CHARTIER,Anne-Marie. Leitura e saber ou a literatura juvenil entre a ciência e ficção. In: EVANGELISTA, A. A. M.; BRANDÃO, H. M. B.; MACHADO, M. Z. V. (Orgs.). Escolarização da leitura literária, Belo Horizonte: Autêntica, 2.ª ed., 2001.
BURGARELLI, C.G. Implicação da escola com a literatura. In: PESSOA, J. de M. (Org.) Literatura e educação no conto de Bariani Ortencio. Goiânia: Ed. PUC-GO/ Kelps, 2001.
* Xerocados e distribuídos no encontro presencial.
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*Um comentário no Fórum sobre os textos e vídeos trabalhados - 26/04/2012.
O que mais me chamou atenção nas leituras que fiz, especificamente, no que foi colocado no texto de Maria Luiza Belloni, foi o fato de que vivemos em uma sociedade capitalista contemporânea e "mundializada", onde as práticas locais, cotidianas, tradicionais são permanentemente influenciadas pelas informações globais, baseadas numa cultura pseudocientífica. Neste contexto, a generalização do acesso à informação midiática tende a transformar o indivíduo em um ser mais racional, mais reflexivo e menos intuitivo. A publicidade comercial e política constrói suas mensagens com base nesta cultura mundializada, que ela ajuda a criar e recriar constantemente, e destina-se ao indivíduo "reflexivo", típico das sociedades globalizadas, radicalmente modernas. O modelo neoliberal adotado nos países perífericos, como o Brasil, sustentado por agências internacionais, geralmente, favorece apenas a expansão de iniciativas mercadológicas de larga escala, e a escola, por sua vez, acaba sendo vista como uma nova fatia de mercado extremamente promissora, na qual o avanço técnico em telecomunicações permite uma expansão globalizada e altas taxas de retorno para investimentos privativos transnacionais. Então perguntamos, nessas atuais condições em que nossa sociedade se encontra, a escola é capaz de educar e socializar as novas gerações? Vivemos uma revolução tecnológica, econômica e cultural, que influencia totalmente a nossa maneira de pensar, perceber e compreender o mundo. Na atual "sociedade da informação" em que nos situamos devido aos avanços tecnológicos, especialmente, a Internet, agora, mais do que nunca, precisamos saber discernir e interpretar criticamente tudo aquilo que nos envolve em nosso cotidiano, para não caírmos no erro de sermos manipulados pelo "sistema". Temos que ser pessoas livres, críticas, conscientes e capazes de fazer escolhas, que proporcionem o nosso desenvolvimento pessoal e da sociedade. Para isso, devemos saber interpretar criticamente todas essas mudanças, e essa nova cultura e sociedade a qual vivemos, e como educadores, devemos ensinar os nossos alunos a refletir, analisar, criticar, contestar e construir se próprio conhecimento. Neste contexto, a leitura e a interpretação, de uma maneira geral, seja através de livros impressos, Internet, gestos, dramatizações, diálogos, debates, artefatos tecnológicos, ..., é fundamental para que possamos comprender o nosso mundo. Daí a importância de desenvolver a pedagogia, juntamente, com a tecnologia e a arte, nessa busca de conhecimento, cultura, socialização e desenvolvimento humano. Isto tudo está relacionado com esta disciplina e com a ementa do curso, já que os mesmos tem como finalidade nos estimular a ler criticamente e discutir as linguagens das mídias no mundo atual, no que se refere a linguagem, comunicação, educação e cultura.
O papel das Novas Tecnologias da Comunicação e da Educação a Distância para responder à crise global na oferta e formação de professores: uma análise da experiência e pesquisa e desenvolvimento. Educ. Soc.