista se tornou maduro e o proletariado alemão já possuía uma consciência teórica de classe muito mais decidida do que a burguesia alemã. Assim, os estudiosos, críticos se dividiram em dois grupos: o grupo dos ambiciosos e pragmáticos, liderados por Bastiat, representante da economia apologética, que atendia apenas os interesses da burguesia; e o grupo dos ciosos da catedrática científica, que seguiam J. St. Mill, no intuito de olhar pelos proletariados, reconciliar e apaziguar as contradições geradas pelos conflitos sociais, e tentar estabelecer a ciência da Economia Política, que condiz com a realidade alemã, já que, desde a época clássica da economia burguesa até a sua decadência, os alemães permaneceram meros discípulos, repetidores da política econômica estrangeira.
            Fala-se que, os representantes eruditos e não eruditos da burguesia alemã procuraram aniquilar, através do silêncio, o livro “O Capital”, como já haviam feito com escritos anteriores de Marx, mas como essa tática não funcionou, devido as circunstâncias daquele período, eles começaram então a criticar seu livro instruções “Para tranquilizar a consciência burguesa”. Porém, não obtiveram êxito, já que o mesmo foi defendido pela imprensa operária daquela época.
            Coloca-se que, o método aplicado no livro “O Capital” foi pouco entendido e por isso, criticado por muitos, entre eles, podemos citar o francês Revue, representante do positivismo, que publicou uma curta resenha criticando o volume I de O Capital. Por outro lado, o seu trabalho foi defendido por estudiosos, como, Sieber e Engels, e outros.
            Marx afirma que as leis abstratas não existem e que as leis gerais da vida econômica não são sempre as mesmas, pelo contrário, cada período histórico possui suas próprias leis, cada estágio de desenvolvimento tem uma lei demográfica própria, e na medida que o desenvolvimento da força produtiva se diferencia, modificam-se também as circunstâncias e as leis que a regem.
            Afirma-se que, Marx a partir da perspectiva de esclarecer a ordenação econômica do capitalismo, formula, com todo rigor científico, a meta que deve ter qualquer investigação exata da vida econômica; o valor científico de tal pesquisa reside no entendimento das leis específicas que regulam nascimento, existência, desenvolvimento e morte da dado organismo social e a sua substituição por outro, superior; e que apesar da teoria dialética de Marx ter sido moda alemã, em sua forma mistificada, por outro lado, em sua configuração racional, é um incômodo para a burguesia e seus representantes, ou seja, na sua essência, a teoria de Marx é verdadeiramente crítica e revolucionária.
REFERÊNCIA
MARX. K. O Capital: criticada economia política. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Os Economistas). Prefácio da Segunda Edição. pp.15-21.
_________________________________________________________________________________

Atividade 2

Escrever relatório a partir da leitura e do debate realizados.

Minha Atividade

RELATÓRIO



Fórum de discussão (debate)



            Referindo-se a ciência, foram feitas as seguintes colocações:



 


“(...) ela não pode responder a todas as interrogações e nem resolver todos os  problemas que o ser humano necessita. (...)” (Deuseni);



 


“A ciência analisa, interpreta e busca compreender os acontecimentos de todos os seres e objetos. E o desenvolvimento desta, precisa da compreensão da sociedade e da interação entre elas. Esta não consegue sozinha resolver todos os acontecimentos e fatos, mesmo assim a sociedade pensa que ela é detentora de toda a verdade. Pode-se dizer que a ciência não consegue solucionar tudo, pois estamos em constante evolução.” (João Ferreira).



 

“Por se tratar de um método científico que se vale da objetividade e não de um conjunto de crenças( como ocorre no senso comum). A ciência acaba sendo mitificada, uma vez que coloca o fato observado como verdade absoluta, sem que haja a preocupação com os princípios pré-estabelecidos,tanto social quanto histórico. Sendo ainda a ciência caracterizada pela busca( pesquisa), a neutralidade acaba por mitificar muitas vezes esse "processo científico",pois deixa de avaliar o caráter "mutativo" desse processo.” (Cinthia)
 

Surgindo como única forma válida de conhecimento, a ciência moderna adquire tal relevância em nossa sociedade que é impossível pensarmos, hoje, em uma forma diferente de descrição da realidade. A ciência é mitificada a partir do momento em que ela é imparcial, não dando importância aos processos sociais e históricos.
A ciência é um instrumento de poder porque ela é uma prática social. Apresenta um conhecimento estável e que tido como verdade, não dá possibilidades de questionamento, reflexão e produção contínua de conhecimentos. A ciência concordará, dependendo da postura crítica do cientista, de como ele vê e considera a realidade, a qual está inserida. A ciência está intrinsecamente ligada àqueles que a produzem e estes, por sua vez, ligados aos grupos sociais dos quais fazem parte.” (Alcione)

A mitificação da ciência ocorre através dos diversos experimentos realizados, porém não suficientes para esgotar o fato em si, diferentemente do senso comum. A ciência tem que transcender as crenças das pessoas para dar conta do concreto. Ela é de caráter social e elemento fundamental do poder.Há uma articulação forte entre a ciência e o contexto social, embora sendo distintos, um mediatiza o outro.” (Silmene)
 

“A ciência pode ser mitificada pelos homens quando mesmo depois de muitos estudos, não conseguem encontrar a resposta para seus problemas. A mitificação da ciência é vista através do senso comum, da busca para responder as interrogações que a ciência, por sua vez, não pôde solucionar. A ciência é produto da realidade social, ela serve à sociedade explicando com objetividade as coisas reais e concretas, na medida em que a ciência se pauta nas relações de poder da sociedade, ela busca a prática da reflexão, da identidade do cientista, podendo ser transformadora ou conservadora, assim, a ciência se encontra ligada à relação de poder, servindo a parte dominante da sociedade ou se colocando contra os interesses da mesma.” (Liliene)

 

            De fato, a ciência não consegue dar conta de toda a realidade, mesmo porque esta realidade está em constante mudança. Na medida em que o homem pensa, ele cria, constrói conhecimento e sua realidade concreta. E esta realidade (cultura, sociedade, etc.) vai sendo transformada quando o homem evolui seus pensamentos, adquire experiências e expande sua consciência. Através da práxis humana, o homem interfere e muda a natureza, o mundo. A ciência por ser uma das práticas sociais existentes na sociedade, também modifica-se, de acordo com o contexto sócio-histórico, os interesses e necessidades da época, a qual está inserida.

            Assim, a ciência ocupa um papel relevante na sociedade. Ela não só interpreta a realidade (Ciência clássica), como também pode transformá-la (Ciência moderna). Ela é um instrumento de poder, que pode ser usado contra ou a favor do sistema vigente, ou seja, ela pode contribuir para a transformação de uma sociedade ou pode simplesmente, colaborar com a manutenção/conservação, quando tem como princípio antender os interesses da classe dominante. Tudo vai depender da postura/visão crítica dos cientistas, estudiosos e críticos da época, a qual estão situados.

            A ciência é fruto da sociedade, sua ideologia e história. Portanto, está sempre em constante mudança e não pode ser estudada fora do contexto histórico-social, se não, poderemos correr o risco de mitificá-la, colocando-a como “verdade absoluta”- como ocorre no senso comum -, sem levar em consideração os processos sociais, econômicos e históricos que constituem a realidade a qual está inserida. Assim, não há estudo científico acabado, todo estudo pode, a qualquer momento, ser modificado, ao mesmo tempo que pode ser enriquecido e ter sua veracidade comprovada, pode ser “desmascarado”, isto é, ser considerado “falso”, “irreal”.

_______________________________________________________________________________


Unidade 3 - Processo de Investigação Científica 

Leia os textos abaixo indicados e crie um quadro (esquema) para classificar as pesquisas e as técnicas de investigação científica.
SEVERINO. Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 27.ed. São Paulo: Cortez, 2007. pp. 117-126.
MENDONÇA. Alzino Furtado et. al. Trabalhos Acadêmicos: planejamento, execução e avaliação. Goiânia – GO: Faculdade ALFA, 2008. pp.35-40 e 49-54.
MINAYO. Maria Cecília de S.. Trabalho de Campo: contexto de observação, interação e descoberta. In: MYNAYO. Maria Cecília de S.(organizadora). Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. pp. 61

Minha Atividade


PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA: ASPECTOS TEÓRICOS E METODOLÓGICOS
MODALIDADES DE PESQUISAS
Quanto à finalidade
a) Pesquisa básica
Objetivos / Finalidades
Gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da ciência, sem se preocupar com aplicações práticas, visando interesses universais.
b) Pesquisa aplicada
Gerar conhecimentos para aplicação prática e solução de problemas específicos.
Quanto ao objetivo
a) Pesquisa exploratória
(pesquisa bibliográfica - trabalho preparatório para outro tipo de pesquisa)
Obter maiores informações sobre determinado assunto, para delimitar o tema de um trabalho, definir seus objetivos, descobrir um novo tipo de enfoque.
b) Pesquisa descritiva
(coleta de dados realizada pela observação sistemática e uso de questionários)
Observar, registrar e descrever os fatos, sem que o pesquisador interfira neles.
c) Pesquisa explicativa
(o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade)
Classificar, analisar e interpretar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos.
Quanto à abordagem do problema
a) Pesquisa quantitativa
Traduzir, em números, opiniões e informações para classificá-las e analisá-las, utilizando-se de recursos e técnicas estatísticas.
b) Pesquisa qualitativa
Interpretar os fenômenos, a atribuição de significados, a descoberta de relações até então ocultas e as inter-relações estabelecidas, com utilização de técnicas de observação e descrição de fenômenos em seu ambiente natural.
Quanto às técnicas e procedimentos utilizados
a) Pesquisa bibliográfica
Explorar o assunto através de material já elaborado e disponível na forma de livros, artigos científicos, jornais, revistas, mídias digitais (Internet, ...), etc.
b) Pesquisa documental
Revelar/detectar opiniões, crenças, formas de atuar, de viver e de pensar de uma sociedade (conjuntura política e social), a partir de material que ainda não foi analisado - documentos conservados em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas. Exs.: atas, diários, regulamentos, fotos, vídeos, artefatos, etc.
c) Pesquisa experimental
(pode ser realizada em ambientes reais ou artificiais, fechados ou abertos, ou em laboratório). Obs: Certos fenômenos, devido a sua complexidade, só podem ser estudados em situações naturais, no contexto em que ocorrem. Ex.: Objetos sociais (pessoas, instituições).
Testar relações de causa e efeito; descrever e analisar o que ocorre em situações muito bem controladas, com instrumental específico e em ambientes preparados; generalizar os resultados.
d) Levantamento
Coletar informações obtidas diretamente com pessoas envolvidas na situação por meio de outras fontes. Ex. Censo Populacional.
e) Pesquisa participante
(empregada no estudo de comunidades constituída por minorias)
Evidenciar valores, formas de resistência, padrões de comportamento, costumes e hábitos de uma sociedade.
f) Pesquisa ação
(há um grande envolvimento do pesquisador e das pessoas envolvidas com a situação analisada)
Equacionar os problemas encontrados, acompanhar e avaliar as ações desencadeadas, e planejar ações de caráter social, educacional ou técnico na solução desses problemas.
g) Estudo de caso
( investigação de uma pessoa, grupo de pessoas, comunidade, organização, etc.). Obs.:Essa modalidade de pesquisa é a mais indicada, quando o fenômeno é complexo, porém possui limitações - as dificuldades de generalização dos resultados obtidos)
Investigar uma situação específica, procurando responder questões do tipo “como” e “porque” ocorrem tais fenômenos, e descobrir o que há nela de essencial e característico, considerando suas singularidades.
__________________________________________________________________________________

Unidade 4 - O Projeto de Pesquisa 

Atividade 1:

Ler os textos abaixo indicados e a partir deles preparar questões que contribuam para a solução de dúvidas quanto a elaboração do projeto de pesquisa.
DESLANDES. Suely Ferreira. O Projeto de pesquisa como exercício científico e artesanato intelectual. MYNAYO. Maria Cecília de S.(organizadora).  Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade. 26.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. pp. 31-60.
SEVERINO. Antonio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. 27.ed. São Paulo: Cortez, 2007.
ANTUNES. Adriana Maria. Guia para apresentação de trabalhos de conclusão de curso. Goiânia, GO: mimeo, 2012.

Minha Atividade


Perguntas referentes aos textos lidos 

  1. Em relação a estrutura do projeto enquanto texto, o que seriam exatamente as  categorias ou instrumentos lógico-categoriais colocados por Severino, que devem ser expostos na construção do quadro teórico?
  2. Quanto as citações de autores estudados, eu posso simplesmente fechar um parágrafo com uma citação para reforçar a idéia colocada ou tenho sempre que explicar em seguida, com minhas palavras o seu significado?
  3. Todo parágrafo tem que ter necessariamente introdução, desenvolvimento e conclusão, ou dependendo do estilo, tamanho, etc... pode-se sair dessa regra?

* Por enquanto, só tenho essas perguntas, mas tenho certeza de que surgirão várias no decorrer do desenvolvimento do trabalho.
__________________________________________________________________________________ 

 Atividade 2 - Projeto de Pesquisa

__________________________________________________________________________________

Guia de Formatação do Pré-Projeto

Projeto de Pesquisa - Estrutura e Formação

Citações Segundo a ABNT

__________________________________________________________________________________

 Unidade 5 - Direitos Autorais

Sensibilização: nem todos têm a mesma sorte... ou sensibilidade


Tom Zé e Plágio



Texto: Plágio Volta a Assombrar a Política Alemã


_________________________________________________________________________________

Material de Estudo



Introdução aos Direitos Autorais




Lei 9610


__________________________________________________________________________________

Atividades


Para a discussão neste fórum, veja o vídeo que segue:


Via Legal - Propriedade Legal




Tendo como referência o material de estudo e o vídeo em questão, como você se posiciona em relação ao plágio? Como as instituições de ensino poderiam resolver essa questão com os alunos: vigiando e punindo? Há outra alternativa para tratar o problema?

Fórum de Discussão - 18/11/2012


Concordo plenamente com minhas colegas, o plágio é uma questão muito difícil de resolver... Mas uma das formas de tentar minimizar o problema, seria orientação/informação, que é o que estamos recebendo no decorrer do curso, especialmente nesta disciplina. A punição para quem comete plágio, na minha opinião, é necessária para que não motive outras pessoas a cometerem o mesmo erro, porém, é relevante, primeiramente, que os alunos/autores do trabalho a ser escrito recebam todas orientações possíveis referentes ao plágio e as regras a serem seguidas, pois muitas pessoas às vezes, cometem plágio sem mesmo saberem, por falta de conhecimento e orientaçāo adequada, e outras por sua vez, o cometem por pura e simples malandragem. Isso deve ficar bem claro, mas nem sempre é visível. Além dos softwares que auxiliam na verificação do plágio, há de se ter boa percepção e entedimento sobre o aluno, coerência, e acima de tudo prudência. O professor, seja ele do ensino básico ou do meio acadêmico deve conhecer o seu aluno e estar totalmente envolvido com o seu trabalho, a ser orientado por ele, para que realmente, o aluno/autor obtenha sucesso na realização de sua obra.

__________________________________________________________________________________
Informações Importantes

 

Segue abaixo um lista de softwares utilizados pelos professores e que também podem ser utilizados pelos alunos antes de enviarem os seus trabalhos acadêmicos.

 

Detectores de plágio: 

 

Ferramentas que detectam plágio: 1 - Turnitin 
O site Turnitin oferece o programa de identificação de plágio em mais de 12 idiomas, inclusive o português e é usado por mais de 1 milhão de professores em todo mundo.

Ferramentas que detectam plágio: 2 - iThenticate
O site iThenticate é um dos mais populares para detectar e previnir plágios profissionais.

Ferramentas que detectam plágio: 3 - Plagiarism detect
Site Plagiarism detect que detecta plágio gratuitamente.

Ferramentas que detectam plágio: 4 - Plagius
O software Plagius consegue detectar cópias em arquivos de diversos formatos como Word, Pdf, OpenOffice, HTML e texto simples.

Ferramentas que detectam plágio: 5 - Ephorus
O software Ephorus pode ser usado temporariamente sem cobranças.

Ferramentas que detectam plágio: 6 - Farejador de Plágio
Site Farejador de Plágio em português que garante detectar cópias em trabalhos.

Ferramentas que detectam plágio: 7 - JPlag
O programa JPlag não rastreia conteúdos online, mas procura similaridades entre os trabalhos dos estudantes.

Ferramentas que detectam plágio: 8 - DOC Cop
Outra ferramenta que também detecta a cópia é o DOC Cop.

______________________________________________________________________

Minha Atividade - Dê o seu Veredito

TAREFA: DÊ O SEU VEREDITO: ISTO É LEGAL?
1.    QUESTÕES
O domínio da escrita científica é fundamental para não incorrer em plágio. Saber citar e parafrasear é demandatório para evitar problemas legais e éticos.
Apresentamos a seguir diferentes situações hipotéticas de formas de apropriações de trecho original de obra de terceiro. Apesar de hipotéticas, essas situações são comumente encontradas em trabalhos acadêmicos e científicos. Avalie as situações e responda às questões apresentadas no quadro abaixo.
Os  trechos originais que embasam as situações são das autoras Duran (2010, p.58) e Santos (2011, não paginado),  conforme reproduzidos a seguir:
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.”
DURAN, Débora. Letramento Digital e desenvolvimento: as afirmações às interrogações. São Paulo: 2010.
“O segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que vem de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
SANTOS, Sandra Carvalho dos. O processo ensino-aprendizagem e a relação professor-aluno: a aplicação dos “sete princípios para a boa prática na educação de ensino superior”. Caderno de Pesquisa em Administração. V.8, n.1, Jan./mar. 2011. Disponível em <http://www.ead.fea.usp.br/Cad-pesq/arquivos/v08-1art07.pdf>. Acesso em: 20 de out. 2012.

a)      Quadro: “Situações hipotéticas de apropriações de textos de terceiros”
Imaginem que ao examinar os trabalhos de seus alunos, vocês se deparem com os seguintes parágrafos relacionados aos trechos das obras acima informados:
Situação 1:  O aluno 1 escreveu no seu trabalho:
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.                     Isso é Legal?  Não.
ii.                   Por que?
       É plágio. O aluno citou o trecho de uma obra de Débora Duran, sem atribuir os créditos a autora. O trecho citado trata-se de uma citação de Skinner feita por Débora Duran. É uma citação de citação.
iii.                  Como corrigir?
Orientar o aluno a colocar a citação entre aspas, por se tratar de uma citação direta, com apenas 3 linhas; dar créditos a autora do trecho citado (Débora Duran), e relembrá-lo da importância de ler sempre a obra original, fazer citação de citação, somente não for possível o acesso a obra original.
        “Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 2: Em um segundo trabalho, o mesmo trecho foi inserido conforme abaixo:
A melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
i.                     Isso é Legal? Não.
Por que? O aluno colocou os créditos corretamente, mencionando Skinner e usando o termo apud, para demonstrar que o trecho foi citado pela autora Débora Duran em sua obra. (Citação de citação). Porém, copiou literalmente o trecho original, omitindo apenas as palavras “segundo Skinner”.
ii.                   Como corrigir?
Qualquer trecho transcrito na íntegra, até 3 linhas, deve ser colocado entre aspas; Evitar fazer citação de citação, desde que seja possível consultar a obra original; Por ser uma citação de citação, deve-se colocar a fonte consultada, informando o nome do autor, o ano e a página da obra onde o trecho foi encontrado;
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Situação 3:  O terceiro aluno transcreveu tomou emprestado as ideias de Duran e Santos assim:
Condições contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58).  Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.
i.                     Isso é Legal? Não.
ii.                   Por que? Está correta a primeira parte, na qual o aluno fez uma paráfrase e atribuiu os créditos aos autores. Porém,  na segunda parte, o aluno plagiou, pois ele simplesmente copiou o trecho colocado por Santos, literalmente transcreveu quase tudo, trocando apenas a palavra “vem” pela palavra “brota”, e não atribuiu créditos a autora.
iii.                  Como corrigir?
Elogiar o aluno por ter feito a citação corretamente na primeira parte, e orientá-lo para corrigir a segunda parte, a qual deve colocar o trecho citado entre aspas, por se tratar de uma citação direta e curta, e citar a fonte, atribuindo créditos aos autores. Reforçar que, qualquer que seja a citação (direta ou indireta), a fonte sempre deve ser devidamente citada.
     
 Condições contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58).  Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.(SANTOS, 2011, sp.).
Situação 4: O quarto aluno cita o trecho conforme abaixo:
Segundo Skinner (apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema.
 O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras  de Santos (2011), deriva “de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
i.                     Isso é Legal? Não.
ii.                   Por que? No primeirao parágrafo, o aluno citou corretamente a fonte, mencionando (apud Duran), porém ele transcreveu praticamente todo o trecho da obra citada, mudando apenas as frases de lugar (inversão) .
iii.                  Como corrigir?
Relembrar o aluno que, se o trecho for transcrito na íntegra e tiver até 3 linhas, o mesmo deve ser citado entre aspas; Na citação direta, deve ser citada corretamente a fonte, colocando o nome do autora, o ano e a página (quando houver) – sistema auto-data. Quando não houver a página, colocar a expressão “não paginado/s.p.”; A citação de citação (apud) somente deve ser usado, caso não haja possibilidade de consultar a obra original;
       Segundo Skinner (1972 apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema. O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras  de Santos (2011), deriva “de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
Situação 5: Suponhamos que Duran, a autora do texto original tenha usado o mesmo trecho informado anteriormente, sem nenhuma alteração como transcrito abaixo.
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
i.                     Isso é Legal? Não.
ii.                   Por que? Se o trecho citado pela autora for de sua autoria, mas foi usado em outro trabalho, a autora deve seguir as mesmas regras da ABNT para citar a fonte correspondente, pois se trata de obras diferentes, publicadas em datas diferentes.
iii.                  Como corrigir?
       Fazer a citação, conforme as normas da ABNT. Se for uma citação direta e curta, colocar entre aspas e colocar a fonte, e se for uma citação indireta, citar a fonte e não colocar entre aspas.
        “Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.” (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
b)      Com base nas suas análises das situações acima façam uma síntese sobre como evitar os diferentes tipos plágio.
Com a globalização e a chegada da tecnologia, especialmente a Internet, o plágio tem aumentado muito no meio escolar e acadêmico. Hoje se tornou muito comum copiar trabalhos/obras ou até mesmo pagar para fazer monografias e outros trabalhos do meio educacional. Por isso, ao escrever um trabalho, principalmente, se for um trabalho acadêmico, deve-se estar sempre atento as regras estabelecidas pela ABNT, citando sempre o nome do autor ou autores, ano de publicação e página (quando existir) da obra original ou quaisquer obras de onde são retiradas frases, trechos e/ citações.
Caso as regras não sejam seguidas, pode-se originar plágio ou até mesmo contrafação, que são crimes punidos pela justiça, conforme a lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998, e que podem também gerar muitos transtornos no meio acadêmico, podendo o aluno ser reprovado, ou até mesmo, ter seu título de mestre ou doutor destituído, caso seja comprovado o crime.
Por isso, deve-se ter uma clareza muito grande em relação as citações e normas a serem seguidas. Independente do tipo de citação (direta, indireta, citação de citação, citação de vários autores/obras, etc.), o aluno tem que ter consciência que jamais poderá se apropriar de uma idéia que não seja sua, e portanto as fontes deverão sempre ser devidamente citadas.
Além das fontes colocadas nas citações, deve-se segundo a ABNT, colocar as referências bibliográficas de tudo o que foi citado, lido ou visto pelo aluno para o seu entendimento e desenvolvimento de seu trabalho/obra. Essas referências podem ser de revistas, monografias, palestras, vídeos, teses, livros, artigos científicos, etc.
São diversas as fontes que o aluno pode recorrer. Utilizar trechos, palavras, frases e idéias de outros autores é  perfeitamente legal e louvável, desde que os autores sejam devidamente citados. Pois caso contrário, estaremos não só cometendo crimes contra os direitos autorais, mas também desrespeitando os autores no que tange a moral e a ética no mundo acadêmico e no meio educacional.
REFERÊNCIAS:
GOMES Suely Henrique de Aquino;SANTOS Andréia Pereira dos; CARVALHO Lívia Ferreira de. Introdução aos Direitos Autorais. Curso de Formação de Professores Autores. 2012, Goiânia. Disponível em: http://ead.fe.ufg.br/file.php/122/material_estudo_1.pdf . Acesso em: 18 nov. de 2012.
PROGRAMA VIA LEGAL. Vídeo: Via Legal – Propriedade Intelectual. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=cV3MynI9zyc . Acesso em: 18 nov. de 2012.
 ____________________________________________________________________________

 

COMENTÁRIOS SOBRE A ATIVIDADE: DÊ O SEU VEREDITO

 

 

TRECHO ORIGINAL
Como o aluno escreveu
ISSO É LEGAL?
POR QUE?
 COMO CORRIGIR
1)
“Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino” (DURAN, 2010)
2)
“O segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que vem de seu amor à ciência e aos seus alunos.” (SANTOS, 2001)
Situação 1:
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
Não.
Esse é um tipo de plágio bem fácil de ser detectado.
A transcrição literal de parte de uma obra sem a atribuição de créditos.
Orientar o aluno quanto as formas de citação:
· toda transcrição literal, com menos de 3 linhas, deve estar entre aspas.
· Lembrar ao aluno que o uso demasiado de citações diretas empobrece o texto
· Fazer menção à Duran
· Se Skinner for fundamental para o trabalho do aluno, incentivá-lo a ler a obra em primeira mão;
Situação 2:
A melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58)
Não
Apesar do aluno ter citado corretamente o trabalho (apud), essa citação é praticamente uma transcrição literal do trecho original. A única diferença é que o aluno omitiu “segundo Skinner”.
Orientar o aluno quanto:
· Não basta citar, se o trecho for transcrito na íntegra deve, com menos de 3 linhas, deve estar entre aspas.
· Evitar apud. Se houver oportunidade, consultar a obra em primeira mão.
· como se trata de uma citação de citação, deve-se indicar a fonte consultada, no caso o livro de Duran, informando a página onde o trecho pode ser localizado.
· O uso do apud  - que indica citação de citação  - está correto, porque mesmo que Duran tenha parafraseado Skinner, a ideia ainda não  é dela.Ela a tomou emprestado daquele autor.Daí a necessidade de usar o apud.
Situação 3:
Condições contextuais extrínsecas à educação, como por exemplo, aumento de recursos financeiros, política educacional ou a reorganização do sistema, não levariam à melhoria de ensino porque esta só é alcançada por investimentos no próprio ensino (SKINNER, 1972, apud DURAN, 2010, p.58). Como desdobramento dessa colocação, pode-se argumentar que o segredo do bom ensino é o entusiasmo pessoal do professor que brota do seu amor à ciência e aos seus alunos.
Não
A primeira parte o aluno fez uma boa paráfrase. Mas na segunda, o aluno fez uma transcrição quase literal do texto de Santos, alterando pouquíssima coisa.
Parabenizar o aluno quanto o acerto na primeira parte e orientá-lo para fazer o mesmo na segunda citação, ou colocar o trecho entre aspas e citar a fonte.
Reforçar que não é porque traduziu o pensamento do autor para suas próprias palavras que aquelas ideias são suas.
Situação 4:
Segundo Skinner (apud DURAN, 2010, p.58), a melhoria da qualidade da educação só é alcançada quando se investe na melhoria do próprio ensino e não dependeria, portanto, do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema.
O entusiasmo dos docentes é ingrediente importante na qualidade do ensino. E esse entusiasmo, nas palavras de Santos (2001), deriva “de seu amor à ciência e aos seus alunos.”
Não
No primeiro parágrafo, o aluno citou corretamente a fonte consultada (apud DURAN...), no entanto, o texto é praticamente o mesmo da obra citada. O aluno só fez uma inversão de frases.
Comparar com a paráfrase da primeira sentença da questão anterior.
O segundo parágrafo está correto, a transcrição literal está entre aspas e o autor é devidamente citado, faltando apenas a página onde a parte da obra se localiza.
Reforçar
· Não basta citar, se o trecho for transcrito na íntegra e tiver menos de 3 linhas deve estar entre aspas.
· Evitar apud. Se houver oportunidade, consultar a obra em primeira mão.
· Na citação direta, informar a página. Se o documento não for paginado, informação essa condição, usando a expressão “não paginado”.
Situação 5:
Suponhamos que Duran, a autora do texto original tenha usado o mesmo trecho informado anteriormente, sem nenhuma alteração como transcrito abaixo.
Segundo Skinner, a melhoria da qualidade da educação não dependeria do aumento de recursos financeiros, da modificação da política educacional ou da reorganização do sistema, mas da melhoria do próprio ensino.
Não
Mesmo sendo a autora, são obras diferentes, publicadas em momentos diferentes,
portanto, deve ser citada, observando-se as regras vigentes.
Fazer a citação e, caso seja feita a transcrição literal, usar aspas.

 

Regras simples:

Para citações diretas de até 3 linha use aspas;

Para citações de mais de três linhas; faça um recuo de 4 cm, diminua a fonte e espaço entrelinhas e faça menção à obra consultada;

No caso de citação de citação, use o termo apud e faça menção à obra efetivamente consultada;

Para as autocitações também há necessidade de informar a fonte;

Mesmo traduzindo a ideia de terceiros com suas próprias palavras (paráfrase), há necessidade de mencionar a fonte.
___________________________________________________________________________________________

 

Unidade 5 - Citações e Referências Segundo a ABNT



Sensibilização: citar é legal, é moral e não engorda!



Um Conto Sobre Plágio



________________________________________________________________________
Textos para Estudo - Citações e Referências
Curso de Formação de Professores Autores
Textos Complementares

As normas da ABNT estão disponíveis online para a comunidade da UFG. Para ter acesso a elas, entre em contato com a Biblioteca Central.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e Documentação – Referências - Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2000.
______. NBR 10520: Citação. Rio de Janeiro: ABNT, 2002.

________________________________________________________________________________

Minha Atividade: Citar e Referenciar

TAREFA: Citar e Referenciar: é só começar!
Nome:
QUESTÕES : Citação e Referências
Saber citar e referenciar é uma das exigências para evitar problemas legais e éticos.  O exercício da semana anterior mostrou que não basta citar, é preciso saber como citar. Além disso, deve-se apresentar nas referências a lista das obras citadas, em conformidade com algum padrão normativo.
A tarefa da semana consiste em exercitar as formas de citação e referência, privilegiando o sistema autor-data, em conformidade com as normas da ABNT para citação e referência. Para cada questão, considere o trecho da obra informado e responda o que se pede.
1)
a)      Faça uma citação direta;
Resposta:
Seria conveniente definir de outro modo a noção de subjetividade renunciando totalmente à idéia de que a sociedade, os fenômenos de expressão social são a resultante de um simples aglomerado, de uma simples somatória de subjetividades individuais. Penso, ao contrário, que é a subjetividade individual que resulta de um entrecruzamento de determinações coletivas de várias espécies, não só sociais, mas econômicas, tecnológicas, de mídia, etc. (GUATTARI; ROLNIK, 1986 apud MIRANDA, 2005, p.40)
b)      Faça uma citação indireta;
Resposta:
É relevante definir a subjetividade de uma forma diferente, deixando de lado a idéia de que é o conjunto de subjetividades individuais que originam a sociedade, quando na verdade, é o contrário, é a subjetividade individual que resulta de ações coletivas interligadas, sejam elas sociais, econômicas, tecnológicas, de mídia, etc. (GUATTARI; ROLNIK, 1986, apud MIRANDA, 2005, p.40)
c)       Faça a referência  da obra em que consta o trecho citado.
Dados da obra: O livro “Subjetividade em questão: a infância como crítica da cultura, em sua segunda edição,  foi organizado por Solange Jobim e Souza, publicado em 2005 pela Editora 7 Letras  que fica no Rio de Janeiro. O prefácio da obra é de Maria Luiza Magalhães Bastos Oswald.
O trecho encontra-se na página 40, do capítulo “Subjetividade: a (des)contrução de um conceito”, de autoria de Luciana Lobo Miranda.
Resposta:
MIRANDA, Luciana Lobo. Subjetividade: a (des)construção de um conceito. In: SOUZA, Solange Jobim (org). Subjetividade em questão: a infância como crítica da cultura. Prefácio de Maria Luiza Magalhães Bastos Oswald. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora 7 Letras, 2005. p.29 - 46.

2)
a)      Faça uma citação direta com mais de três linhas do artigo da lei;
Resposta:
Art. 4º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I – informação: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio, suporte ou formato;
II – documento:unidade de registro de informações, qualquer que seja o suporte ou formato;
III – informação sigilosa: aquela submetida temporariamente à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado;
IV – informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural identificada ou identificável;
V – tratamento da informação: conjunto de ações referentes à produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução, transporte, distribuição, arquivamento, armazenamento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação. (BRASIL, 2011).
b)      Faça uma citação indireta do artigo da lei;
Resposta:

Nos art. 4º e 5º, da lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, fica bem clara a definição de informação, como dados, que podem ser utilizados para produção e transmissão de conhecimentos contidos em qualquer meio, e os diferentes tipos de informações que podemos utilizar na sociedade, bem como suas especificidades e garantias asseguradas pelo Estado de forma franqueada, transparente e em linguagem de fácil compreensão. (BRASIL, 2011)
c)       Faça a referência  do material.
Dados:  LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011 que  “regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3odo art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências.”  A lei se encontra no seguinte endereço eletrônico: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12527.htm
Resposta:
BRASIL. lei Nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5o, no inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Edição nº 221-A, de 18 de novembro de 2011 – Seção 1. Disponível em:
3) Elaborar a referência do vídeo “Um conto sobre o plágio”, disponibilizado em http://www.youtube.com/watch?v=d0iGFwqif5c
Resposta:
UM CONTO sobre Plágio. Direção de Stian Raestad; Jade Haerem Akcnsnes. Produção de Ina Remme; Jan Ingar Grindheim. Tradução de Lorena Tárcia; Simão Pedro P. Marinho. Realização da Biblioteca da Universidade de Bergen, 2010. Vídeo on line 5’:25’’. Título original ET Plagieringseventyr. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=d0iGFwqif5c>. Acesso em: 24/11/2012.
_________________________________________________________________________________